crônica

Apropriação ️

Quando foi que você se perdeu de si mesma? Quando foi que te roubaram de ti? 

Sempre há tempo para se apropriar das suas vontades, dos seus sentimentos, dos seus pensamentos.

Se apropriar de si mesma é tomar as redes do próprio destino.

É escolher o teu próprio caminho, a forma como se quer viver, as pessoas com quem deseja conviver e a energia gasta para cada batalha pessoal diária .

Por falar em batalhas: escolha as suas. Não dá pra brigar por tudo o tempo todo. Escolher pelo que vale a pena brigar é uma forma de se apropriar de si também!

Sejafiel aos seus princípios, seus valores, seus desejos mais profundos do conceito real de bem estar, de plenitude , de felicidade e do que te faz bem . Aliás, o que de fato de faz bem?

Se conhecer ainda é o melhor caminho de gerenciar a própria trajetória, de ser dona da sua história.

Não deixe que ninguém dite a maneira como você tem que viver. Não se acomode.

A sociedade, seus chefes, seus amigos, sua família ou conhecidos sempre dirão: É loucura! Aceite de bom grado os conselhos de afeto mas ao primeiro alerta interno de insatisfação, siga os sinais do seu corpo, ouça os sinais da sua mente.

A única forma de ser feliz é fazendo as suas próprias regras. Não se acomode.

Não se aprisione. Voe! A hora é agora.

Taynara Prado - Rio de Janeiro - 2017-Todos os direitos reservados no EAD - Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro

 

 

crônica

Sororidade

Acabo de presenciar na estação de metrô de Ipanema no Rio de Janeiro aquela cena digna de pesadelo para quem é mãe.

Uma turista alemã , sem falar português , com 5 ( cinco!) crianças pequenasentrou no vagão e ao contra os meninos se deu conta de que estava faltando um.

A porta fechou! Sim, a porta do vagão fechou, e naqueles dois minutos mínimos de pausa até que o metrô avançasse ela batia a mão no vidro desperada e gritava!

Gritava de pavor, de susto , de preocupação , um grito quase leonino, feito fêmea protegendo a cria , e a criança do outro lado , pequena , indefesa , paralisada chorava de volta, um choro doloroso, apavorante , agonizante pra quem via.

Não preciso nem dizer que todas, absolutamente todas as mulheres dentro do metrô começaram a gritar junto, a bater no vidro, a pedir ajuda.

Quando olhei ao meu redor não era só ela que chorava , a maior partes daquelas mulheres choraram ao passo que o carro avançava no sentido da próxima estação ( inclusive eu que não tenho filhos ) .

Fomo todas tomadas por um silêncio constrangedor , sufocante , interminável até que na estação seguida elas desceram.

Quando digo elas é porque pelo menos cinco das várias mães que estavam no vagão voltaram junto.

Eu segui meu caminho com a lágrima descendo dos olhos e a preocupação de saber como terminava aquela história.

Sabia que várias mães estariam com ela no momento que aquele pesadelo teria um final feliz.

Mesmo assim segui tocada pelo sentimento de sororidade que habita em nós mulheres quando algo assim acontece.

Já pronta paradescer na minha estação, o passageiro do lado (homem) conversava com o outro passageiro **Quem mandou ter tanto filho?**

Fiquei perplexa . Não dava pra sair calada então argumentei:  ''Meu senhor, liga pra mãe dos seus filhos e vê se ela concorda com você . Se sim, é provável que tenha mais gente no mundo enconomizando amor por aí''

Comentário lamentável!

Taynara Prado - Rio de Janeiro - 2017-Todos os direitos reservados no EDA - Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro

 

 

 

 

crônica

Profissão: Escritora

Se você sabe onde quer chegar , não pode parar até conseguir.

Ouvi essa frase ainda garota e tomei como lema. Mais do que um simples conselho,  ela se tornou ponto de partida para uma trajetória profissional ainda incomum para os padrões tradicionais da época. 

Viver de escrever era um sonho de muitos, permanecer nele é que era algo tão raro.

Dez anos se passaram e este ainda é um mercado complexo e incrível, levado a sério por muito mas banalizado por tantos, por isto é tão natural que seus pais se preocupem. 

Como não é preciso diploma, repertório virou fator decisivo pra gente se estabelecer. Não há espaço para os descompromissados. Construir um bom portfólio, se reinventar diariamente , fazer pequenos trabalhos para se sustentar e manter um ofício antes mesmo dele te manter são fatores que ainda que te desmotive , na maior parte das vezes te fortalece.

É quase uma seleção natural de mercado, uma prova dos 9 pra gente vencer. 

Na maior parte parte dos últimos 10 anos tive a sorte de me deparar com meninas mais novas , que me tomaram não como talento mas como exemplo de persistência. 

Em tese fico orgulhosa, mas quando aconselho alguma delas, fujo do conselho clichê : ''Nunca desista dos seus sonhos.''

Tento dar o conselho que eu gostaria de ter ganho lá atrás : Siga firme na direção das suas metas, porque o pensamento atrai , a atitude constrói mas só a persistência que realiza.

O resto é conversa fiada. Falo por experiência própria. 

Taynara Prado - Rio de Janeiro - 2017-Todos os direitos reservados no EDA - Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

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Mente Inquieta

Tem dias que a gente acha que está dando tudo errado....

Somos tomados pela incerteza do amanhã, pela ansiedade do que nos aguarda e pela insegurança dos resultados. 

Pra onde vamos ? O que queremos? Estamos certos ? Serei feliz ? 

Tantas perguntas que não se calam no interior de uma mente cansada, inquieta e questionadora. 

Estou indo pelo melhor caminho? E se nada sair como planejei ? Tomei a melhor decisão? Tenho um plano B ? 

A boa notícia é que inquietação é antídoto diário para sair da inércia.

A má noticia é que a vida não tem manual de instrução. Não há garantias.

Inundados em nossas próprias dúvidas, seguimos a diante com a certeza de que se acomodar não é uma saída. 

Somos movidos á sonhos, projetos e objetivos traçados em trajetórias individuais dignas de orgulho. 

Se manter confiante na maior parte dessa caminhada é que é tarefa árdua e eterna.

Não sabemos ao certo se sairemos vitoriosos das batalhas diárias , mas nos dias de angústia profunda , incerteza ou solidão respire fundo e diga pra si mesma: 

Não é o fim do mundo, foi só um dia ruim! 

E tudo dará certo!

Taynara Prado - Rio de Janeiro - 2017 - Todos os direitos reservados no EDA - Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

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Fale com Deus

Religiosidade não é bem o meu forte. Sou um tanto desencaixada do termo. Tenho fases de apego aos santos e fases de espiritismo, fases de orar o terço e fases de tomar passe. 

Socialmente ou tradicionalmente é errado e eu sei, mas sigo inquieta , curiosa, questionadora, ansiosa e esse sim é o meu jeito.

Dentro de mim há sempre uma busca semanal do que toca minha alma, uma necessidade humana de ser confortada, ora aqui, ora ali, vou aos poucos nessa caminhada. 

Também não sou daquelas pessoas que só falam com Deus quando estão precisando. Que apelam pra ele no ápice das próprias vontades e que se não são atendidas colocam logo a culpa no coitado.

Sou consciente desse nosso trato. Hora agradecida , hora já sem saco. 

Hora carinhosa, hora debochada. Hora geniosa , hora encantada. 

Dependendo do problema eu faço até piada. Sei que ele ri de mim, e sei que ri comigo. 

Temos uma relação de muito respeito. Sua existência é inquestionável. 

Eu não o responsabilizo pelos meus obstáculos mas dou a ele todos os créditos das minhas conquistas. 

Seria hipocrisia achar que a gente consegue tudo sozinha, pensarque ele não caminha do lado.... aí sim é que ele ri da gente, do quanto falta para aprendermos dessa luz onipresente.

É nele que habitam as minhas vitórias . É nele que habitam as minhas memórias . É nele o conforto das minhas derrotas. 

Talvez me falte religiosidade , mas fé nuncame faltou. 

Travamos disciplinadamente um diálogo diário e isso sim é estar presente.

Na dúvida, mantenha contato! Deus é como mãe.

Atende a gente enquanto faz milhares de coisas ao mesmo tempo.

Taynara Prado - Rio de Janeiro - 2017 - Todos os direitos reservados no EDA - Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro

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Casamento

Quando você cresce com pais separados , começa a achar que casamento não é pra você. A perspectiva de ser feliz para sempre para quem já assistiu uma separação dolorosa faz a gente acreditar que o amor é um sonho distante.

Bom, eu estava enganada. Casamento é pra todo mundo e quem menos acredita mais se surpreende com a Aventura de se construer uma vida á dois.

Casamento é mergulho interno e exercício diário das próprias crenças. É voar longe e voltar pra perto porque se quer. É compromisso com si mesma de doação máxima. É disciplina e parceria diária, multiplicação do afeto e compreensão da evolução. 

Não sei o seu , mas o meu casamento tem dias bons e dias ruins, momentos fáceis e difíceis, histórias engraçadas e tristes, projetos em andamento e sonhos em construção. 

Temos frustrações no trajeto, batalhas vencidas de perto, riso solto e parceria, papo bom e alegria. Tem respeito,gratidão, tem carinho, discussão. Tem afeito e doação.

Se casamento implica em escolhas... aqui em casa um cede daqui, o outro dali, um cobra de cá o outro de lá. É investimento pesado, frequente e diário pra manutenção do amor. 

Ultimamente a sintonia é tanta que um chama pra cair no mundo e o outro pergunta se leva roupa de frio ou de calor. Onde vamos parar ? Só a vida vai nos contar.

Ah...o tal do amor! Esse que eu achei que não fosse pra mim é a melhor coisa do mundo...merece ser regado, cultivado, festejado...como é bom alguém do lado.

Nunca plantei nada melhor.

Taynara Prado - Rio de Janeiro - 2016 - Todos os direitos reservados no EDA - Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

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 Reciprocidade...

A palavra da vez nos meus projetos de vida é reciprocidade.

Reciprocidade: correspondência mútua. Dar e receber. Amar e ser amado. 

Torcer pelo outro e saber que ele também torce por você. Dar apoio e sentir-se apoiado.

Parece simples, mas nem sempre funciona. 

Nos deparamos todos os dias com relações vias de mão única. 

Não há cumplicidade. Não há parceira. Não é via de mão dupla. 

Você se doa e é sugada. 

Torce profundamente pelo o outro mas não é correspondida. 

Espera uma palavra amiga, um incentivo ou outro, mas nada acontece. 

O vazio é imenso e a relação pede por uma pausa. 

Entra em jogo aquela história sem sintonia. 

A falta de  retorno  e a decepção. 

Como entender  as limitações do outro, as falhas   do ser humano e suas fraquezas?  

Missão que exige maturidade, responsabilidade e generosidade. 

Você esperava mais e nada aconteceu.

 É simples e mais comum do que se pensa.

Não será nem a primeira nem a última vez.  

Parcerias de vida, amizades longas ou relações respeitosas no trabalho são feitas à base de reciprocidade. 

É possível ir longe com pessoas que te apoie , mas que fique claro, é necessário apoiá-las também. 

A vida não é uma relação de formiguinha e pavão onde um bajula e outro se gaba.

É reciprocidade diária com quem se ama.

É ficar feliz pelo sucesso do outro e ter a certeza de que a sua vez também chegará.

Só assim suas relações irão durar. 

Taynara Prado - Rio de Janeiro - 2016 - Todos os direitos reservados no EDA - Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.

 

 

 

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Compaixão

Se existe um sentimento mais desafiador do que a compaixão, eu ainda não o conheço.

Sentir compaixão  é sem dúvida uma das maiores provações que o destino pode te impor.

Compaixão: Sentimento piedoso de simpatia por alguém, seja por quem ele é, pelo que ele faz ou pela tragédia que o abate.

Quando alguém te machuca, te faz mal, te fere, compaixão é quase uma afronta diante do que se sente. É tarefa árdua em tempos de mágoa. 

Compaixão : Enxergar além do próprio egoísmo ou do egoísmo do outro. Tarefinha complexa cuja vida prega peça e a gente não sabe o que faz.

Há quem seja incapaz de dar o primeiro passo, reconhecer o erro , admitir o cansaço...

Há quem seja nobre, compreenda falhas, que muito te ensine e nada cobre....

Há quem se confunda e o coração inunda, de dúvida, desamparo e rancor...

Não há caminho certo, não há receita concreta mesmo que ainda haja amor.

Para a presente agonia, com recaída e apatia, se libertar do que faz mal já é um começo.

É um passo para a liberdade.

Porque guardar raiva é vaidade.

E recomeçar não tem preço....

Taynara Prado - Rio de Janeiro - 2016 - Todos os direitos reservados no EDA - Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. 

crônica

Reconhecimento

Me dei conta de que não importa o quanto você faça, algumas pessoas simplesmente não vão te reconhecer por isto...

Reconhecimento: O ato de expressar gratidão ou agradecimento, reconhecer algo ou alguém pelo que se fez ou se faz.

É provável que você já tenha se frustrado diante da apatia daqueles que insistem em não reconhecer seus esforços sobre algo.

É mais provável ainda que você tenha seguido mesmo assim, cansada, desmotivada, contrariada com a falta de sensibilidade de quem não te enxergou.

Acontece que por mais desgastante que essa via de mão única possa parecer, há sempre uma razão para o que a gente às vezes simplesmente não se compreende.

Cabe a nós decidir sofrer ou não por questões que muitas vezes vão além do nosso poder de decisão.

 Cabe a nós continuar e nos dedicar, regredir ou repensar, insistir ou recodificar o quanto nos doamos e por quem nos dedicamos.

Você pode até não ser reconhecida por aquelas horas extras que você fez no trabalho. Pelo cuidado e zelo que teve com seus amigos. Pela dedicação ao seu modo, no seu casamento e com seus filhos.

Pode até não ser reconhecida pela sua competência profissional, pela sua força pessoal, pelo seu desempenho habitual. Mas cabe a você se decidir até onde ir, até quando persistir, de que forma reagir.

A vida é um ciclo diário de energia gasta com o que realmente se vale a pena.

Porque não importa o que você faça nem onde você o faça alguns simplesmente não enxergarão...

Repense sua vida, reprograme suas metas, valorize quem te reconheça e na falta de um elogio sólido dê créditos a si mesma! 

O teu destino afinal... é você quem faz.  

Taynara Prado - Rio de Janeiro - 2016 - Todos os direitos reservados no EDA - Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. 

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Tempo...

Ter gratidão pela passagem dos anos é desafio raro de se impor.

Olhar para traz e sentir carinho pelo que a vida te tornou é impagável.

Poucas coisas no mundo não são irreversíveis.

É possível voltar atrás, recomeçar, tomar outro caminho, mudar de ideia, de opinião, o seu destino, sua decisão.

Mas o tempo, este sim, não volta jamais.

Quando você se recorda do passado com gentileza e é generosa com si mesma na passagem da vida, o presente se torna pleno e a perspectiva de futuro é inspiradora.

Estar em dia com seus filhos, com seu parceiro de vida, com seus desejos e impressões reais de si mesma não tem preço.

Só você sabe o que passou para chegar até aqui. Só você sabe quantas vezes precisou se dividir, se oprimir, se redimir, se decidir.

Toda escolha gera consequências. Tem ganho que resulta em perda. A vida é um carrossel de emoções onde a ‘’troca’’ é decisão diária de engrandecimento.

Até mesmo aquele tropeço serviu para fortalecer. Deixou claro que você é imperfeita e ainda sim bela.

Se você já chorou de cansaço, precisou lidar com as próprias frustrações, superou expectativas, construiu sonhos e seguiu a diante... Pare por um minuto e agradeça ao tempo pelo que ele te tornou.

A vida real é para os corajosos.

Desligados os aplicativos, fechadas as cortinas, a missão permanece para todos...

Fechar os olhos ao apagar das luzes com a sensação de que apesar dos imprevistos, é possivel sair de cena, realizada e plena.

Taynara Prado - Rio de Janeiro - 2016 - Todos os direitos reservados no EDA - Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. 

 

crônica

Palpite...

Já dizia minha mãe : Se conselho fosse bom não era dado . E mesmo assim há quem dê o tempo todo.

Conselho, palpite, pitaco é sinônimo da melhor das intenções em opinar sobre a vida dos outros.

Tem gente que se acha expert em apontar a melhor direção, a melhor decisão , a melhor opção para o seu caminho. Quando se trata do dele segue perdido.

É tanta gente opinando  que aos poucos  o propósito de ajudar se perde e toda aquela falação acaba sendo uma verdadeira sabotagem de planos, projetos, desejos, intenções ... 

Até hoje não entendo essas pessoas que dão palpite excessivamente na vida de quem não lhe diz respeito.  São mestres em mostrar a melhor solução , a direção mais fácil , o retorno mais rápido, o trajeto mais curto.

Se gabam por achar que  conhecem o melhor caminho e acreditam levar uma vantagem estrondosa sobre os demais. São os espertos. 

Quando detecto um palpiteiro de plantão , sigo pelo caminho contrário. Quase sempre dá certo. 

Na dúvida, siga sua intuição, ouça seus pais, fale com quem realmente seja parte da sua intimidade.

A verdade é que se ninguém paga as suas contas nem vive a sua vida, porque saberiam a melhor solução  dos seus problemas ?

Sempre vale a pena se libertar da opinião alheia excessiva e descabida dos conhecidos.

Por melhor que seja a intenção deles  ( e nem sempre é boa!) .... No fim das contas, só atrapalha.

Taynara Prado - Rio de Janeiro - 2016 - Todos os direitos reservados no EDA - Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. 

crônica

Starbucks...

Quando eu era criança meu sonho era ter um quarto azul.

Sempre quis um quarto listrado estilo náutico, que pra falar a verdade até hoje desejo, mas dadas as circunstâncias da infância, cor de menino e cor de menina ainda existia naquela época, acabou que não tive. 

Quando comecei a escrever por volta dos  18 anos embarquei para um curso de inglês em São Francisco e foi na primeira viagem realmente sozinha que  decidi que tornaria esse hobby a minha profissão.

Passei então a sonhar com um escritório só meu. Imagine...quem não quer uma espaço só seu pra poder trabalhar?

Só que naquele frio de inverno da Califórnia eu não tinha espaço porque dividia  um quarto com uma coreana, nem dinheiro além do curso que estava pagando, nem paradeiro fixo porque o estudo  era temporário, pra poder montar uma espécie de office....E  foi aí que descobri no Starbucks um cantinho pra chamar de meu....

Tem coisa melhor do que sair de um frio congelante ou de 40 min de viagem de metrô e entrar naquela casinha aconchegante para tomar um café gostoso e aquecer seu coração? Acredite não tem.

Eu sempre fui viciada em café, mas a perspectiva de um sofá confortável , bancadas por todos os lados e todas aquelas pessoas  ao seu lado estudando, digitando, passando o tempo ou se concentrando me faziam muito mais feliz do que o gole de café em si. Tornava minha solidão menor, minha inspiração maior e meus sentimentos mais brandos porque a saudade de casa, essa sim uma hora aperta.

Quase 10 anos se passaram desde a primeira vez em que escrevi meu primeiro texto sentada no Starbucks com um capuccino ao lado.Ainda não tenho um escritório azul , náutico pra chamar de meu , mas quer saber ? Foi melhor assim. Passei a ter uns 700 escritórios pelo mundo desde então....

É lá  aqueço meu coração , me inspiro , escrevo, me sinto plena , produtiva e feliz...

E você ? Onde fica seu escritório pelo mundo?

Faça suas regras, um bom office é onde as pessoas menos esperam.

Taynara Prado - Rio de Janeiro - 2016 - Todos os direitos reservados no EDA - Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. 

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Milagre...

Sempre ouvir dizer que o nascimento de uma criança é a mais perfeita celebração do milagre da vida. Parece obvio, até que o bebê seja seu, da sua família ou de alguém próximo...

Quando nasce uma criança nasce com ela uma mãe.

Há quem diga que aqueles 50 minutos da cesárea (ou 18 horas de trabalho de parto) seja um divisor de águas. 

Quem era você antes daquele pacotinho chegar? Não se lembra mais…e quer saber? Tanto faz. O importante é o agora, com ele aqui, pertinho do seu peito.

É no nascimento de uma criança que o passado deixa de fazer sentido, o presente é recheado de inseguranças e o futuro traz a certeza mais bela: Você nunca mais estará sozinha.

É no nascimento de uma criança que a família volta a vibrar como em campeonato de Copa do Mundo. Tem comemoração que não acaba mais.....O primeiro sorriso, a primeira papinha, o primeiro passinho, quando bate palminha.

Todo mundo volta a ser criança. 

É o avô que pega no colo e mostra as plantinhas, é a tia que carrega no braço e faz voz de bebê. É o pai que tem medo de ‘’ quebrar’’ o filhote e observa atento. É a madrinha que tira mil fotos a todo momento.

No aniversário de 1 ano é palma que não acaba mais. Todo mundo comemora, vibra, chora, sorri, se abraça, tira foto, passa o bebê de coloco em colo e celebra outra vez! Mais um que veio para ficar!

Você pode até dizer que é no parto que celebramos o milagre da vida.

Mas o milagre, milagre mesmo... vem no novo olhar dos adultos diante do mundo que é apresentado para aquele pequeno bebê.  O seu bebê.

Milagre da vida é um adulto voltar a contemplar os passarinhos quando a criança o vê voar pela primeira vez. É voltar a observar os peixinhos para que ele o descubra também pela primeira vez. É sentir no toque dos pés o gramado, a areia, o riacho e o mar.  Tudo é novo pra ele e de alguma forma para você também.

Milagre mesmo é olhar nos olhos daquele pinguinho de gente e se perguntar: Como é que ele me ensina tanto?

No fim das contas ele só veio ao mundo para ser puro amor e fofurice, já você…..você sim, renasce. 

Sejam bem vindas pequenas sobrinhas!  Há uma Copo da Mundo preparada nessa família!

E aqui a gente vibra em dose dupla.... 

Taynara Prado - Rio de Janeiro - 2016 - Todos os direitos reservados no EDA - Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. 

 

 

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Surtos Femininos

Já viveu isto? Tá tudo muito bem até que  de repente você grita, estoura, traz à tona um rompante de sentimentos . Quando se da conta, surtou pela soma das circunstâncias externas e pela imensidade de sentimentos que moram aí dentro. É o seu interior falando da forma mais dramática possível e você tentando decifrar tanta informação.

 É como a perspectiva de um copo que transborda . Ora de nervosismo, ora de euforia. Tem sensibilidade, frustração , cobrança , emoção , todo aquele misto de sentimentos que te confundem mas que gritam...Preste atenção aqui.

Na rotina diária e corriqueira um mero detalhe que sai do previsto é a gota d'Água que faltava. Você cai em prantos . Quem olha de fora , tão pouco entende o que se passa por dentro e da forma mais singela possível questiona : É preciso tudo isso? O que foi que aconteceu?

Homens...Quando será que vão entender que para nós mulheres , todo dia é único. 

Cada oscilação  hormonal combinada aos fatores externos ( da vida de cada uma )  é motivo o bastante para um choro inconsolável de cansaço, insatisfação, sensibilidade, contrariedade...  talvez até alegria. 

Mulheres: Imperfeitas e humanas. Sobrecarregadas e corajosas. Pressionadas e multifacetada ( sempre!). Carregamos o mundo nas costas, acumulamos funções , vamos até o extremo limite e quase nunca desistimos.

Tenham sempre em mente que  é saudável surtar de vez em quando!  Salvo as que tacam coisas pela casa ( ou nos outros!) um surto é até feminino. Traz à tona a sensibilidade de um sexo sonhador ( nada frágil!)  que quer a todo momento dar o melhor de si pra vida...o melhor de si pro mundo.

Meu marido chama surto de TPM. Eu chamo de liberdade da mulher que tem voz. Não limito nossos sentimentos ao calendário mensal feminino ( posso precisar desabafar em outros dias do mês ) .Esse ato de extravasar vai muito além da TPM. 

É aquele choro no banho quente do meio da semana , é aquele ataque voraz batendo um bolo de chocolate as duas da manhã, é aquela loucura de fazer uma faxina no domingo ou um brigadeiro no meio da tarde . Cada uma extravasa como pode ! Tem quem grite, tem quem coma, tem até quem malhe!

Na dúvida, surte, desabafe, se permita. Mal, eu garanto, não fará.

Taynara Prado - Rio de Janeiro - 2016 - Todos os direitos reservados no EDA - Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. 

 


 

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 NÃO

Digo não o tempo todo. A recusa em fazer algo nunca foi uma dificuldade para mim.

Mesmo assim me deparo com pessoas que se cobram por não saber dizer não. São elas as que mais sofrem.

Dizer não pode soar pessimista demais. É interpretado de forma antipática e causa estranhamento, quase um gesto de ingratidão.

Não! A recusa natural de não se sentir confortável com algo. A negativa que a princípio parece o fim. Você se nega a fazer algo e naturalmente é reprovado, rejeitado. Justo nós que vivemos quase sempre em busca de aprovação, de aceitação.

Acontece que dizer não é as vezes o passo inicial de uma libertação. Libertação emocional, social, financeira, moral. Libertação profissional e principalmente pessoal.

Libertar-se da obrigação de algo para então sentir-se livre. Livre para fazer as próprias escolhas. Livre para ser quem você gostaria. Livre para ficar confortável na própria pele.

Na vida os contextos são amplos mas as respostas são simples, é sim ou não.Se jogar ou se preservar. Aceitar ou recusar. Ir ou ficar.

Você pode estudar fora, viajar o mundo, se casar e ter filhos (ou não!). Pode cuidar de si mesma e do outro, da carreira e dos sonhos, fazer tudo isto ou nada disso.

 Só não se esqueça do mais importante:  Para ser feliz é preciso dizer não todas as vezes que o seu coração desejar. Parece contraditório, mas acredite, o não abre portas.

Recusar aquela oferta de emprego dos sonhos para se aventurar em um intercâmbio pode mudar o seu destino.

Dizer não aos filhos na loja de brinquedos pode fazê-los valorizar ainda mais os brinquedos antigos.

Falar não para qualquer relacionamento afetivo que torne sua autoestima mais frágil abre caminhos para conhecer gente nova.

Não para agressão, não para a omissão, não para o pré-conceito, machismo, desrespeito. Alguém precisou dizer não para que as coisas mudassem.

O não que a gente cala muitas vezes é o início do sim.

O início de uma vida adulta e mais corajosa, com a palavra que mesmo que assuste, sempre liberta.

Diga não. 

 

Taynara Prado - Rio de Janeiro - 2016 - Todos os direitos reservados no EDA - Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. 

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Parachoque

Frase de mãe que devia ser para choque de caminheiro é:

‘’ Um dia você vai me dar razão’’.

O pior de tudo é que vamos mesmo!

Mas até lá deixe que a gente erre, que quebre a cara, que tropece, que caia, que levante, que chore, esperneie e tente outra vez.

A vida vai te dizer não, os amigos serão poucos, você descobrirá da pior maneira possível que imprudência mata, que ser adulto custa caro e que todo mundo sobrevive a um pé na bunda.

Vai perceber que nada vem de graça, que estar no mercado requer preparo, que feriado não é mais emendado, que chefe não passa a mão na cabeça e que férias semestrais é sonho de alta grandeza.

Vai aprender a pagar o IPVA do carro, compreender o significado do IPTU, fazer as contas do imposto de renda, questionar o INSS e brigar pelas leis trabalhistas.

Vai ver que nem todo mundo é legal, que colegas de trabalho podem ser anti éticos, que a sociedade julga sem medo e de pressa. Tudo isto em um piscar de segundos.

Você vai até dar razão pra sua mãe sobre o casaco que devia ter levado no passeio e fez frio!

Mas isso é pequeno diante de tudo que já vai ter aprendido…Sim, você vai crescer.

Só não é necessário dizer isto á ela, porque mãe é a verdadeira concentração de frases de para-choque da sabedoria.

E ela vai soltar mais um: Eu te avisei.

Taynara Prado - Rio de Janeiro - 2016 - Todos os direitos reservados no EDA - Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. 

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Chora que passa

Você provavelmente já deve ter ouvido esta frase: Chora que passa.

Quando a lágrima cai, dificilmente a gente aceita que de fato, tudo passa.

No momento a dor é intensa, a frustração traz tristeza, o desacordo gera saudade.

A solidão e a traição é infinita, dilacerante, perturbadora, mas sim, ela passa.

O mais engraçado de ouvir alguém dizer chora que passa, é que a gente se revolta, não aceita as palavras do outro.

Se sente incompreendida, julga o conselheiro incapaz de entender o tamanho do nosso sofrimento. O tamanho do nosso amor.

É choro que não acaba, sufocamento que não cabe no peito e inconformismo com o que parece óbvio...

O fim.

Fim de um relacionamento, Fim de um ciclo de trabalho, Fim de uma amizade, Fim de uma vida.

O conselho mais valioso da vida aliás é que realmente tudo passa.

Banal ou não, de extrema dor ou sutil tristeza. Sim, de fato, passa.

Até lá, deixe que a gente chore...

Ofereça um ombro amigo, um colo providencial, na certeza de que com ou sem clichês, uma hora vai passar.

Por ora o que nos resta é o desabafo. 

Esse sim, nunca sai totalmente de cena.

Taynara Prado - Rio de Janeiro - 2016 - Todos os direitos reservados no EDA - Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. 

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Segunda-feira

Se você acorda na manhã de segunda desejando que a sexta feira chegue logo, tome cuidado.

Desejar que a semana voe é optar por uma vida que passa mais rápido

É se conformar com uma rotina que não te acrescenta, com um estilo de vida que não se sustenta.

É se manter em um trabalho que não te motiva e aceitar companhias que não te incentivam.

E tudo bem se a sexta feira parecer sempre mais charmosa, mas é preciso acreditar que há algum prazer e perspectiva na odiada segunda feira.

Tem quem marque um happy our pós expediente, se a turma for legal...

Tem que resolva pendências acumuladas, se não elas se arrastam...

Tem quem pratique esporte para recuperar as calorias do fim de semana. Cerveja gelada, quem nunca?

Tem quem faça o jantar e veja TV. Porque o simples pode ser relaxante

Tem quem volte para casa caminhando. Não há nada como brisa do mar!

Tem quem ouça música no trânsito. Quem vive no caos tem que extravasar...

Segunda Feira é o dia oficial de realizar tarefas improváveis!

Se você executa, comemora! Se você se esquiva, reclama!

O fato é que se a gente enxergasse a segunda como ponto inicial de mudanças que nunca tomamos, com certeza aprenderíamos amá-la.

Dieta, Academia, Ciclos de leitura, Chopp com amigos antigos, Aulas de violão, Jogos digitais, Cinema com meia entrada, filme no sofá, rodada dupla de bar...Tudo é programa certo de segunda feira.

Torço por um mundo com segundas feiras  mais produtivas, mais criativas, mais atrativas.

A gente não precisa pedir para a vida passar tão rápido.

Taynara Prado - Rio de Janeiro - 2016 - Todos os direitos reservados no EDA - Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro. 

crônica

Aos 45 do segundo tempo     

Você sabe o que você quer da sua vida? Provavelmente não.

Eu também não sei, minha terapeuta não respondeu de maneira assertiva, meus amigos pareceram em dúvida e meus pais que sempre disseram saber, se pegaram na metade de um casamento reavaliando seus objetivos de vida e se divorciando. Ambos trocaram de profissão. 

Casamento não é garantia de satisfação pessoal, de realização e felicidade eterna, muito menos de decisão irrevogável.  É uma escolha. 

Profissão não é certificado de ofício permanente, de motivação diária e de uma carreira bem sucedida. É também uma escolha.

Do vestibular ao papel passado somos pressionados à tomar decisões diante da percepção de que o que não é eterno, é sinal de fracasso.

Tanta pressão para pouco tempo de estrada e ainda tem quem diga que a vida só começa aos 40....

Me espanta que com 18 anos você tenha que optar por uma formação acadêmica que será em tempo integral o seu sustento, o seu prazer e por consequência o complemento da sua autoestima.

Me assusta mais ainda estar fadado ao felizes para sempre ainda que uma parceria de vida deixe de ser produtiva e estimulante.

E se eu errar? Se mudar de ideia? Se me descobrir frustrada? Se me sentir limitada pelas escolhas que fiz?

O que fazer? Jogo tudo pro alto? Termino o que comecei? Serei inconsequente? Estou sendo passiva? 

É preciso ter coragem para tomar decisões e mais ainda para reavaliá-las.

Ninguém está imune aos equívocos de uma escolha que não se sustente.  

Ter coragem de recomeçar, na profissão ou no casamento é a melhor maneira de entender que ainda que as coisas deixem de fazer sentido, que ciclos se encerrem ou percepções mudem...

Mais relevante do que errar…é se DECIDIR.  

Taynara Prado - Rio de Janeiro - 2016 - Todos os direitos reservados no EDA - Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro.                                      

crônica

                                                       Feminismo

De onde eu venho ser tradicional é quase sinônimo de sucesso.

É o mesmo que dizer que a pessoa é correta, que é de bem, que teve boa criação, base familiar sólida e apreço pela boa moral e bons costumes. É a famosa cabeça no lugar.

Nasci em um lar legal, fiz primeira comunhão, estudei em boas escolas, fui à missa aos domingos, estagiei em boas empresas, me formei, me casei, trabalhei. Não usei drogas(nem pretendo usar) não fiz aborto (não sei nem se sou contra ou a favor), não vivi a geração do poliamor (zero curiosidade de beijar meninas) não participei fisicamente de nenhum protesto por direitos políticos nem manifestações de juventude (mas assisto e torço!).

Meu ápice do NÃO tradicionalismo foi fazer uma tatuagem pequena e repetir um ano por assistir TV demais. Rolou bronca claro! Enfim,nadaprotestei além do horário de chegada dos bailes de debutante. Achei que ser jovem era isto e que o máximo da transgressão aceitável seria uma próteses de silicone. Percepção vazia a minha! Lá fora elas faziam história!

Na casa dos 30 anos,morando no Rio há quase uma década conheci centenas de meninas que fumam maconha, que beijam meninas, que não foram batizadas, que militam ativamente a favor do aborto, da legalização das drogas e da preservação da floresta Amazônica. São descoladas, são tatuadas, viajam o mundo e pagam suas contas. Sao generosas,são respeitosas,são poderosas, são corajosas.

De onde eu venho dificilmente serão vistas como bem sucedidas ou corretas.Serão tidas como polêmicas, afrontosas sem causa que não ganharam uma bela de uma palmada dos pais no primeiro grito de rebeldia ou independência. Ah...tradicionalismo tedioso esse nosso, e de muitos!

Felizmente e graças a elas as próximas gerações já sabem que ser livre é um sonho possível. Talvez você jamais seja poupada do julgamento alheio mas todas elas abriram caminho para que você viva como desejar, para que lute pelo que acreditar. Hoje reverencio as mulheres que conquistaram o direito de escolher.

O direito sobre o próprio corpo, a luta pela igualdade de gêneros, e tantas outras questões. A diversidade nos representa mas a evolução é mérito só delas.

Taynara Prado - Rio de Janeiro - 2016 - Todos os direitos reservados no EDA - Escritório de Direitos Autorais da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro