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Guia do Louboutin: O que você precisa saber antes de comprar um dos icônicos pares da marca

Quer investir (ou apenas sonhar com...) o seu primeiro par dos sapatos favoritos das famosas? Passa por aqui antes!

07/04/2017 - 08h31 por REDAÇÃO GLAMOUR

Louboutins (Foto: Divulgação)

Quando se pensa em sapatos de luxo, é difícil não pensar rápido em Christian Louboutin. A marca é queridinha de 10 entre 10 celebridades que desfilam suas solas avermelhadas pelos red carpets (alô, tendência monocromática!) mundo afora.

Por isso, a repórter Taynara Prado visitou lojas da marca nos EUA e encarou o desafio de passar 12 horas (!) de pé em cima dos famosos saltos para contar qual é o investimento e as características em cada modelo, além do grau de conforto do it-shoe. Vem conferir o que ela descobriu:

Louboutin clássico (Foto: Divulgação)

Para quem ainda não tem um sapato da marca, é importante saber que os modelos clássicos não só nunca saem de moda, como também são os mais procurados da lojas! Disponíveis em tons de preto e nude, eles estão avaliados entre US$ 600 e US$ 700 nos Estados Unidos, algo em torno de R$ 2,7 e R$ 3 mil no Brasil.

Louboutin Pigalle

Louboutin Pigalle (Foto: Divulgação)

É o modelo mais tradicional da marca. Tem o bico e o salto finos, além de três opções de alturas para o seu stiletto – 8,5 cm, 10 cm e 12 cm. Dá para usar no dia a dia, de acordo com a experiência da repórter. O mais confortável, claro, é o de salto 8,5 cm, mas o modelo de salto 10 cm oferece um meio-termo entre conforto e elegância.

Louboutin Pigalle Plato

Louboutin Pigalle Plato (Foto: Divulgação)

O Plato é bem próximo ao Pigalle, exceto pela plataforma frontal (aquela que dá mais sustentação ao peito do pé!), incluso no modelo. Também de salto fino e bico fino, é o modelo preferido das colecionadoras da marca. O Pigalle Plato tem 12 cm de salto e traz um pouco mais de sofisticação em seu design, ideal para ocasiões especiais.

Louboutin Decollete 554

Louboutin Decollete 554 (Foto: Divulgação)

Com o salto -- e o bico! -- consideravelmente mais finos que o Pigalle vem disponível em dois tamanhos, com saltos de 8,5cm e 10cm. Embora não seja tão confortável para uso no dia a dia, é uma excelente opção para quem ama um salto agulha!

Louboutin Piou Piou

Louboutin Piou Piou (Foto: Divulgação)

Top modelo em termos de conforto, dá para passar 12 horas com ele nos pés. O design é mais largo na parte mais alta do modelo e vai afinando aos poucos, para deixar os dedinhos confortáveis. É uma boa opção para ocasiões e ambientes que exigem formalidade, mas também conforto, como o escritório. Disponível no salto 8,5cm e em preto e bege.

 

Louboutin Corneille (Foto: Divulgação)

Com um design mais moderno que acompanha o formato do pé, o Corneille o deixa levemente mais exposto por ter um recorte ousado nas partes internas. Mais assimétrico e menos arredondado que o Pigalle, é para as moderninhas. Disponível no salto 10 cm.

Louboutin Iriza

Louboutin Iriza (Foto: Divulgação)

Também disponível no salto 10 cm, o diferencial dele é a abertura lateral da peça, que deixam as curvas internas dos pés mais livres. Outra excelente opção para ocasiões especiais pelo recorte mais ousado.

Louboutin Daffodile

Louboutin Daffodile (Foto: Divulgação)

É o modelo com opções de salto mais alto da marca -- chega a 16 cm! Com plataformas gigantes e bico relativamente fino, ele possui sustentação adequada para o peito do pé e um salto de espessura razoável. Sem dúvida, o único a não ser tão confortável para o dia a dia...

Louboutin Lady Daf

Louboutin Lady Daff (Foto: Divulgação)

É uma extensão do modelo Daffodile, com pulseiras para os tornozelos que facilitam bastante o caminhar e deixam o design mais sofisticado. Para as que precisam de mais segurança e confiança ao subir no saltão!

Louboutin Simple Pump

 

Louboutin Simple Pump (Foto: Divulgação)

O Simple Pump é o clássico da Louboutin com bico redondo, enquanto o Pigalle é o clássico de bico fino. Disponível em 3 tamanhos de salto: 7 cm, 8,5 cm e 10 cm, é mais confortável que os modelos de saltos finos, mas menos sofisticado em modelagem. 

Louboutin New Simple Pump (Foto: Divulgação)

Praticamente idêntico ao Simple Pump, ele tem como diferencial o anexo da plataforma frontal, que dá mais sustentação ao peito do pé. Em função das plataformas, acaba sendo um pouquinho mais alto do que o Simple Pump. Você o encontra nas versões em salto 8,5 cm, 10 cm e 12 cm. Pode ser um pouco cansativo caminhar a 12 cm de altura, mas é fácil andar em cima dos menores.

Louboutin Fifi

Louboutin Fifi (Foto: Divulgação)

O Fifi se destaca pelo salto agulha, mais fino do que no modelo Simple Pump e que "casa" com o bico arredondado.  Disponível somente na versão salto 8,5 cm -- e recomendado pela vendedora como um sapato para o dia a dia! Mesmo sendo super confortável na frente, Taynara contou que não achou tão fácil se manter em pé nele como em outros modelos tradicionais.

Louboutin Decollete 868

Louboutin Decollete 868 (Foto: Divulgação)

Possui um design mais sinuoso e salto mais larguinho que os anteriores. É ideal para quem não abre mão de um salto alto, mas preza pela praticidade no dia a dia.

Louboutin Bianca

Louboutin Bianca (Foto: Divulgação)

Um modelo plataforma mais sofisticado que o Daffodile. Tem como característica principal seu bico arredondado  -- o Daffodile é fino! -- e saltos altíssimos. Você pode experimentá-lo nos tamanhos 12 cm e 14 cm. Super clicado nos pés das famosas por aí....

Matéria na Íntegra:

http://revistaglamour.globo.com/Moda/noticia/2017/04/guia-do-louboutin-o-que-voce-precisa-saber-antes-de-comprar-um-dos-iconicos-pares-da-marca.html

 

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Guia da sua primeira bolsa Chanel

Tudo que você precisa saber para economizar e "investir" já na bolsa! Ou apenas desejar, né? 

16/01/2017 - 07h56 por REDAÇÃO GLAMOUR

Chanel verão 2017 (Foto: Imaxtree)

Entusiasmo para comprar uma Chanel não falta. Mas, é preciso pesquisar muito, fazer contas e visitar as lojas para conhecer realmente qual é o seu produto-desejo, além de colocar na balança os custos e benefícios de uma compra assim. Para encarar esta missão, Taynara Prado visitou shoppings de Orlando, Miami e São Paulo para analisar a melhor forma de investir na tão sonhada comprinha na Chanel. 

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2.55 (Reissue)

A clássica “2.55” criada em fevereiro de 1955 por Coco Chanel foi inspirada pelo amor pelo universo dos cavalos e jóqueis que a estilista tinha. É considerada o modelo mais tradicional da marca, ideal para quem curte fazer a elegante com discrição. No Brasil, seus preços variam de R$ 25 a 30 mil, dependendo do tamanho do acessório (pequeno, médio ou grande). Já nos EUA, as faixas de preço ficam entre US$ 4,7 e 5,5 mil e na Europa entre € 4,1 e 4,8 mil.

Chanel 2.55 (Foto: Divulgação)

Classic Flap

Criada na década de 80 pelo estilista Karl Lagerfeld, a Classic Flap está no ranking das mais vendidas da marca junto com a 2.55. Mas enquanto a pioneira tem alças de corrente e o famoso fecho "Mademoiselle Retangular", a Flap possui as alças de corrente entrelaçadas em couro e o fecho com os dois "C", uma referência da Chanel pelo mundo. No Brasil, seus preços estão estimados entre R$ 24 a 30 mil, dependendo do tamanho dela (pequeno, médio, grande ou máxi). Já nos EUA, as faixas de preço ficam entre US$ 4,7 e 6 mil e na Europa entre € 4,1 e 5,2 mil.

Chanel 2.55 (Foto: Divulgação)

Boy Bag

O modelo mais jovem da marca também foi idealizado por Karl, que se inspirou nas cartucheiras usadas em caças esportivas, esporte predileto de Artur Capel, o grande amor de Chanel. A Le Boy Chanel Bag é a cara das mulheres que têm alma tomboy. No Brasil, ela custa entre R$ 17,5 a 25 mil, dependendo do tamanho (pequeno, médio ou grande). Já nos EUA, o valor fica entre US$ 4,3 e 5,5 mil e na Europa entre € 3,4 e 4,5 mil.

Chanel Le Boy Bag (Foto: Divulgação)

Importante: no Brasil, é possível dividir a compra em até 10 vezes no cartão de crédito. No exterior, os valores são pagos à vista e têm taxa de impostos entre 5% e 10% sobre o total.

TESTAMOS!

Há quatro tipos de couro utilizados para a confecção de uma bolsa Chanel. Vem ver:

Caviar: É um couro ligeiramente granulado de bezerro. Seu material tem textura firme e é mais resistente o que permite fácil manutenção da bolsa com o passar dos anos.  É mais visto no modelo Classic Flap. Uma bolsa impecável para todas as ocasiões.

Lambskin: É um couro de pele cordeiro com aparência propositalmente mais gasta que o caviar. Por ser mais delicado, requer mais cuidados para não estragar e se torna um pouco mais caro. É mais visto no modelo 2.55 e extremamente sofisticado.

Micro granulado: É um couro com "pontinhos" ainda menores do que o Caviar e com menos opções disponíveis nas lojas. Encontrei poucos exemplares em Orlando, com aspecto menos elegante que nos demais couros da marca. Já os preços são mais acessíveis...

Patent: Material conhecido no Brasil como vinil, muita gente o confunde com plástico, embora seja um couro que recebe um tratamento específico para chegar nesta aparência.

*Testamos os dois tipos de couro mais comuns das bolsas Chanel: o Caviar (mais visto no modelo Classic Flap) e o Lambskin (mais comum na 2.55). Ela diz que a primeira opção é mais duradoura que a segunda, um fator que pode falar mais alto nesta compra-investimento para a vida inteira.

Repare: As alças metalizadas ou entrelaçadas com couro são mais comuns nos tons de prata e dourado, mas, aqui vai dica-amiga para quem quer um modelo mais exclusivo: invista no So Black, um tom de preto metalizado sofisticado. 

AS BARATEX

Para quem procura preços mais amigos, é possível investir na sua primeira Chanel nas versões mini e nas carteiras adaptadas para serem usadas como clutches. Cada modelo desta última, aliás, vem com corrente para ser usada a tiracolo. Apresentamos alguns dos modelos mais cool desta temporada:

Carteira Chanel Le Boy (Foto: Divulgação)

Preço: R$ 9.070

Carteira Chanel com corrente (Foto: Divulgação)

Preço: R$ 10.220

Carteira Chanel com corrente (Foto: Divulgação)

Preço: R$ 11.390

Carteira Chanel Boy (Foto: Divulgação)

Preço: R$ 8.990

Carteira Chanel Boy (Foto: Divulgação)

Preço: R$ 9.310

Carteira Chanel (Foto: Divulgação)

Preço: R$ 9.370

PLANO B

Outra boa opção para quem quer investir em um modelo Chanel usado são os brechós de semi-novos, com qualidade legal e preços que giram em torno de 30% e 40% a menos do que o valor de loja.

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Matéria na íntegra :

http://revistaglamour.globo.com/Moda/noticia/2017/01/guia-da-sua-primeira-bolsa-chanel.html

Juliana Baroni

Juliana Baroni: “Tenho medo de não dar conta de mais filhos”

Mãe de Maria Eduarda, 3 anos, a atriz diz que não pensa em aumentar a família. Ela também fala de disciplina, culpa de mãe e de como a chegada da filha mudou até sua carreira

Revista Crescer, por Taynara Prado - atualizada em 17/05/2017 14h52

Juliana Baroni e Duda (Foto: Arquivo pessoal/ Juliana Baroni)

Juliana Baroni tinha 34 anos quando se casou com Eduardo Moreira. Eles estavam tão apaixonados que, o que mais desejavam, era ter um filho juntos. Um mês depois de interromper o uso do anticoncepcional, a vontade foi atendida: ela descobriu que esperava Maria Eduarda, a Duda, hoje com 3 anos. Além dos enjoos, a partir desse momento, a culpa, a ansiedade e a alegria indescritível transformariam a vida da atriz. Em entrevista à coluna Conselho de Mãe, de Taynara Prado, ela abre o jogo sobre a maternidade e diz que, apesar de a vontade do marido, que já tem outros dois filhos do relacionamento anterior, ser diferente, não pretende engravidar novamente. Pelo menos por enquanto.

 

Maria Eduarda acaba de completar 3 anos. Como aconteceu sua retomada profissional depois da maternidade?
Eu tinha acabado de desmamar a Duda e pensei que estaria pronta para voltar a trabalhar. Um mês depois, o telefone tocou e era um convite para fazer a Rebeca, em Cúmplices de um Resgate. Foi o momento perfeito. As gravações foram em São Paulo, onde moro desde que me casei. O público-alvo era formado por crianças e adolescentes e eu ainda poderia cantar e dançar, coisas que adoro fazer.

Você ficou muito ansiosa ou preocupada por estar longe dela?
É claro que, no início das gravações, as despedidas eram difíceis. Ligava para casa o dia todo para saber notícias dela. Mas tive a sorte de ter uma enfermeira muito boa, a Val, e isso me deixava mais segura, afinal eu passava muitas horas fora. Duda tirou de letra. Ela ia até o portão se despedir de mim e, quando eu chegava, grudava nela. Sentia muita saudade. O pior mesmo era quando ela estava doente. Aí, sim, a vontade era de ficar com ela, mas acho que nós duas passamos por essa fase muito bem.

 

Você estreou  a peça infantil Branca de Neve e o Zangado neste ano, que foi escrita pelo Eduardo [Eduardo Moreira, marido de Juliana]. Essa nova fase profissional tem ligação com a maternidade?
Com certeza. Essa fase da minha carreira tem influência direta da minha vida pessoal, afinal, estou rodeada de crianças. Tem a Duda, minha filha, meus enteados, Francisco e Catarina, e meus sobrinhos, Rui e Teo. Sempre gostei de trabalhar para crianças, mas agora sou mãe e essa linguagem faz parte do meu cotidiano. A peça é um exemplo disso. Foi meu primeiro espetáculo infantil. Um dos momentos que as crianças mais gostam é uma imitação caricata que eu faço da minha filha chorando. Uma birra engraçada! As mães também se identificam.

Como descobriu que estava grávida?
Quando Dudu me pediu em casamento, eu já tinha 34 anos. Muito apaixonados, queríamos ter um filho. Fui ao ginecologista e parei de tomar pílula. Dois meses depois, eu estava com todos os sintomas: enjoo, sonolência, peito inchado... Ele foi numa farmácia e comprou o teste. Deu positivo! Ficamos felizes e assustados com a rapidez. Dias depois, fiz o exame de sangue e estava de 4 semanas, ou seja, engravidei em um mês. Foi muito emocionante.

Você teve muito enjoo?
Muito. Vomitava todas as manhãs e, por conta disso, perdi quatro quilos no primeiro mês. Eu, que sou chocólatra, enjoava com doces e tinha desejo de chupar limão. Preferia as coisas ácidas e as verde-escuras. Por isso, tive uma gravidez saudável e engordei só seis quilos. Mas não pensem que era agradável enjoar tanto! Eu não podia andar de carro, mesmo numa distância curta, sem saquinho na bolsa. Vomitava mesmo! Cheiro de perfume ou fritura me davam náusea.

O que mudou na sua vida depois da Maria Eduarda?
Tudo mudou. Ela é o centro do meu mundo. Não sou mais minha prioridade. Principalmente nos primeiros meses, vivemos para os filhos em tempo integral. O que mudou radicalmente foi meu sono. Eu dormia doze horas em sono profundo se deixassem. Hoje, durmo uma média de seis horas e acordo com qualquer ruído dela. Confesso que sinto muita falta de dormir mais, mas todo sacrifício e dedicação valem a pena. É um amor infinito.

Que momento da maternidade foi mais marcante para você até agora?
Os recém-nascidos não enxergam 100% , mas sentem tudo e nós atribuímos sentido a tudo o que vem deles. Teve um dia em que eu estava amamentando e os olhos dela se encontraram com os meus. Senti que ela me viu pela primeira vez. Chorei de emoção.

Seu marido já tinha a Catarina e o Francisco do primeiro casamento. De que maneira a experiência dele contribuiu no seu processo de adaptação à maternidade?
Nos momentos de desespero, ele tentava me acalmar. Mas a experiência da maternidade é muito solitária e cada mulher vive de uma maneira diferente.

Em casa com as crianças, quem é mais firme e quem é mais brincalhão?
Nós dois somos bastante brincalhões. Eu sou mais disciplinadora e o Dudu, mais maluquinho - e essa combinação dá muito certo. Confesso que, às vezes, como acabo ficando mais tempo com a Duda e, por isso, mais cansada, chamo o Dudu para resolver alguma situação.

Vocês pensam em ter mais filhos?
O Dudu pensa; eu não. Estou satisfeita com a Duda. Quero ser uma boa mãe, presente. Tenho medo de não dar conta de mais filhos. E Duda já tem irmãos, curte e convive com eles. Acho que minha vida está perfeita assim. Não planejo outro filho. Por enquanto (risos).

Como mãe, sente culpa em algum momento?
Mãe e culpa são sinônimos, né? Sinto culpa muitas vezes. Por dar bronca, por não dar bronca. Por esquecer o dia da vacina, por não agasalhar o suficiente, por não deixar comer chocolate todos os dias, por fazer macarrão quando estamos com pressa e não brócolis e frango. Por mimar, por deixá-la chorar de birra até cansar, por perder a paciência, por deixar ela fazer o que quiser de mim...

Que conselho você daria para outras mães?
Cada filho é único e cada mãe é única também. Então, fiquem de olhos e ouvidos atentos no “agora”. Ah, e anotem todas as gracinhas. Elas mudam o tempo todo e as crianças crescem muito rápido.

Yanna Lavigne

Yanna Lavigne: “Felicidade é para ser compartilhada, independentemente do seu estado civil”

No último mês de gravidez, a atriz fala sobre a espera da primeira filha, Madalena

Revista Crescer, por Taynara Prado - atualizada em 26/04/2017 12h42

Yanna Lavigne: reta final da gravidez (Foto: Gerard Giaume)

Depois de passar por uma separação em meio à gestação, Yanna Lavigne conta como tem se preparado para a chegada da pequena, prevista para 25 de maio, e diz que se sentiu orgulhosa ao ser uma referência de empoderamento feminino para outras mães. “Coragem e força são qualidades que a maternidade nos traz”, comemora.

Suas escolhas pessoais [a separação do ator Bruno Gissoni, durante a gravidez] a tornaram uma referência de independência para muitas mães. Há algum conselho que você gostaria de dar para quem se espelha em você?
Tenho recebido e respondido cada mensagem de empoderamento onde dizem que a referência sou eu. É um orgulho ver minhas escolhas pessoais, resolvidas com carinho e convicção, tocarem muitas mães de primeira viagem e, de alguma maneira, auxiliá-las e encorajá-las em suas decisões. É uma satisfação estender a mão, mesmo à distância. O conselho vai de encontro a tudo em que acredito: felicidade é para ser compartilhada, sim, independentemente do seu estado civil. Família é harmonia e união, independentemente de suas crenças. Amor próprio significa você buscar sua paz, independentemente do que isso represente. Coragem e força são as qualidades que a maternidade nos traz. Que a gente desfrute delas!

Como tem sido sua primeira gestação?
O primeiro trimestre foi cheio de novidades. O corpo começa a se adaptar a gerar uma vida, então, demanda muita energia. Eu sentia cansaço e muito sono. Logo passa quando chega o segundo trimestre, que vem cheio de vitalidade e disposição! No terceiro trimestre, o trabalho é mais psicológico. É preciso controlar a ansiedade com calma, serenidade e conexão. O receio agora não é do parto; é de ser a melhor mãe que alguém poderia ter!

Gerar uma vida tem influenciado no seu processo criativo como atriz?
Tem influenciado no processo criativo para a vida, mas tenho certeza de que isso envolve todos os setores do meu dia a dia. Não tenho dúvidas de que, a partir da gestação, sou uma nova mulher e uma nova profissional.

Ser mãe sempre esteve em seus planos ou o instinto materno só foi despertado depois que você recebeu a notícia da gravidez?
O instinto se torna genuíno quando a descoberta da maternidade acontece.

Existe uma cobrança da sociedade e da imprensa pela boa forma instantânea depois do parto. Como mãe de primeira viagem, você já parou para pensar sobre o assunto?
Minha gestação está sendo muito saudável e tranquila. Minha preocupação sobre o pós-parto é toda voltada para a Madalena.

Como foi a sensação do primeiro chute da Madalena?
A sensação mais maluca e, ao mesmo tempo, mais inexplicável que pode existir, é uma grande novidade você sentir pela primeira vez os movimentos do seu filho no ventre. A consciência desperta instantaneamente!

Você canta ou conversa com a barriga? E o Bruno?
O tempo todo. Ouço música, coloco música para ela... Tenho escutado muitos instrumentais de meditação, enquanto Bruno tenta convencê-la a ser flamenguista (risos).

Por ser uma pessoa pública, você se sentiu incomodada com o assédio da imprensa sobre sua vida pessoal, em um momento tão especial?
Geralmente, o feedback das pessoas é respeitoso, mas confesso que alguns veículos [de imprensa] vêm com uma abordagem errada.

O que deseja para o futuro da Madalena?
Aprendizado e felicidade sem fim!

Que conselho você daria para outras mães?
Siga sua intuição. Essa é a maior dádiva que "ganhamos" junto com nossos bebês.

Bruna Hamú

“Dar ouvidos a uma sociedade que se importa mais com o percentual de gordura do que com a saúde do bebê e com o emocional da mãe é nocivo”, diz a atriz Bruna Hamú

Grávida do primeiro filho, a intérprete de Camila na novela “A Lei do Amor”, da TV Globo, fala sobre as expectativas de se tornar mãe. Em entrevista à coluna "Conselho de Mãe", ela também fala da cobrança das pessoas pela recuperação da forma física depois do nascimento do bebê

Revista Crescer, por Taynara Prado - atualizada em 04/04/2017 10h09

 

Bruna Hamú não vê a hora de conhecer o pequeno Julio, com chegada prevista para o mês de maio. A atriz, que namora o empresário Diego Moregola, conta que se assustou com a notícia da gravidez aos 26 anos e se prepara para tentar um parto normal.

Bruna, como tem sido sua gestação?
Supertranquila. No começo, até completar uns quatro, cinco meses, enjoei um pouco, mas nada exagerado. Minha mãe disse que chegava a ter que ir para o hospital tomar soro. Comigo, isso nunca aconteceu, eram mais enjoos matinais ou do vapor quente da comida. Passei um tempo ingerindo apenas comida fria e agora ando tendo um pouco de azia. Nada que me incomode também. Procuro me alimentar melhor, não estou mais comendo por mim e sim por ele! Também caminho sempre que consigo.

Você foi diagnosticada com ovário policístico, mas engravidou com facilidade. Ser mãe sempre foi um dos seus objetivos?
Sempre quis ser mãe, mas a gente acha que nunca está preparada, até que aconteça.

Como descobriu que estava grávida e como deu a notícia para o Diego?
Senti dor nos seios, como se fosse menstruar. Fiz o teste e deu positivo! Dei a notícia para o Diego pelo Facetime (chat em vídeo pelo celular)! Eu estava no Rio de Janeiro e ele, em São Paulo.

Como foi a descoberta do sexo do bebê e como escolheram o nome dele?
No começo, assustei por ser menino. Sempre achei que teria uma menina, mas hoje estou achando incrível! É um mundo completamente diferente, que estou adorando descobrir. Julio era o nome do pai do Diego e é exatamente o que eu queria, um nome curto, forte e não tão comum.

Como está a montagem do enxoval e do quarto do bebê?
Já estamos com o projeto do quarto pronto, mas começamos a montar essa semana.

Existe uma cobrança da sociedade e da imprensa pela boa forma instantânea pós-parto. Como mãe de primeira viagem, já parou para pensar sobre o assunto?
Sim e eu acredito que o que vem primeiro é a saúde do bebê. Dar ouvidos a uma sociedade que se importa mais com o percentual de gordura do que com a saúde do bebê e com o emocional da mãe é nocivo. Cada um sabe de si. Temos que aprender a respeitar o outro e sempre buscar o equilíbrio.

Rafa Brites, em entrevista para a Crescer, falou do lado delicado da primeira gestação. Você teve alguma insegurança ou medo nos primeiros meses?
Sim. Como não foi planejado, foi um susto gigantesco no começo. Passaram mil inseguranças na cabeça, sobre tudo. Será que vou conseguir educar? Será que vou conseguir ser a mãe que ele precisa? Ainda me sinto tão criança para isso.... E o meu trabalho? Meu pais vão entender? Conforme as coisas foram acontecendo e as pessoas foram recebendo a notícia, fui ficando cada vez mais tranquila. Vi que essas questões não eram um bicho de sete cabeças, mas sim a maior benção que estava acontecendo na minha vida. Até a minha mãe, para quem achei que seria mais difícil dar a notícia, foi uma das que melhor aceitou este presente. Isso me fez perder toda a insegurança que senti no começo. Hoje, só tenho a agradecer a Deus por ser a mãe desse bebê, que já me fez crescer e amadurecer imensamente.

Você conversa ou canta para a barriga? Como foi a sensação do primeiro chute do Júlio?
Converso, canto, faço tudo (risos). Às vezes, estou só com ele em casa e tudo que eu vou fazer, conto para ele e digo como vai ser a vida aqui fora quando ele nascer. O primeiro chute foi emocionante. Parece que foi aí que eu comecei a entender de verdade tudo que estava acontecendo comigo. Até então, eu sentia que o corpo mudava, tinha sensações diferentes, mas ainda não via a barriga e não sentia nada. Na primeira vez que ele chutou foi que a ficha começou a cair, aquele ser humano completamente indefeso que depende única e exclusivamente de você. É divino. Não tem muita explicação pra isso.

Já tem alguma expectativa sobre o parto?
Quero tentar parto normal, no banquinho, sem sala de cirurgia. Acredito que tem milhões de benefícios para a mãe e para o bebê. O bebê escolhe quando nascer e, quando nasce, vem direto para o colo da mãe. Acredito que o vínculo nesse momento é maior que em uma cesariana. Mas é claro que depende de muita coisa no momento.

Está ansiosa para amamentar?
Sim. Toda mãe me diz que é a melhor sensação da vida, aquele momento com seu bebezinho, só vocês dois, se olhando no olho, e que nada no mundo se parece com isso. Quero amamentar até quando eu puder, uns seis meses ou mais... Estou MUITO ansiosa.

Ficou preocupada ou tensa com o futuro da sua personagem na novela no momento em que soube da gestação [Bruna interpretava a personagem Camila, na novela A Lei do Amor, na TV Globo]?
Claro! Foi um susto. Eu tinha acabado de entrar numa novela das 21h, onde sempre almejei estar. Mas Deus sabe de tudo. Fui percebendo que não tinha momento melhor para isso acontecer. Nada é por acaso. Foi o maior presente que Deus já me deu. Recebi apoio, não só da emissora, como de todo mundo, a equipe da novela, os atores, meus familiares e os amigos.

Que conselho da sua mãe você vai levar para o seu dia a dia com o Julio?
Nunca deixar ele esquecer que a coisa mais importante dessa vida é Deus. Que tudo que temos provem Dele e para Ele.

Que conselho você daria para outras mães?
Todo mundo vai querer palpitar sobre tudo. Vão dizer o que você tem ou não que fazer. Mas acredito que cada mãe possui seu instinto muito aguçado e que o que você sente é o mais importante a se fazer. O vínculo mais intenso é o de cada mãe com seu bebê.

Gabriela Duarte

''Sou firme na hora de impor limites e estou 100% preocupada e engajada na educação deles''

A atriz e filha de Regina Duarte se vê como uma mãe rígida, mas diz que a imagem que tem de si mesma é diferente de como os outros a enxergam

Por Revista Crescer, por Taynara Prado - atualizada em 21/03/2017 11h45

Gabriela Duarte em Nova York (Foto: Arquivo pessoal/ Gabriela Duarte)

Há dois anos, Gabriela Duarte vive em Nova York, nos Estados Unidos, com a família. Mãe de Manuela, 10 anos, e Frederico, 5, a atriz conta como enxerga sua relação com os filhos e incentiva outras mães a desenvolverem sua própria dinâmica educativa: ‘’ Não existem fórmulas. Quem disse que as mães têm que acertar sempre?’’

Como tem sido a experiência de morar em Nova York com crianças?
Tem sido uma grande aventura, cheia de coisas boas e não tão boas assim. No mínimo, sairemos todos mais fortes, como família e como indivíduos. Cada um sente a experiência de uma forma diferente mas, sem dúvida, morar em outro país por um tempo é sensacional. Abre os horizontes.

Nova York é uma cidade cosmopolita. Você nota muitas diferenças entre as famílias brasileiras, americanas ou de outras culturas do seu círculo de amigos?
Nova York é uma cidade muito diferente do restante dos Estados Unidos. Temos muitos amigos brasileiros, que conhecemos aqui. Acabamos virando uma grande família, que se apoia e se ajuda. Temos amigos americanos também, mas é claro que a amizade é diferente. São culturas muito diferentes.

Com que frequência vocês têm vindo para o Brasil?
Tenho ido a cada seis meses. Nunca é fácil viajar com crianças. É algo que requer paciência e coragem (risos), mas acredito que eles só vão "aprender" a ser um bom viajante...viajando! E os pais, é claro, repetindo os mantras da educação um milhão de vezes.

Que tipo de programação você sugere para quem está de passagem por Nova York com crianças?
Sempre acho os parques ótimas opções. Nova York tem muitos parques lindos. Se for primavera ou verão, então, a programação está feita. Teatro para crianças aqui também vale muito a pena. Algumas peças são mais caras que outras, mas tem opções para todos os gostos e para todos os bolsos.

Como foi a gravidez da Manuela e do Frederico?
A gravidez da Manuela foi maravilhosa e assustadora na mesma proporção. Tinha tido um aborto espontâneo antes e tinha muito medo de perder de novo. Quando descobri que estava grávida, eu estava em cartaz com uma peça com o [Antônio] Fagundes, As Mulheres da Minha Vida, e fiquei nela até a barriga começar a aparecer no vestido. A camareira ia soltando a costura aos pouquinhos, até que ela falou: “Gabriela, não tem o que soltar aqui!”. Foi a hora de sair da peça, com quase seis meses de gravidez. Depois, fui viajar com meu marido e eu tinha uma disposição tão grande, que andava o dia inteirinho e não ficava cansada! Em compensação, no final, com 8, 9 meses, eu estava enorme e pesada, já rezando para ela nascer, tanto pela curiosidade, como pelo incômodo. Engordei 16 quilos e ela nasceu de cesárea, pequenininha, com 2,5 kg. Parecia prematura, mas nasceu no tempo certinho. Hoje é uma meninona de 10 anos muito lindinha. Já com o Fred, acho que tirei de letra No segundo filho, estava menos ansiosa, menos preocupada. Também trabalhei normalmente, dessa vez, no Junto e Misturado, programa de humor com elenco e equipe maravilhosos, ou seja, foi um início de gravidez muito feliz e alto astral. Engordei menos – 11 kg - e o Fred nasceu no auge do verão, com 3,8 kg, também de cesárea. Hoje é um molequinho fofo e esperto de 5 anos. 

E a maternidade? O que mudou de um filho para o outro?
O que muda é a maturidade. A diferença entre meus dois filhos é de cinco anos e meio. Claro que me sentia muito mais preparada para ser mãe com 37 anos do que aos 32, mas a Manu me ensinou a ser a mãe que fui para o Frederico e que serei para os dois pelo resto da vida, só que com mais tranquilidade e confiança nos erros e acertos.

Como foi para você voltar ao trabalho, depois de ter os bebês?
Difícil, como é para qualquer mãe. Aquilo que era tão prazeroso, que é o seu trabalho, passa a ser motivo de divisão e, muitas vezes, de angústia. Eu tenho muita dificuldade de sair de perto dos meus filhos. Minha vida profissional é claramente dividida entre o antes e depois da maternidade. Não vejo nada de mal nisso. Acho que é natural você ter necessidade de diminuir o ritmo de trabalho porque agora é mãe e não dá para ter tudo na vida. São escolhas e não cabe aqui nenhum tipo de julgamento. Cada um sabe o que é melhor para si e para a sua felicidade.

Se sentiu pressionada para voltar à forma física depois do nascimento dos seus filhos?
Tenho um médico maravilhoso que diz o seguinte: “São nove meses para crescer e o mesmo tempo para voltar. Aquilo fez muito sentido para mim. Então, não me senti pressionada, mas fui tomando providencias devagarinho. Ia para a esteira, segurei a alimentação, sem neuras. Amamentei bastante, então, não podia fazer dieta rígida. Em um ano, estava com o peso que eu queria. Foi assim nas duas gestações.

Como você se vê como mãe?
Acho que tenho uma autoimagem que não corresponde muito ao que as pessoas vêem. Eu me acho muito rígida, mas meu marido [Gabriela é casada com o fotógrafo Jairo Goldfuss] acha que sou muito liberal e minha mãe me cobra mais rigidez com os meus filhos (risos). Na verdade, sou carinhosa e superprotetora, mas sou firme na hora de impor limites e estou 100% preocupada e engajada na educação deles.

Quais são suas as principais preocupações ao educar as crianças?
São muitos os desafios! Não deixar que a internet eduque seu filho por você é um deles. O mesmo vale para a televisão e as redes sociais. A tecnologia impôs um ritmo a que não estamos acostumados. Não sabemos lidar direito com essas mudanças. Como exigir que uma criança saiba esperar, quando ela tem tudo na hora? A minha geração tirava uma foto e precisava esperar a revelação, que demorava uns sete dias e ainda corria o risco de sair ruim, tremida. Então, além de esperar, tínhamos que lidar com a frustração.

Dizem que os pais educam e avós estragam.  Isso se aplica na sua casa?
Um pouco. Meu pai é aquele avô que deixa tudo; minha mãe, já não. Ela se preocupa com a educação deles, então, quer educar também. Eu acho legal. Ela tem uma cabeça ótima, moderna. Meu sogro é um avô apaixonado pelos netos, que também deixa tudo. Então, essa máxima se aplica, mas não 100%.

A alimentação nos Estados Unidos é um pouco diferente da que temos aqui no Brasil. Você é muito rígida com o cardápio das crianças?
Eu me preocupo com a alimentação deles, mas não sou neurótica com isso. Aqui, realmente, as coisas têm de ser mais práticas, então, libero umas besteiras no final de semana.

A maternidade já te frustrou em algum aspecto?
Muitas vezes. Como mãe-cuidadora, como mãe-educadora... Mas isso só me ensina. Quem disse que as mães têm de saber tudo e acertar sempre?

Que conselhos você daria a outras mães?
Diria para lembrar que estamos em constante construção e para ser uma mãe verdadeira, uma mãe possível. Não existem fórmulas. Cada uma desenvolve sua própria dinâmica e cria, assim, um ambiente familiar saudável e feliz dentro de todas as dores e as delicias da maternidade.

Fernanda Rodrigues

Fernanda Rodrigues: “É importante fazer para a criança e não para você”

A atriz e apresentadora fala sobre o que é realmente importante em um aniversário infantil e fala da rotina com os filhos, da culpa de mãe e das diferenças entre ser mãe pela primeira e pela segunda vez

Fernanda Rodrigues e os filhos, Bento, 1, e Luísa, 7 (Foto: Arquivo pessoal/ Fernanda Rodrigues)

Revista Crescer, por Taynara Prado - atualizada em 10/03/2017 13h49

Mãe de Luísa, 7 anos, e de Bento, 1, Fernanda Rodrigues está pela quinta temporada à frente do programa Fazendo a Festa, no canal pago GNT. Conciliar o trabalho com a maternidade não é fácil, mas, aos poucos, dá para encontrar um equilíbrio. “Às vezes, você me vê na televisão gravando, produzida, bonita, mas existe uma exaustão, como acontece com qualquer mãe”, conta. Confira a entrevista:

O Fazendo a festa acaba de estrear a quinta temporada. Como tudo começou? 
Quando começamos com o programa, o objetivo era resgatar as festas de antigamente, aquelas festas mais simples, aquele “faça você mesmo”, onde a mãe, a tia e a avó participavam do processo de perto, enrolavam o brigadeiro... Essas festas são as mais legais e as mais marcantes. As comemorações das quais eu mais me lembro na vida foram as mais simples. Minha mãe fazia a minha asinha da festa de fada, minha avó enrolava os docinhos. Essa memória afetiva é o que a gente guarda da infância e é muito importante quando a gente participa também do processo do aniversário. O programa tenta resgatar isso.

Como apresentadora de um programa com esse tema e também como mãe, que dicas você daria para os pais que estão planejando o aniversário dos filhos?
Não sou especialista em festas e decoração, mas se eu fosse dar uma dica, como mãe, seria justamente essa: resgatar as comemorações mais simples, principalmente nos primeiros anos. No início, a criança ainda não tem os amigos formados e nem o entendimento sobre a representação da festa. É mais a bagunça mesmo. As coisas mais simples acabam sendo mais legais. Este ano, por exemplo, o aniversário do Bento de 1 ano foi um churrasco com piscina com lona com sabão. Eu mesma fiz o brigadeiro. Uma coisa bem simples, que ele curtiu bastante, serviu pra gente comemorar e são memórias que ficam. Depois, acho bacana ir introduzindo as crianças no que elas sonham, dentro do que elas querem. A Luisa está nessa fase de estar com as amigas. Então, fizemos uma festa do pijama e as amigas dormiram aqui. É importante fazer para a criança e não para você.

No programa tem comidas deliciosas de festa. E na rotina? Como é alimentação das crianças na sua casa?
A alimentação lá em casa não é radical, não. A gente se alimenta bem, principalmente durante a semana, mas não sou uma mãe radical. Acho que tem os prazeres da vida, que as crianças têm que adquirir, viver. Deixo comer um chocolate, um biscoito. Só não acontece sempre, não faz parte da rotina, eles não lancham isso durante a semana. Se estão na casa da vóvó, vão sair para fazer um passeio, não tem problema levar um biscoito ou um suco. Não sou uma mãe totalmente liberal, mas também não exijo só comida saudável. Acho que tem um equilíbrio, que é importante, e tem que ter um entendimento deles do que faz bem e do que faz mal. A Luisa já sabe totalmente. Às vezes, ela pede para comer algo que não é saudável, mas ela sabe disso e eu também. Até porque no programa eu como tudo o que tem, batatinha, brigadeiro. Lá em casa, o lema é uma vida sem radicalismos.

Luísa e Bento têm 6 anos de diferença. Você sentiu muita diferença entre uma gestação e a outra?
A gestação da Luísa foi mais intensa. Acho que por ser a primeira, você fica mais insegura, é muita coisa nova, muita dúvida. Acaba sendo mais tensa porque você está descobrindo tudo. Na segunda, o que é maravilhoso é que você já entendeu como funciona, o que é legal e o que não é, o que dá certo e o que não dá, se é frescura ou não. A gravidez acaba sendo muito mais leve. Tanto é que a gestação do Bento pareceu passar muito mais rápido. Eu estava bem mais tranquila.

Você ficava ansiosa durante as gestações?
De uma maneira geral, nas minhas duas gestações, fiquei muito bem. Costumo dizer que tentei ficar zen. Parecia que eu era um Buda. Eu não pegava problemas, tentava deixar de lado qualquer estresse ou coisas ruins. Fiquei calma, tentei pegar as melhores energias, pensar em coisas boas. 

É possível dizer que a mãe da Luísa e do Bento são mães diferentes?
Com certeza, sou uma mãe muito diferente do Bento e da Luísa, mas não é só porque eles têm necessidades individuais. Sou uma mãe diferente porque a minha maternidade é diferente, são momentos diferentes da vida. Amadureci muito da Luísa para o Bento. No segundo [filho], as inseguranças não são as mesmas. Me acho uma mãe mais tranquila hoje do que fui quando a Luísa nasceu. O segundo filho, de uma maneira geral, é mais tranquilo, porque você já entendeu a dinâmica.
                  

A chegada do Bento despertou ciúmes na Luísa? Como vocês a prepararam para a vinda do irmão?
A Luísa pedia muito um irmão. Em todas as datas comemorativas. Presente de aniversário, presente de Natal, ela dizia que queria um irmão (risos). Então, quando decidimos ter o Bento, brincamos que era uma responsabilidade dela, um irmão para ela. Até hoje, quando acontece alguma coisa, ela diz: "Mas fui eu que pedi, ele é meu irmão". Acabou que ela não teve ciúmes quando ele nasceu. Ao contrário, ela queria ajudar, queria cuidar dele, trocar fralda. E ela faz tudo isso! Ela ama cuidar do irmão. Ela sufoca, abraça, agarra e eles são apaixonados um pelo outro.

Você conseguiu amamentá-los como gostaria?
A Luisa, eu amamentei por dez meses. Eu tinha muito leite. Todo mundo me falava que, por ter o seio pequeno, teria pouco leite e isso é uma lenda absoluta. Tinha leite pra caramba. Eu amamentava muito, guardava leite. Na época, até doei para o banco de leite. Foi uma amamentação maravilhosa porque fiquei mais tempo sem trabalhar e me dediquei um tempão. Já com o Bento, eu tive que voltar a trabalhar mais cedo. Ele tinha quatro meses quando voltei a gravar o programa. Eu o levava comigo e amamentava, mas chegou uma hora em que foi ficando mais complicado, ele ficava um pouco sem saco, eu me atrasava para gravar e acabava que dava uma mamada rápida. Isso foi desregulando a minha amamentação, até que eu tive mastite. Foi horrível, porque dói muito, incomoda. Me fez muito mal.

Como foi lidar com a volta ao trabalho, tanto na vez de Luísa, como na vez de Bento?
Na primeira gravidez, demorei muito a voltar. Eu sempre quis ser mãe, me preparei para esse momento e sabia que, quando ele chegasse, eu me dedicaria a isso. Conversei com a Globo e vivi um ano da maternidade intensamente e inteiramente. Quando me chamaram para voltar, na minissérie O astro, fiquei muito mexida, mas não podia abrir mão de uma profissão. O começo foi muito sofrido, fiquei bem dividida sobre viver a maternidade de uma forma um pouco mais distante. A Luísa já estava com 1 ano, tinha a vida dela mais organizada, então, consegui voltar a trabalhar e ficar bem. Acho que foi muito importante conseguir me dedicar à primeira maternidade por todo esse tempo. Me considero muito sortuda. Fui privilegiada pela empresa porque sei que muitas mães precisam voltar em quatro ou seis meses, de acordo com o contrato de trabalho. Já com a gestação do Bento, por ser a segunda, você lida muito melhor, inclusive com a culpa e as inseguranças. Eu tinha de voltar a gravar, então, consegui me organizar para voltar depois de quatro meses. Acho que a segunda gestação te proporciona uma segurança maior, uma capacidade de entender que vai ficar tudo bem, que é bom para a criança saber que a mãe também tem um trabalho. Mesmo assim, em nenhum momento minha vida é pautada em cima do trabalho; ela é pautada em cima dos meus filhos. Eu gravo, mas me organizo de uma maneira que eles fiquem sempre em primeiro lugar, levo os dois na escola, passo em casa para fazer o dever junto. Sou uma mãe que não consegue delegar muito, eu faço questão de estar presente, me desdobro em várias, mas dá certo.

Quem é mais rígido em casa, você ou Raoni [Raoni Carneiro, diretor de televisão e pai da Luísa e do Bento]?
Varia muito. Às vezes, ele é mais rígido. Em algumas situações, sou eu. De uma maneira geral, a gente tenta dar uma educação coerente. Conversamos muito. Quando um fala “não”, o outro não passa por cima. Acho importante que tenha uma coerência, que os dois falem a mesma língua e que as crianças respeitem os dois. Se ficamos inseguros, sentamos, conversamos, chegamos a uma conclusão e fazemos juntos. Tem momentos em que ele é mais descolado, brinca com as crianças e eu sou a mãe que chega para colocar no banho. Em outros momentos é o contrário. Acho que dá uma variada, mas somos sérios com horários, rotina, a vida deles. Lá em casa, as coisas não correm muito frouxas, não. É tudo bem regradinho porque achamos que criança precisa de rotina para se sentir segura.

Mesmo se desdobrando em vários papeis mãe sente culpa, mas você sempre traz uma mensagem de otimismo...
Mãe é culpa. A gente sempre tem culpa de alguma maneira, de estar trabalhando muito, de não estar com eles em um lugar que você gostaria. Confesso que, na primeira gravidez, tive muito mais culpa do que eu tenho hoje, porque já entendi que isso faz parte. As crianças precisam saber que a mãe trabalha, eles também ficam felizes em ver a mãe feliz. Hoje, lido muito melhor com a culpa, administro muito melhor na minha cabeça. Às vezes, é um problema maior para você do que para a própria criança. Me sinto bem menos culpada hoje. Tento fazer com que as pessoas entendam que a maternidade não é só glamour. Ser mãe é muito difícil. Vejo muita gente lidando com a maternidade como se tudo fosse muito fácil é não é. É difícil para caramba. A gente trabalha muito e fica muito cansada. Às vezes, você me vê na televisão gravando, produzida, bonita, mas existe uma exaustão, como acontece com qualquer mãe. Me desdobro para ser uma mãe ativa e participativa. Tento passar uma impressão positiva nas redes sociais e nos vídeos, sempre deixando claro que é puxado, mas passa e, no fim, vai dar tudo certo! Tento ser mais leve na vida, principalmente como mãe.

Fernanda Motta

Fernanda Motta: “Depois de ser mãe, descobri que amar dói pra caramba”

A modelo fala sobre a relação com a filha, Chloe, 2 anos, e diz que, por enquanto, não pretende ter mais filhos

Revista Crescer, por Taynara Prado - atualizada em 14/02/2017 12h48

Mãe e filha, juntas (Foto: Arquivo pessoal/ Fernanda Motta)

Mãe de Chloe, 2 anos e 8 meses, a modelo, atriz e apresentadora Fernanda Motta tem 20 anos de carreira, vive na ponte área, já passou por 38 países. Em entrevista à coluna Conselho de Mãe, ela conta que adaptou sua rotina de forma natural com a chegada da filha e que não é dramática em relação à maternidade. Confira o bate-papo na íntegra:

Como vocês escolheram o nome da Chloe?
Como viajamos muito e moramos muito tempo fora, gostaríamos que ela tivesse um nome que fosse fácil de pronunciar em todos os países. Chloe é um nome muito feminino, além de ter um pouco haver com Claudia, que é o nome da minha mãe. Sempre achamos esse nome lindo, então decidimos muito rápido.

Por causa do trabalho você já conheceu 38 países. Sua rotina de viagens mudou com a chegada da Chloe?
Não mudou muito. Eu me adaptei muito bem à rotina de viagens com a chegada da Chloe, foi um processo muito natural. Uma dica que facilita muito quando você viaja com crianças é: leve sempre o carrinho até a sala de embarque e só o despache quando estiver na porta do avião [verifique com a companhia aérea qual é a política de bagagens, nesse caso]. Se o vôo atrasar, você pode usá-lo de berço e a criança não fica tão desgastada.

Em muitos vídeos de seu canal na internet, dá para notar que você e Chloe estão sempre juntas. Costuma levá-la para o trabalho também?
A Chloe normalmente não me acompanha em trabalhos, ela fica com o pai ou com os avôs. Eu a levo quando é passeio.  O canal (Fernanda Motta) foi pensado com muito carinho e idealizado com cuidado. Nele, abordo temas como moda, beleza, estilo de vida, curiosidades, entrevistas. Estou cada dia mais apaixonada por esse universo.

Como foi sua gestação?
Graças a Deus, minha gestação foi supertranquila. Não tive nenhum “efeito colateral” ou desejo. Cuidei bastante da minha alimentação, fiz hidroginástica e trabalhei até o sétimo mês. Usei bastante os hidratantes específicos para grávidas, óleo de amêndoas, além de beber muita água.

E o pós-parto, foi tranquilo também?
Tive uma recuperação rápida. Emmenos de dois meses, voltei ao meu peso normal. Meu corpo ficou mais proporcional, o cabelo e a pele ficaram melhores. A maternidade é transformadora, a mulher transborda feminilidade.
  
Por trabalhar com imagem, se sentiu pressionada pela mídia – ou por você mesma – para voltar à forma física anterior?
Não, porque eu voltei muito rápido e também nunca me descuidei. Acho que, quando a pessoa previne, tem essa vantagem na hora de recuperar a forma. Sempre fui da prevenção, então, nunca tive esse problema.

Como o Roger [Roger Rodrigues, empresário e marido de Fernanda] se saiu nos primeiros cuidados com a Chloe?
Foi ele quem teve os primeiros cuidados: deu o primeiro banhotrocou a primeira fralda, a colocou para arrotar pela primeira vez...  Ele foi muito bem e é um ótimo pai.

Como você se saiu como mãe de primeira viagem?
Olha, vou dizer que sou uma boa mãe. Tive altos e baixos, porque é tudo muito novo. A primeira vez é sempre mais difícil. Minha mãe me ajudou muito, minha sogra, todo mundo me dava dicas, mas acho que a mulher nasce com esse instinto materno. Sou uma pessoa muito tranquila. Não sou dramática em relação a essas coisas. Então, fui fazendo tudo devagarzinho, aprendendo e acho que foi bem tranquilo no final das contas.

Dizem que os pais educam e os avós estragam. Acontece na sua casa?
Sim. Nunca mais deixarei minha mãe por horas com a Chloe porque o primeiro chocolate foi a avó quem deu (risos). Mas é muito bom.  Deixo que eles curtam. Eles não passam muito do limite e, graças a Deus, vovó e vovô existem para fazer esses estragos.

Quando você costuma dar bronca na Chloe?
Quando ela começa fazer birra. Crianças, principalmente por volta dos 2 anos e meio, fazem bastante. Ela faz pouca, mas, quando faz, sempre brigo. Quando falo “não”, nunca volto atrás. Só se eu estiver errada, mas, geralmente, mantenho a palavra. Costumo dar bronca, quando a criança fica mal educada, quando não quer fazer o que é preciso ou quando faz escândalo porque não quer tomar banho. Sou bem chata com isso, mas, em geral, ela é muito calma. Não me dá trabalho.

Sente culpa quando precisa chamar a atenção dela?
Não me sinto culpada. Acredito que educação se aprende em casa. É preciso prepara lá para o mundo.

Você pensa em ter mais filhos?
É a pergunta que eu mais escuto. Não me cobro. Não me sinto pressionada e acho que isso só vai acontecer se um belo dia eu acordar e sentir que preciso ter outro filho. Por enquanto, estou muito bem com ela.

O que você só descobriu depois de ser mãe?
Que amar dói pra caramba. Fico até emocionada. O amor é tão grande, que a gente sente fora do corpo. Um amor inexplicável, que só mãe consegue entender. 

Você e Roger são empresários, sócios e parceiros de trabalho. Costumam tirar um tempo para vocês, sem falar de trabalho e filho?
Não temos esse tipo de regra. Falamos de tudo. São tantos anos juntos, que percebemos no olhar o sentimento um do outro. Se o papo não está agradando, mudamos de assunto.

Que conselho você daria para outras mães?
Precisamos entender que a criança não nasceu sabendo e que a personalidade dela e o caráter vão vir dos pais. Temos que tomar muito cuidado em relação à educação dos nossos filhos porque eles estão aprendendo, se formando e o que eles se tornarem no futuro é fruto nosso. Ao mesmo tempo, um conselho seria sermos muito carinhosos com nossos filhos, sentar, explicar com calma; eles entenderão. Eles são o reflexo dos pais e serão seres humanos muito melhores, creio eu.

Carla Marins

Carla Marins: “O machismo atrapalha muito o relacionamento. Mais ainda quando o casal tem filhos”

Por Conselho de Mãe, por Taynara Prado - atualizada em 08/02/2017 12h26

 

Carla Marins e o filho, Leon (Foto: Arquivo pessoal/ Carla Marins)

Realizada com a maternidade, Carla Marins, 48, fala sobre a importância de educar com qualidade e quantidade. Mãe de Leon, 8 anos, ela também questiona a cultura machista e diz que isso interfere no relacionamento do casal, sobretudo depois do nascimento das crianças. “Nós mulheres nos cobramos muito, principalmente quando achamos que a responsabilidade maior em criar o filho é mais nossa do que do pai”. Confira o bate-papo na íntegra!

Você foi mãe aos 40, já com 20 anos de carreira. Planejou assim?
Eu sempre quis tudo: carreira, casamento e filho. Não planejei, mas acabou sendo nessa ordem. Não tive vontade de ser mãe nem aos 20, nem aos 30, mas sabia que seria mãe, mesmo que não fosse de um filho biológico. Conheci meu marido com 37 anos [Carla é casada com o personal trainer Hugo Baltazar] e, três anos depois, nasceu Leon.

Sua carreira já estava consolidada quando o Leon chegou. Quando sentiu vontade de voltar a trabalhar?
Um ano e dois meses depois do nascimento do Leon, voltei a trabalhar. Foi um desafio e tanto: protagonizei uma novela em outro estado, em São Paulo [Carla mora no Rio de Janeiro], para onde ia com mãe, babá e filhote toda semana.

Quais as vantagens de ser mãe aos 40, em sua opinião?
Se você chega aos 40 se conhecendo melhor, sabe onde está a sua felicidade e não se importa demais com a opinião de todos. Essas são as vantagens.

Você trabalha com imagem. Sentiu-se pressionada em algum momento pelo trabalho para voltar a sua forma física anterior ao parto?
Senti sim, pressão dos outros e de mim mesma, mas ignorei (risos). Estava tão feliz e focada em viver aquele momento com plenitude... Meu corpo só voltou ao normal mesmo dois anos depois. Confesso que não acreditei que seria possível, mas foi.

E como foi a sua gestação?
Minha gestação não poderia ter sido mais tranquila. Mesmo tendo trabalhado até uma semana antes de o Leon nascer, estava triplamente realizada: atuando, gerando e amando.

Saiu tudo como você esperava no processo de amamentação?
A amamentação foi um processo de descobertas, alguma dor no início (santa pomada!) e aquela conexão visceral com seu lado fêmea ancestral. Leon mamou só no peito até os cinco meses, quando entrou a mamadeira. Então, não pegou mais [o seio].

Como você e Hugo se saíram como pais de primeira viagem?
Nos primeiros dez dias, ficamos apenas eu, Hugo e Leon. Esse tempo foi importante para nós dois com nossa cria, cuidando, cheirando e o conhecendo e também nos entendendo com esse novo status: fomos filhos, agora éramos pais.

E como escolheram o nome do Leon?
Hugo queria que Leon tivesse seu nome e que nascesse no dia do seu aniversário. Argumentei que era muita projeção (risos) e escolhemos um nome curto, que combinasse com seu sobrenome, Baltazar. Leon também significa leão, um animal forte e vencedor.

Em algum momento, teve vontade de dar um irmão para ele?
Sou uma filha única bem resolvida, vinda de uma infância rodeada de amigos, então, nunca tive essa preocupação. Quando engravidei naturalmente aos 40, me senti tão agraciada que nem desejei mais nada.  O Leon também nunca pediu um irmão. Então, tudo certo!

Você se considera superprotetora?
Sim. Tento me policiar e o papel do pai é fundamental para evitar os exageros. No entanto, tenho consciência da importância de uma criação que estimule a independência e a autonomia. Fui criada assim e busco esse equilíbrio com Leon.

Para você, quais são os principais desafios da maternidade?
Administrar o tempo para realmente criar seu filho e não terceirizá-lo. Amor é convivência. Deve-se ter tempo para estar com a criança. Acredito em quantidade de tempo, com qualidade de tempo. Experimente dizer ao seu chefe que você vai trabalhar apenas duas ou três horas por dia, mas com muita qualidade para compensar. Não vai rolar. Sei que é difícil, mas filhos precisam de atenção e do que você tem de mais precioso: o seu tempo.

Você é rígida com a alimentação do Leon?
Os hábitos alimentares são construídos e, como eu e Hugo nos alimentamos bem e com consciência, naturalmente, Leon seguiu o mesmo caminho. Leon come salada, brócolis, arroz cateto, salmão e encara um suco verde potentíssimo com a maior tranquilidade. Ama açaí com granola, frutas e água de coco. Evito comidas vazias de nutrientes, refrigerantes (ele nunca bebeu), sucos prontos e refeições industrializadas. O molho de tomate do macarrão é feito em casa com tomates orgânicos. Ele não come biscoito recheado, nuggets, hambúrguer de lanchonete, nem salsicha. Dou balas, batata-frita, chocolate e sorvete com parcimônia, aos fins de semana. Não é uma alimentação rígida, mas nutritiva e consciente.

Como fica a relação do casal com chegada dos filhos?
A chegada de um filho gera muitas mudanças na vida de um casal e, com a educação machista que todos, homens e mulheres, ainda recebemos no Brasil, a parceria na divisão de tarefas com os cuidados com o filho é um desafio. Muitas mães ficam sobrecarregadas porque acham que esse é um dever só delas. Outras se revoltam porque não são atendidas quando solicitam a parceria. Indico uma conversa franca e sem romantismo, sobre o que um espera do outro como pais. O machismo atrapalha muito o relacionamento e mais ainda quando o casal tem filhos. Feitos os ajustes, recomendo saídas do casal, sozinhos ou com amigos, sempre que possível - no início é mais difícil. O casal deve estar feliz e tentar relaxar um pouco, porque muitas vezes o trabalho com crianças é braçal!

Priscila Fantin

Priscila Fantin: “Percebi que damos bronca quando não estamos com a criança por inteiro”

Revista Crescer, por Taynara Prado - atualizada em 31/01/2017 12h34

Priscila Fantin e o filho Romeu ( Foto: Arquivo Pessoal Priscila Fantim)

Priscila Fantin e o filho Romeu ( Foto: Arquivo Pessoal Priscila Fantim)

Mãe de Romeo, 5 anos e casada com o também ator Renan Abreu, a atriz Piscila Fantin fala do dia a dia com o filho e conta que se empenha para educar de forma compreensiva. Para ela, a maior frustração da maternidade foi ter feito uma cesárea e não um parto normal. Veja a íntegra da conversa com a colunista Taynara Prado.

Você já declarou que o Romeo não quer cortar o cabelo e é feliz assim. Você se sente afetada quando alguém faz perguntas a respeito das escolhas dele?
Não. Entendo que nossa educação cultural e social é limitadora.

De que forma você lida com o bullying escolar ou da sociedade com relação a isso?
Numa boa. Romeo não sofreu bullying. Acho uma palavra forteEle teve situações isoladas na escola. Na maioria das vezes, é só confusão que a pessoa faz mesmo. O bullying traz consequências sérias no emocional e psicológico. Já o Romeo compreende e não liga.

Em quais situações você precisa dar bronca no Romeo?
Eu percebi que dar bronca, bronca mesmo, acontece quando estamos cansados ou com alguma questão que não nos permite estar por inteiro [com a criança] naquele momento. Eu quase não brigo; eu converso. Normalmente, ele não quer parar de brincar para tomar banho ou não quer dormir, exatamente como eu na idade dele (risos).

Como foi o processo de escolha da primeira escola do Romeo?
Gostamos de escolas que não limitem a criatividade ou o dom inato do ser, mas que incentivem. Tivemos a sorte de ter uma escola construtivista ao lado de onde moramos. Melhor, impossível!

Romeo já  fez alguma pergunta que te deixou sem resposta?
"Quando a primeira pessoa do planeta ainda era neném, quem eram os pais dela?" ou "A vida não acaba nunca?". Já teve também: "Porque existe o amanhã? Eu quero viver só hoje para sempre”. É ele quem me ensina os segredos da vida.

Você já declarou ter sofrido com o efeito sanfona.  Isso impacta nas suas escolhas alimentares com o Romeo?
Não, porque o que eu tinha era retenção hídrica. Minha alimentação sempre foi boa.  Ele come o que a família come: sempre alimentos integrais, muitas frutas (que ele ama), sementes, queijo (também ama), ovos, peixes, biscoitos, chocolate, açaí, comida japonesa também. Ele come de tudo, com consciência do que cada alimento faz no seu corpo.

Romeu entende o universo artístico dos pais? Ele já demonstra interesse por teatro, TV e cinema?
Sim, ele adora ir para a coxia e para o palco antes das peças. Ele sabe o nome das minhas personagens, sabe que não sou eu que estou dizendo ou fazendo aquilo, inventa mil histórias, brinca de personagens, faz teatro de fantoches, apresenta telejornal dentro da caixa de papelão, dirige fotos com os bichos de pelúcia... Ele vive esse universo diariamente.

Como você descobriu que estava grávida?
Eu estava sentindo meu corpo lento, pesado, os seios inchados e comecei a pesquisar o que era. Eu estava sem disposição para nada. Não conseguia mais treinar e tinha muito sono. Logo pensei em gravidez, mas fiz um teste de farmácia e deu negativo. Fui à ginecologista, ela apalpou o útero e disse que não era gravidez. Cheguei a sangrar um pouquinho na época em que era para eu estar menstruada. Eu estava achando tudo estranho e fiz ultrassonografias. Os exames mostravam o peito cheio de líquido e um coraçãozinho batendo no útero. ''É neném!", a médica disse! Eu estava com dois meses de gestação etive muito enjoo, pressão baixa e desconforto. Passei a gravidez bem quieta e deitada. Meu maior desejo era não estar enjoada. Também senti de me alimentar com leite e carne vermelha, coisas que eu não comia até então.

Romeo nasceu por uma cesárea. Em algum momento se sentiu pressionada ou julgada por conta disso?
O maior julgamento foi o meu próprio. Eu queria profundamente que fosse parto normal. Queria que ele fizesse o esforço de nascer, em vez de ser "retirado". Além disso, acho cesariana uma agressão para o nosso corpo. São sete camadas sendo cortadas e depois costuradas. Só que ele estava com duas voltas de cordão entre o ombro e o queixo, corria o risco de sufocar e também não estava encaixando a cabeça para começar o processo.

Você se frustrou com a amamentação?
Ele pegou o peito assim que chegou no quarto. Na maternidade, já mamava bastante e eu tinha leite o suficiente. Minha frustração foi só ter feito a cesariana mesmo. Eu não tinha grandes expectativas sobre a maternidade; estava esperando ele chegar para me mostrar como era e, do jeito que fosse, seria o jeito certo para a gente. Por isso não acredito em cursos de pré-natal sobre como acalmar o seu bebê. Cada ser humano é imensamente diferente do outro. Cada gravidez, cada parto, cada peito... Basta estar, de fato, envolvida e aberta para o que vier pela frente.

Como foram os primeiros dias após o nascimento do Romeo?
Ficamos só nós três: eu, ele e o pai dele. Queríamos nos conhecer, nos sentir. Foi exaustivo, mas profundo. Eu estava cansada, sensível, emocionada, frágil... Foi muito importante o Renan estar tão presente.

Como vocês se saíram nos primeiros cuidados com o bebê?
Passamos por tudo com naturalidade; os três se conhecendo (enquanto pai, enquanto mãe, enquanto filho, enquanto família) mutuamente, com cuidado. Ficávamos exaustos, mas firmes. Estávamos apresentando o mundo para alguém que antes estava protegido de tudo dentro de mim. Enquanto isso, ele nos apresentava o milagre da vida. Não digo que foi fácil; demanda paciência e doação. Mas foi lindo, foi como deveria ser.

A paternidade foi reveladora na vida do Renan?
O Renan ainda me surpreende. Ele foi o primeiro a dar banho. No primeiro mês, só ele deu, acho. Ele acordava de madrugada só para dar apoio moral na hora de amamentar, trocava fraldas o tempo todo. Até hoje o acalma como ninguém, o faz dormir com a maior tranquilidade do mundo - e rápido! Romeo está tão divertido quanto o pai! Ele é apaixonado pelo pai e vice-versa

Que conselho da sua mãe você aplica na educação do Romeo?
Que sono, fome e calor irritam.

Que conselho você daria para outras mães?
Escutem seus filhos. Espere que eles terminem a frase, mesmo que ela não tenha palavras. Converse com eles com seus olhos na mesma altura. Não desconte as suas frustrações nos “nãos” que tiverem que dar. O “não” e o “sim” têm o mesmo valor. Dê valor aos seus feitos; é o melhor que podemos fazer. Não faça seu filho de boneco pedindo: "Fale aquilo ou faça aquela cara para eles verem". Deixe que eles descubram quem são e que mostrem isso para o mundo na hora em que quiserem.

Carolina Kasting

Carolina Kasting: “Não quero proteger demais o Tom”
Mãe de Cora, 10 anos, e Tom, 4 meses, a atriz fala sobre a rotina da família e diz que pretende ser mais leve e dar menos ouvidos aos palpites alheios

Carolina Kasting e os filhos, Cora e Tom (Foto: Arquivo pessoal/ Carolina Kasting)

Revista Crescer, por Taynara Prado - atualizada em 03/01/2017 18h44

Quando nasce o primeiro filho, os pais costumam ficar desesperados, sem saber em que direção correr, tentando seguir orientações de diferentes pessoas, muitas vezes, completamente opostas... É uma confusão. Quando vem o segundo, a segurança é maior. Afinal, eles já passaram por aquilo tudo. Carolina Kasting, 40, vive a experiência de ser mãe pela segunda vez dez anos depois do nascimento da primogênita Cora. “A ideia de eu ter outro filho foi dela”, conta a atriz, em entrevista à coluna Conselho de Mãe. Com Tom, a ideia é manter a calma sempre e escutar mais o bebê do que os pitacos.

Você foi mãe aos 30 e aos 40 anos. Se pudesse dar um conselho agora para a Carolina de dez anos atrás, qual seria?


Diria para ficar mais calma, não se preocupar tanto, ouvir mais o bebê e não se importar tanto com o que dizem. Ouça a sua intuição de mãe.

Sentiu muita diferença entre as duas gestações?

Muita. Na gestação do Tom, me senti muito mais ativa, não tive vontade de comer besteiras, queria ir para a rua, passear. Meu corpo também não mudou quase nada. Era só barriga. Ele nasceu rápido, no quarto da maternidade. Nem deu tempo de tomar analgesia e de chegar até a sala de parto. Com a Cora foi tudo o contrário. Em compensação, tive maior facilidade para amamentá-la. O Tom sugava pouco e não estimulou muito minha produção de leite. Consegui amamentá-lo somente com leite materno até três meses, o que considero uma grande vitória. Amamentar nunca é como esperamos. É um encontro entre você e seu filho. É um ato exclusivamente para o outro e, portanto, você tem de ouvi-lo, senti-lo, respeita-lo e amá-lo. Por isso é tão difícil e maravilhoso ao mesmo tempo.

Como a Cora recebeu a notícia da chegada do Tom?

A ideia de eu ter outro filho foi da Cora. Na verdade, desde os 2 anos ela nos pede um irmão. Demoramos 9 anos para realizar esse desejo dela, então, ela está muito feliz. O Tom a adora e ela a ele.

O Tom foi planejado, então?

Foi planejado e desejado. Tentamos em um momento anterior, mas não conseguimos. Agora foi a hora certa. Eu sabia que seria um menino!

O que você pretende fazer diferente com o segundo filho?

Não quero proteger demais o Tom. Quero deixá-lo seguro e tranquilo.

Que tipo de mãe você é?

Sou carinhosa, mas sei dar limite. Dou limite com amor. Mas também sou rigorosa na disciplina. Acho que a disciplina traz segurança para a criança. Quando ela fica muito solta, se sente desprotegida.

Quais as suas principais preocupações sobre criar filhos hoje?

A violência, o preconceito e a falta de ética.

Você costuma dar bronca?

É muito raro. Dialogamos, aqui em casa. Não brigamos.

Sente culpa por trabalhar fora?

Culpa, não, mas essa é a pior parte: estar longe deles.

Como você lida com o assédio da imprensa às crianças?

Preservamos a Cora até o momento em que ela pode decidir por ela mesma se queria "aparecer" ou não. Hoje, ela adora. Até brinca com o paparazzi (risos). Com o Tom, faremos a mesma coisa.

Você pensa em ter mais filhos?

Não. Já fui completamente abençoada nesse sentido.

Você se sentiu cobrada na recuperação imediata da boa forma depois dos partos?

O tempo é seu. Você deve determinar isso. Eu quis voltar logo à forma e voltei - mas porque eu quis.

Que conselho você daria para outras mães?

Amem. Amem seus filhos incondicionalmente. Eles são a melhor parte de vocês. E esqueçam tudo o que as pessoas dizem (risos)

Vera Viel

Vera Viel: “Não poderíamos nos dedicar de forma igual às nossas profissões. Alguém tinha que ceder”

Casada com Rodrigo Faro, a apresentadora, que é mãe de três, fala da rotina e diz que a família é sua prioridade

Revista Crescer, por Taynara Prado - atualizada em 21/12/2016 09h00

Mãe de três meninas, casada há 20 anos com o apresentador Rodrigo Faro, Vera Viel administra os desafios da maternidade em dose tripla.  Em entrevista à CRESCER a apresentadora fala da rotina das filhas, Clara, 11 anos, Maria,8, e Helena, 4, e conta como é a rotina em casa. “Quando viajamos, o Rodrigo fica doido com tanta mala de menina”, diz.

A diferença de idade das três foi planejada?
As três filhas foram superplanejadas! Quando eu quis ter filhos, parei de tomar o anticoncepcional e logo engravidei, mas acabei perdendo. Pouco tempo depois, veio a Clara. Quando ela fez 2 anos, parei com a pílula de novo e logo veio a Maria. Não demorou muito. O engraçado é que elas nasceram no mesmo dia. A data da última menstruação era a mesma. Quatro anos depois veio a Helena, também planejada. Pensamos: “Quem sabe vem um menininho?” Mas veio outra menina e foi maravilhoso. Amo ser mãe de menina. Essa diferença de idade delas é incrível porque hoje a Clara me ajuda com as menores, principalmente com a Helena. Se tivesse tido um filho atrás do outro, talvez não tivesse dado conta. Curti cada uma.  Brinco que, quando são três, a irmã do meio sofre um pouquinho e a caçula já nasce pronta (risos).

Nas três vezes em que ficou grávida foram parecidas ou uma gestação foi completamente diferente da outra?
Sim, foram parecidas. Engordei 30 quilos em cada uma. Sentia muita fome e retinha muito liquido. Como engordei muito na primeira, na segunda, já sabia que seria da mesma forma. Minha médica ficava no pé, mas não tinha jeito.

E como foi que você conseguiu perder esse peso? Existia alguma cobrança?
Quando tive a Clara, demorei bastante para voltar ao meu peso normal. Eu não me preocupava com isso, estava amamentando e dizem que isso ajuda. Aos poucos, com boa alimentação, voltei a minha forma física. Depois da gravidez da Maria, também amamentei e o processo foi o mesmo, devagar. Me alimentava bem e não tinha neurose com dieta. Não gostava de malhar e levou um tempo até que as coisas se encaixassem. A genética ajuda também. Minha mãe com quatro filhos tinha a barriga sequinha. Depois da gestação da Helena é que eu vi que tudo tinha mudado. Eu queria voltar ao trabalho quando ela completasse quatro meses, mas não tinha a menor condição porque ainda faltava perder 20, dos 30 quilos que ganhei. Procurei a ajuda de um endocrinologista e recorri à dieta da proteína com acompanhamento médico. Rodrigo também foi maravilhoso e montou uma academia em casa para me incentivar. Em seis meses, consegui alcançar o resultado que precisava. Hoje malho as 7h30 quando as meninas vão para a escola. Se elas estão de férias, acabo faltando para ficar com elas, mas me alimento bem e quero continuar saudável.

Você conseguiu amamentar as meninas por quanto tempo?
Se a Clara chorasse um pouquinho, eu já dava o peito. Ela foi amamentada por 1 ano. Também quis amamentar Maria pelo máximo de tempo que pudesse, só que, na segunda vez,  você já tem uma filha. A logística é mais complicada. Você quer dar atenção para as duas e a amamentação demanda muito da mãe. Consegui amamentá-la por 8 meses. Já com a Helena, foi completamente diferente porque eu já tinha duas filhas, tinha prótese de silicone, que não altera a produção de leite, mas, por ter passado por duas gestações, já estava com excesso de pele... Foi mais difícil. A Helena tinha muito mais fome que as outras duas. Ela chorava muito. Eu achava que meu leite não era igual ao das outras vezes. Só consegui amamentá-la durante dois meses. É um processo muito complexo porque eu também precisava dar atenção para as outras. Você se culpa e pensa: “Eu amamentei as outras. Como não vou amamentá-la?” As primeiras mamadeiras, eu dei meio que escondida do Rodrigo, porque eu pensava que ela não dormia bem por sentir fome. Rodrigo queria que a terceira também mamasse no peito, mas a gente que é mãe de três sabe que as circunstâncias são mais difíceis.

Clara, Helena e Maria são muito diferentes?
São! Elas têm personalidades bem diferentes, apesar da Clara e da Maria serem do mesmo signo e terem nascido no mesmo dia. Cada uma delas tem um jeitinho dos pais. A Clara é mais parecida comigo, é mais tímida, não é tão falante como o Rodrigo, a Maria e a Helena. Eu percebia desde bebê que ela era quietinha. A Maria, quando começou a falar, era o Rodrigo todinho! Ela tem o mesmo carisma, é extrovertida, faz amizade com muita facilidade e a gente percebe esse lado falante dela. Todas as três são amorosas e têm a mesma educação. Elas obedecem do mesmo jeito, mas são diferentes nesse aspecto da personalidade. A Helena também é falante, mas brinco que é a mais ‘’briguentinha’’. Batemos um pouco de frente com ela, que obedece mais ao Rodrigo do que a mim.

Como é seu estilo de maternidade?
Tento ser a mãe mais presente possível. Me cobro muito. De noite, vejo se chequei tudo de cada uma. Fico de olho, ligo o tempo todo para saber se comeu, se fez dever de casa, se a aula foi legal.  Elas também me ligam. Vou às reuniões da escola, estudo com as três. Curto cada fase de cada uma delas. Quanto mais elas crescer, mais a preocupação aumenta, porque você quer que seus filhos se tornem pessoas educadas e muito amadas. Ser mãe é igual em qualquer casa. Não importa se você tem dinheiro, se está estabilizada profissionalmente ou se não trabalha fora, se tem um filho ou mais de um. Mãe é muito parecida. Temos os mesmos problemas e as mesmas preocupações. Queremos sempre nos dedicar mais. Quando viajamos, o Rodrigo fica doido com tanta mala de menina (risos). Sou mãe igual a todo mundo e mãe de verdade tem seus defeitos. Erro, mas também acerto.

Dar atenção para as três de forma igual é um desafio?
Mãe de três se cobra muito nesse sentido. Quando você tem a primeira, aproveita tudo, praticamente 24 horas por dia. Eu não tinha babá, meu tempo todo era voltado para a Clara. Quando a Maria nasceu, eu já precisava de ajuda. Eu tentava suprir essa culpa de todas as formas, tentava me dividir ao máximo, mas você sempre se questiona. Com a chegada da Helena, isso se repetiu. Eu acordo as 5h30, preparo as mais velhas para a escola, arrumo as lancheiras, tomo café da manhã e levo na aula. A Helena fica com a babá e mais uma vez você pensa: “Ela vai ficar bem sem mim?” Na verdade, a Helena é muito bem resolvida, bem humorada, independente, mas a culpa que a mãe sente não diminui. É uma questão eterna de mãe, me cobro para dar atenção às três de forma equilibrada.

É possível manter a individualidade do casal com três filhos?
Esse é um dos desafios da maternidade. O marido precisa ser muito parceiro no primeiro ano de vida do bebê porque a mãe fica muito voltada para o filho. Tenho a sorte de ter um marido compreensivo e muito amoroso, que sabe ser flexível pra que nada se torne crise ou problema. Mas tento sempre balancear essa questão para que o Rodrigo não fique de lado e perceba a importância dele na minha vida. Acabamos de conseguir fazer nossa primeira viagem para fora do país sem as meninas. Antes, não conseguíamos. A Maria é muito apegada a mim, até poucos dias atrás não conseguíamos viajar sem ela. Dessa vez, ela chorou a semana inteira. Até a Helena disse para ela que não precisava chorar porque era muito legal o papai e a mamãe viajarem. A Clara, por ser maisvelha, entende bem. Maria é muito carinhosa, ela sente mais.

E como você administra o com a maternidade, o casamento e a rotina da casa?
Fazendo escolhas. Estamos juntos há 20 anos. Quando o Rodrigo e eu começamos, entendi que não poderíamos nos dedicar de forma igual às nossas profissões pois alguém tinha que ceder para termos a família que queríamos. Deixei a minha carreira em segundo plano e não me arrependo. Nesses 20 anos, aconteceram tantas coisas em nossa vida. Só voltei a trabalhar quando a Maria fez 2 anos. A prioridade sempre foi cuidar da minha familia. Hoje, gravo uma vez por semana, saio de manhã e volto no fim da tarde. Elas estão maiores, então, já é mais fácil. Mesmo assim, conto com a ajuda de uma babá que trabalhava lá em casa há anos. Um motorista nos ajuda com as atividades das três e nossas mães também ajudam quando vamos para eventos durante a semana, por exemplo. No fim de semana, também temos ajuda. Mesmo com horários flexíveis, a demanda de três é mais complexa, porque elas estão em fases diferentes da vida. Também tenho a sorte de ter um marido que ama decoração, sabe comprar lençol, coisas para a casa (risos). Vamos administrando juntos.

Como vocês lidam com as brigas de irmãs?
A Clara já é maior. Maria e Helena brincam muito, mas brigam também. Tenho mania de tentar proteger a menor. Acabo dizendo: “Deixa ela, gente. É pequena”. Não é uma coisa legal de se fazer e o Rodrigo me ajuda muito com isso. Ele fala com as três de forma igual, explica para a caçula que vai chegar a vez dela na brincadeira, que já é a hora de emprestar para a irmã – e ela entende! Comigo, ela já chora e diz que bateram nela, mas não derrama nenhuma lágrima sabe (risos)? Quando decidi tirar a chupeta, por exemplo, a Helena me disse que nunca mais ia dormir na vida e eu devolvi na hora (risos). Quando decidimos tirar novamente, o Rodrigo ajudou muito. Foram três noites de choro terríveis. Admiro a maneira como ele faz, porque, às vezes, sozinha, eu não consigo.

Como vai ser comemorado o Natal na casa de vocês?
O Natal para nossa família é um momento especial. Geralmente, estão as avós (os avôs são falecidos), tios, tias e primas. Natal com crianças fica mais especial ainda. Para os menores, que ainda acreditam em Papai Noel, fazemos muitas surpresas. Uma vez, deixamos uma bota preta na sala e a Clara acreditou que, na correria, o Papai Noel havia perdido. Incentivo as meninas a fazerem cartinhas com seus pedidos. Neste ano,  me surpreendi quando a Maria disse que o mais importante para ela era o amor que o pai e as irmãs lhe davam e que isso era melhor do qualquer brinquedo. Fiquei tão emocionada! No dia 25, almoçamos todos juntos. Adoro preparar a mesa e as meninas me ajudam na decoração.

Que conselho da sua mãe você usa na educação das meninas?
Quando fui para o Japão trabalhar como modelo, eu tinha 17 anos. Minha mãe sempre confiou em mim e me incentivou a tomar decisões com base na minha educação e na vontade própria e não na influência de amigas. Ensino isso para as minhas filhas, a fazer o que o coração delas querem e não o que as amigas fazem. As crianças estão com pressa de crescer hoje em dia. Não é vergonha nenhuma brincar de boneca. Você tem que fazer o que você tem vontade, do seu jeito e no seu tempo. Tudo tem sua hora. Eu explico a importância de não precipitar as coisas.

 

Renata Capucci

Renata Capucci: “Com as minhas cinco gestações, aprendi que, quando tem que acontecer, acontece!”

A jornalista fala sobre as tentativas de engravidar, até conseguir se tornar mãe de Lily, 11 anos, e Diana,3: “Sempre vale a pena tentar!

Revista Crescer, por Taynara Prado - atualizada em 13/12/2016 15h18

Vitória é a palavra que determina a trajetória de Renata Capucci como mãe. Para realizar o sonho de ter dois filhos, a jornalista engravidou cinco vezes - perdeu duas das gestações em estágio avançado. Em entrevista à CRESCER, ela relembra os episódios de superação, fala da importância da parceria de casal e afirma: ‘’Não desistiria do meu sonho’’.                    
                                                                      
Você engravidou cinco vezes, perdeu dois bebês em uma fase já avançada da gestação e teve duas filhas, Lily e Diana, hoje com 11 e 3 anos, respectivamente. O que diria para quem enfrenta um desafio desses nesse momento?
Que tente sempre. O que eu aprendi com as minhas cinco gestações foi que, quando tem que acontecer, acontece - seja algo bom ou ruim. Por mais que façamos o pré-natal e tudo mais que esteja ao nosso alcance, não temos o poder de controlar tudo. Se eu não tivesse persistido, nunca teria tido a Lily e a Diana. Hoje, olhamos para trás e vemos que a tristeza ficou em um passado muito distante. Sempre vale a pena tentar

Você e seu marido nunca desistiram de ter as meninas. Como casal, como superaram três perdas tão devastadoras?
Éramos recém-casados quando perdemos nosso primeiro filho, o Bernardo, com 33 semanas de gestação. Meu marido é médico e encara a morte de uma maneira mais científica. Mesmo assim, quando acontece com a gente é devastador. Permanecemos unidos o tempo todo. Voltar para casa sem o bebê e ter de ir ao cemitério enterrá-lo dois dias depois, recém-parida, é um trauma. É tudo muito doloroso. Perdemos uma gestação de oito semanas, que também não foi adiante. Depois, na gestação do Benjamin, já tínhamos a Lily, que estava com 5 anos. Foi uma gravidez delicada, com hemorragias, descolamento de placenta... Perdemos com 22 semanas. Passei por uma microcesárea. Tivemos que explicar para ela, que estava acompanhando o crescimento da barriga. O fato de já ter uma filha me deu mais força. Eu sabia que tinha alguém que dependia de mim, que precisava levantar e superar também por ela.

Como foi explicar para a Lily que ela tinha perdido o irmãozinho?
Foi difícil. Viajamos com ela por três semanas. Ficamos fora, eu, ela e o pai. Fomos para um lugar que a gente gosta e nos nutrimos de coisas que a gente ama neste período. Fomos nosrecompondo aos poucos. Depois da viagem, viramos a página. A médica pediu que esperássemos um ano para tentar outra vez. Quando engravidamos da Diana, só contarmos para a Lily com 18 semanas. Escondi dela até fazer muitos exames e saber que estava tudo certo com o bebê.

As gestações da Lily e da Diana foram muito diferentes?
Foram completamente diferentes. Eu engravidei da Lily exatamente um ano depois de ter engravidado do Bernardo. E toda vez que ela dormia na barriga eu ficava muito preocupada. Fiz 19 ultrassons só para ver se ela estava viva. Foi um parto tenso. A Diana não! Acada vez que eu ficava tensa, ela dava uma mexidinha, como quem dizia: “Calma, mãe!”. Então, acabou sendo uma gestação muito zen. Fui para a mesa de parto da Lily supertensa e para a da Diana supertranquila. Quando entrei para o centro cirúrgico, falei para a minha médica e para a equipe que me acompanhou em todas estas gestações que eu queria aproveitar tudo porque o nascimento da Diana seria meu último parto. Ela nasceu com 37 semanas porque já era a minha quarta cesariana. Se tivesse completado 40 semanas, ela teria passado de 4 kg. Lily já tinha 7 anos. Choramos muito de alegria.
 

Você e seu marido nunca desistiram de dar um irmão pra Lily. Você se sentiu julgada de alguma maneira por persistir no sonho?
Se fui, não notei e não dei espaço para que alguém opinasse. Teve uma ou outra pessoa que disse que éramos loucos. As pessoas não sabiam como conseguimos passar por isso, mas também tinham admiração pela nossa força. É uma decisão que só cabe a nós, ao casal. Eu não ia desistir de dar um irmãozinho para a minha filha, assim como não desisti do sonho de ser mãe. Foi duro, mas faria tudo de novo. Quando olho para as minhas filhas felizes, vejo que tudo valeu a pena.

Depois de todos esses desafios, como ficou sua espiritualidade?
Abalada. Somos judeus. Eu levava a religião muito a sério, rezava de maneira fervorosa com a mão na barriga. Eu era muito carola antes de perder o Bernardo. Quando você tem muita fé, às vezes, tem a falsa impressão de estar blindada, que nada de ruim irá te acontecer. Eu me achava muito protegida. Quando aconteceu comigo, eu perguntava: “Por que eu, Deus?”  Levei um tombo, fiquei um ano sem pisar na sinagoga. Busquei respostas no espiritismo, na cartomante, na ciência médica. Não houve nenhuma resposta, nenhuma explicação patológica, nada.

Se pudesse voltar no tempo, faria algo diferente?
Talvez tivesse me cobrando menos na primeira infância da Lily. Quando você é mãe de primeira viagem, quer fazer tudo muito certinho, é preocupada demais com horários, alimentação, regras, o que pode e o que não pode. Quer tudo perfeitinho. Teria sido mais flexível e não tido tantos atritos durante o crescimento dela. Mãe erra. Criança não vem com manual de instrução, não é eletrodoméstico. A gente vai aprendendo com o tempo.

Você é jornalista, tem uma rotina que muda de acordo com o que acontece no Brasil e no mundo. Sente culpa por ter que trabalhar fora?
Sim. Sinto culpa o tempo inteiro por trabalhar fora. A professora me manda os horários que tem para me atender com vinte dias de antecedência e eu nem sempre posso ir. Não sei qual horário posso marcar porque a minha agenda profissional não é determinada por mim. Isso me consome. Festa na escola, por exemplo, apresentação das meninas, rola aquela ansiedade quando não sei se poderei estar presente.

Foram cinco gestações até realizar o sonho de ser mãe de dois filhos (Foto: Arquivo pessoal/ Renata Capucci)

Consegue dar atenção para as meninas de forma equilibrada?
A caçula demanda mais.  Na verdade são demandas completamente diferentes. Enquanto a menor quer sentar no chão e brincar de boneca, a maior já quer mostrar um aplicativo musical na internet. A gente se desdobra para atender às necessidades de cada uma. Com uma, sou uma mãe. Com a outra, sou completamente diferente. Uma, eu já levo ao ginecologista, com a outra, monto quebra-cabeças. É um exercício diário de se virar nos trinta.

Em quais momentos você tem certeza de que todas as provações valeram a pena?
Quando olho para as minhas filhas. Fico impressionada quando as vejo dormindo. Olho a Lily com 11 anos deitada na cama e penso: “Gente, quem é essa mulher, tão grande?”  Ela está entrando na puberdade. É tão incrível fazer parte de todas essas fases. Olhar para trás e ver tudo o que passei, acompanhar a alegria delas a cada dia, o crescimento, os pequenos momentos... Tudo isso faz a gente ver que vale a pena!

Você dá bronca nas meninas?
Dou bastante bronca. A Diana ontem cortou o próprio cabelo pela terceira vez. Na frente e bem curtinho. Tomou bronca, claro.

Algum conselho da sua mãe que tenha te marcado?
Seja independente. Pague suas próprias contas e nunca se humilhe por ninguém. Quem gostar de você vai gostar pelo jeito como você é. Certamente, devo usar com as minhas filhas.

O que você diria para outras mães?
Ser mãe cansa, mas não há nada na vida que traga mais felicidade e realização do que a maternidade.

Paloma Duarte

Paloma Duarte: “Maternidade é meu primeiro ofício. Sou atriz por acaso”

A atriz já era mãe de Maria Luiza, 20 anos e de Ana Clara, 18, quando o caçula, Antônio, nasceu, há sete meses. Aqui, ela fala sobre a família e sobre a criação dos filhos, em fases tão diferentes

Revista Crescer, por Taynara Prado - atualizada em 07/12/2016 09h00

Antônio, o filho mais novo de Paloma Duarte, 39, completou 7 meses. Aos poucos, ela começa a sentir saudades do trabalho. Casada com o ator Bruno Ferrari, 34, Paloma conta que, dessa vez, conseguiu se dedicar mais ao bebê. “Não tenho mais urgências profissionais. Pude escolher ficar mais em casa e cuidar do filhote”, diz.

Você foi mãe agora, aos 39 anos, e aos 20. O que diria para aquela Paloma, mãe de primeira viagem?
Nossa! Fiquei dias pensando sobre isso... Honestamente, não teria nenhum conselho. Criei duas mulheres incríveis, livres, honestas. Então, devo ter acertado de alguma forma, não é? Eu trabalhava muito na época em que tive as duas. Era financeiramente necessário. Por isso, eu não poderia dizer coisas como “aproveita mais, porque passa rápido”. Realmente, não tenho um conselho. Estou em paz com as escolhas que fiz na época.

Sentiu muita diferença entre as três gestações?

Entre as duas primeiras, não. Já a do Toni... Nossa! Meu médico e guru Dr. Mário de Barros me avisou que eu sentiria. Porque, na gestação, até a diferença de gênero conta, e claro que a idade também, né? Nesta última gestação, tive que fazer repouso. Mas só nos três primeiros meses. Depois, eu já estava na praia!

O terceiro filho foi planejado? Você imaginava que seria mãe de um menino?
Todos foram planejados. Eu imaginava ser uma possibilidade, apesar de meio remota na época. Mas, por isso, nunca fiz plástica na barriga, por exemplo… Eu queria ter um menino, mas não tinha mais certeza se rolaria.

Há algo que você pense em fazer diferente, nessa terceira experiência de maternidade?
Algo específico, em termos de educação, não. Ele veio numa época mais tranquila da minha vida, em todos os aspectos, e é claro que isso me proporcionou outras coisas. Estou com 39 anos e tenho trinta de carreira! Não sinto mais urgências profissionais. Hoje, faço o que gosto. Dessa vez, pude escolher ficar mais em casa e cuidar do filhote. Agora é que estou começando a sentir saudades de trabalhar.

Você teve desejos de alimentação na gravidez?
Tive desejos em todas as gestações: na da Malu, era picolé de limão o dia todo; na da Clarinha, tempurá; na do Tony, pipoca e tangerina.

Bruno é pai pela primeira vez. Como ele tem se saído?
No comecinho, ficava um pouco nervoso. Ele dizia: “Amor, ele é tão mole... Tenho medo de quebrar” (risos). Mas, já depois de uns três meses, ele arrasava e continua arrasando! Bruno é o tipo de pai que toda mulher sonha em encontrar.

Como é a Paloma mãe?
A pessoa mais feliz do planeta! Maternidade é meu primeiro ofício. Sou atriz por acaso.

Maria Luiza e Clara ao lado da barriga da mãe (Foto: Arquivo pessoal/ Paloma Duarte)

Quais são as suas principais preocupações ao criar os filhos nos dias atuais?
Além da taxa de violência, as doenças que surgem o tempo todo e o sistema de saúde no Rio de Janeiro. Acho que minha maior preocupação é conseguir nadar contra a maré da nossa sociedade e mostrar ao meu filho que ser honesto é o melhor caminho sempre e que esperteza não é o mesmo que inteligência.

E o maior desafio da maternidade?
Conseguir desgrudar dele e voltar ao mundo!

Como tem sido sua rotina com o Antônio?

Acordar cedo, passear, passar o dia juntinhos. De dois meses pra cá, liberei o Bruno para dormir com ele - até então, eu não deixava (risos!). E, de duas semanas pra cá, finalmente, criei coragem e divido o Toni com a Ildes. Ela foi babá da Malu e trabalha comigo desde então. É minha companheira de lar.

Você pensa em ter mais filhos?

Não. Agora vou fechar a fábrica.

Já se sentiu cobrada pela sociedade ou pela mídia na recuperação imediata da boa forma depois do parto?
Claro! Sou atriz e a pressão é enorme. Não dou a mínima. Afinal, nunca fui o tipo de atriz que investe no “corpão”. Nada contra, mas nunca foi a minha. Gravidez é para ser feliz. Perder peso também tem que ser um processo feliz, natural. Por exemplo: demorei nove meses para recuperar meu peso quando tive as meninas. Dessa vez, acabei de recuperar, mas nunca fui malhada.

Que conselhos você daria para outras mães?
Não sintam culpa se não conseguirem amamentar, mas não desistam com facilidade. Você engordou muito? Alimente-se melhor, que você vai recuperar seu peso. Pode ser difícil, mas em duas semanas você se acostuma. Ganhou estrias? Celulite? Dane-se! Nada é mais maternal que estrias e nada é mais feminino que celulite. Ame-se! Seu filho merece!

Tania Kalill

Tania Khalill: "Todos os nossos preconceitos e teorias caem por terra quando nos tornamos pais"

Mãe de Isabella e Laura, a atriz fala sobre as diferenças entre as filhas, o desafio de conciliar maternidade e trabalho e as cobranças que ela mesma se impõe como mãe

Revista Crescer - atualizada em 29/11/2016 09h55

A atriz Tania Khalill e o músico Jair Oliveira viveram intensamente o papel de pais de primeira viagem. A experiência foi levada para os palcos com o musical Grandes Pequeninos e ainda rendeu um programa de TV onde a familia cozinha em conjunto. Em entrevista à CRESCER, Tania fala do dia a dia com as filhas Isabella, 9 anos, e Laura, 5, ressalta a importância de inserir a arte e a diversidade na rotina, conta das pressões que ela mesma se impõe como mãe e revela que viu boa parte de suas crenças em relação à maternidade caírem por terra.

Como é possível estimular os filhos a terem interesse pelo universo da cultura e da arte?

Oferecendo possibilidades. Assistimos e ouvimos muita coisa, frequentamos exposições infantis e teatros. Sempre convidamos as meninas para irem junto. É mais fácil elas gostarem do óbvio,  dos games e desenhos, mas a gente se esforça para sair da rotina. Apresentamos a diversidade. É maravilhoso poder aguçar a curiosidade dos nossos filhos.

Você e o Jair foram indicados em 2009 ao Grammy Latino com o projeto teatral e musical Grandes Pequeninos. Como surgiu a ideia de fazer uma parceria voltada para a dramaturgia infantil e os pais de primeira viagem?

Surgiu da maneira mais natural e sincera possível: com a chegada da nossa filha, Isabella. O Jair foi compondo músicas sobre o nosso dia a dia com ela. São canções que falam da nossa rotina, da hora do banho, da cadeirinha no carro, da mamadeira.... Tudo isto fez parte da nossa experiência como pais de primeira viagem. Aos poucos, as pessoas à nossa volta começaram a cantar junto e então ele acabou gravando o disco Grandes Pequeninos Volume 1.  O CD mostrou que existia uma identificação legal dos pais estreantes, que aos poucos iam decifrando esse ambiente cheio de amor, dúvidas e angústias. Com a chegada da Laura, o Jair começou a compor novas músicas para o CD Grandes Pequeninos Volume 2, voltado para a criançada pular, se divertir e dar risada. Há mensagens importantes como o respeito ao próximo e o cuidado com a natureza, mas também há temas que são deixados de lado quando a gente crece como xixi, cocô e pum. O projeto toca o coração das crianças porque é feito com amor. Somos pais de verdade viajando o país com o teatro musical.

O sucesso deste trabalho já dura quase nove anos e se desdobrou emlivro, CD, espetáculo teatral e um programa de TV em um canal fechado. Você acredita que faltam propostas culturais voltadas para a familia?

Sem dúvida! Quando algo é feito, o sucesso é imediato porque o público precisa disso. Quando começamos o nosso canal no Youtube, pegávamos receitas da internet e fazíamos os quatro juntos. Às vezes dava certo, outras vezes, não e as crianças falavam que tinha ficado ruim (risos). Partiu do Discovery Kids levar esta proposta para a televisão, onde a gente cozinha e se diverte em familia. É importante ter programas onde adultos e crianças possam ter bons momentos juntos.

 Como você e Jair se saíram como pais de primeira viagem?

O que mais aprendemos foi que todos os nossos preconceitos, prejulgamentos e teorias caem por terra quando nos tornamos pais. O bebê vem para ensinar e mostra que não é possível julgar. Antes de ser mãe, era um absurdo pra mim a criança comer isso ou aquilo, ter babá ou tomar mamadeira. Tudo isso caiu por terra bem rapidinho. Você entende que muita informação dos livros não funciona na prática e que você precisa se adaptar no dia a dia.

Você passou por duas gestações. Sentiu muita diferença entre uma experiência e outra?

Tive duas ótimas experiências, mas é sempre muito diferente. Não tem como comparar. Os dois partos foram normais, mas na Laurinha, eu já tinha a Isa. Trabalhei até os 5 meses no teatro, meu apetite era totalmente diferente da primeira gestação e meu humor também. Não há receita, cada gravidez traz um novo aprendizado, um novo ser está sendo gerado.

Seu corpo é seu instrumento de trabalho. Você se sentiu pressionada para voltar à forma física de antes da gestação?

A pressão veio de mim mesma. Fui bailarina por muitos anos e sempre lidei com a questão do peso. Na gravidez nossa dimensão muda claramente e a gente se pergunta: 'Será que tem volta?' Se eu pudesse mudar algo seria essa cobrança interna.

Você se considera uma mãe rigorosa com a alimentação das crianças?

Não sou radical com as meninas. Já sou assim comigo mesma e eu não quero impor isto a elas. As duas são saudáveis, comem de tudo: folhas, grãos, alimentos integrais, e gostam de guloseimas. Se vejo que uma já comeu biscoito e bala, por exemplo, eu digo: 'Será que precisa de mais um?' Não faço a linha largada, mas também não boto muita pressão.

Isabella e Laura tem personalidades muito diferentes?

Muito! E mesmo assim são muito amigas. Elas têm uma capacidade de perceber o outro que me enche de orgulho. Ambas possuem muita doçura, mas de maneiras totalmente distintas. A Laura é doce e muito decidida. Já Isabella é extremamente inteligente, porém mais sonhadora, distraída. É muito legal para os pais poder observar a alma de cada filho.

São quatro anos de diferença entre as duas. Foi um intervalo planejado?

Não. A gente sempre quis ter mais um filho, mas a escolha do melhor momento é da mulher. Pelo Jair, teríamos tido a Laura quando a Isabella tinha 1 aninho! Nessa época, eu morava em São Paulo e gravava a novela Caminho das Índias, no Rio, ou seja, ficava metade da semana em outra cidade. Quando acabou, precisei colocar as coisas nos eixos e me organizar internamente para a chegada do segundo filho. Tive que entender meu corpo, me preparar para ser mãe de novo e aí aconteceu! Foi uma distância boa, deu tempo de curtir bastante cada uma.

Como é a relação das meninas? São muito apegadas?

Elas são muito amigas, mas brigam bastante como todos os irmãos. Mas são bem apegadas. Se peço para a Isa olhar a irmã por alguns minutos, para eu ir ao banheiro em um aniversário, por exemplo, quando volto ela está no mesmo lugar, tomando conta da pequena. E a Laura, quando ganha alguma coisa, leva direto para a irmã.

Dizem que os pais educam e os avós estragam (risos). Acontece na sua casa?

Sim, (risos) mas ter avós é tão bom! Não existe estresse. Quando os avós estão com elas, querem dar aquele amor absoluto. Pode comer chocolate, dormir após o horário... é tão mais importante viver isto. Minha mãe diz: ‘’ Você cresceu comendo mortadela e tá aí viva” ( risos) . Eles estragam de uma forma suave, coisa de avô mesmo.

Você sente culpa por ter que trabalhar fora?

Tenho muita culpa, mas sou consciente de que é um sentimento destrutivo. É uma das emoções mais avassaladoras e lidar com ela é um exercício diário. Preciso me realizar profissionalmente e explico para as meninas que me torno melhor fazendo aquilo que gosto. É uma forma de me enxergar além do papel de mãe, como Tania. Mesmo assim é super duro. É um trabalho diferente da maioria das mães, que têm um horário específico, que não viajam, que vão em todas as apresentações de balé e reuniões. Trabalhar fora é um processo que envolve muitas frustrações e ao mesmo tempo muitos ganhos. A gente tende a só ver o que não tem e esquece de olhar para o que realmente temos. Ser mãe e ter uma carreira é um exercício de compreensão diária.

As meninas entendem que você e o Jair são famosos?

A Isabella já compreende tudo, mas a Laurinha às vezes pergunta se a gente conhece a pessoa que nos aborda na rua, por exemplo. Explicamos que tem gente que nos reconhece da televisão e nos dá carinho. Mas quando nos pedem para tirar muitas fotos, ela pede para irmos embora. Hoje em dia eu digo que as pessoas nos conhecem por causa do programa no Discovery Kids. Ela sente um misto de alegria, vergonha e às vezes medo (risos).


Você já se sentiu pressionada pela sociedade em algum aspecto da maternidade?

Acho que em relação a trabalhar fora. Provavelmente porque eu já me sinto culpada, então faço esta ligação quando percebo que outras pessoas comentam sobre eu não estar presente em alguma reunião. Ou sobre eu não levar e buscar as crianças na escola todos os dias. Existem períodos em que é possível fazer tudo, mas quando dá eu automaticamente me sinto pressionada. Pode ser internamente, mas de alguma forma acho que sempre tem alguém olhando, préjulgando esta questão da disponibilidade.

Como é a Tânia mãe?

Sou muitas em uma só. Sou carinhosa demais, opto sempre pela conversa, tenho dificuldade em dar limites... Preciso aprender muito, mas tive uma mãe muito incrível. Reproduzo muita coisa dentro do que eu aprendi com ela. Eu enxergo as pessoas além das minhas filhas, procuro compreender a alma delas.

Um conselho para nossas leitoras?

Uma dica que aprendi com a psicóloga infantil Carol Salles: tente três alternativas diferentes para a criança responder a um objetivo seu. A gente tenta sempre a mesma coisa e acha que tentou muito. É preciso ampliar nosso horizonte e testar novas possibilidades para que elas respondam ao que pedimos. Se ela não faz de primeira, temos que explorar novas maneiras de conseguirmos isto. Elas vão responder positivamente através do estimulo e da diversidade, não na repetição.

Natália Guimarães

Natalia Guimarães: “Desde a barriga, elas já eram diferentes”
Mãe das gêmeas Maya e Kiara, 3 anos, fala sobre as filhas em entrevista à coluna Conselho de Mãe, de Taynara Prado
Por Conselho de Mãe, por Taynara Prado - atualizada em 23/11/2016 11h01
 
Maya nasceu primeiro, é tímida e reservada. Kiara veio logo depois e adora dançar e cantar. Com personalidades diferentes e filhas de pais famosos, as meninas de apenas 3 anos tem mais de 240 mil seguidores nas redes sociais.  Em um bate-papo com CRESCER, Natalia Guimarães, que foi Miss Brasil em 2007, fala sobre a rotina das filhas, os desafios de educar em dose dupla e revela: “Tinha certeza de que daria conta do recado”.
Como vocês receberam a notícia de que seriam pais de duas meninas?
Eu trabalhava como repórter em um programa da tarde e minha gravidez foi acompanhada em um quadro de TV, uma espécie de reality show sobre gestação. Eu e o Leandro [cantor do KLB, marido de Natalia] tivemos a notícia de que seriamos pais de gêmeas no palco do programa. Sou filha única e sempre quis ser mãe de gêmeas. Deus me escutou, Ele sabia o quanto eu desejava duas meninas. O Leandro, por só ter irmãos, também queria uma menina. Ele não falava dessa preferência, mas eu sentia.
Em algum momento bateu medo, insegurança ou preocupação por serem duas de uma vez?
Acho que não. Sempre fui muito responsável, muito família, caseira e conselheira das minhas amigas. Acredito nessa coisa do signo. Por ser de capricórnio com ascendente em touro, sempre tive o pé no chão. Nasci para ser mãe. Tinha a certeza de que daria conta do recado, porque era o que eu realmente queria no meu coração.
A gestação foi complicada?
Foi maravilhosa! Eu não sei o que é enjoo. Tinha muito mais fome que o normal, mas nunca comi um pote de sorvete inteiro, como muita gente costuma fazer. Eu sabia que podia comer de tudo, mas não abusava. Não tive nenhum desejo muito forte. No final da gestação, quis muito tomar um caldo de cana. Não achei nenhum lugar aberto na hora e só matei a vontade dias depois. Trabalhei como repórter viajando pelas praias de Santa Catarina até o Rio Grande do Norte. Pegava muita estrada. Algumas não eram tão boas. Mesmo assim, nunca me senti mal, nenhuma náusea. Foi uma experiência incrível.
Seu deslocamento de placenta no quinto mês de gestação fez com que você ficasse em casa até o nascimento das meninas. Como foi esse primeiro desafio da gravidez?
Fiquei de repouso por quase três meses e foi um período difícil. Sou muito ativa, gosto de fazer as minhas coisas a pé, tento resolver a maior parte das tarefas do dia caminhando, me exercitando. Durante o repouso, tinha que ficar quietinha, vendo filme. Levantava só para ir ao banheiro, andava bem devagar, segurando a barriga, sabe? Coisa de mãe mesmo. Queria protegê-las para não nascerem antes do tempo.
Qual foi o maior desafio da maternidade nos primeiros dias de vida delas?
Lidar com a fragilidade dos bebês,  tão pequenos e tão dependentes de nós. Eu e Leandro fomos muito parceiros nesse primeiro momento. Fazíamos o máximo que podíamos como pais de primeira viagem, mas nunca tínhamos certeza se era o certo. Ficávamos preocupados com pequenas coisas do dia a dia, de ver se estavam respirando, se estavam agasalhadas, enroladas do jeito certo. Outra questão importante foi o sono. Eu virava a noite nos primeiros dois meses porque eram duas para amamentar, arrotar e dormir. Quando uma terminava, a outra já estava acordando para continuar a demanda de leite.
Como o Leandro se saiu nas primeiras atividades das meninas?
Leandro é um parceiro incrível. Ele tinha muito medo no início por elas serem tão frágeis e pequenas, mas estava 100% presente. Ele sempre ajudou em tudo o que podia e, quando era algo que só eu poderia resolver, ele ficava junto, observando. Ele é muito apegado com as meninas e elas são loucas com o pai. Quando saímos para jantar, ele diz que já está com saudades delas.
Você conseguiu amamentá-las?
A demanda de leite para as duas era alta. Depois do segundo mês, minha médica sugeriu que déssemos a mamadeira com meu leite a noite para que eu pudesse dormir e descansar para produzir mais.
Você já declarou em entrevistas que Kiara é mais agitada e Maya, mais reservada. Desde o nascimento elas já demonstravam ser diferentes? 
Desde a barriga elas já eram diferentes! Durante os exames de ultrassom, a Kiara estava sempre em uma posição diferente, não parava quieta, fazia a irmã até de travesseirinho para se acomodar. Já a Maya passou a gestação toda sempre na mesma posição e nunca conseguíamos ver o rosto dela porque estava sempre tampado com a mão. Até hoje, ela faz isso quando vê uma câmera ou alguém que não conhece.
E hoje, como elas são?
A Kiara nasceu literalmente de bumbum virado pra lua, porque foi nessa posição que o médico a puxou. Ela adora cantar, dançar, adora um palco, um show. A Maya é muito tímida, muito mesmo! Só se solta quando se sente segura, quando está em um ambiente de gente que ela conhece, em quem confia. Aí, sim, fica uma sapequinha também.
Com quem as meninas se parecem mais? Você ou Leandro?
Eu e Leandro, apesar de nossas profissões, sempre fomos tímidos. Aprendi a lidar com isso no trabalho e na faculdade de jornalismo. O Leandro, mesmo com a carreira dele, sempre foi muito reservado. A Maya tem isso de nós dois. Já a Kiara puxou os quatro avós. É engraçada e despachada como eles.
Como é a rotina da Kiara e da Maya?
Elas já vão para a escola e fazem aula de balé e natação intercaladas. Tive um pouco de dificuldade com a adaptação da Maya na escola. Ela chorou no início, mas acredito que a Kiara ajudou muito nesse processo porque é parceira da irmã e está sempre com ela.
Dizem que os pais educam e os avós estragam. É assim na família de vocês?
Totalmente! Estamos tentando colocar na cabeça dos quatro que eles precisam nos ajudar no aspecto da educação mesmo, da criação. Como eles são muito presentes, a gente pede que eles deem essa mão na alimentação, por exemplo. Nossa família é muito unida. Os avós participam muito do dia a dia das meninas.
Qual é seu estilo de maternidade?
Sou uma mãe equilibrada, carinhosa e amorosa. Sei que não posso mimá-las demais e tento ser rígida apenas quando é necessário. Se tenho que dar bronca, sofro por dentro, mascoloco limites. Ensino o que é correto e, às vezes, coloco por três minutos de castigo, sabe?
Quando isso costuma acontecer?
São coisas banais do dia a dia,como quando não querem colocar o uniforme para ir para a escola ou querem usar apenas fantasias. Eu, por exemplo, fico de pijama em casa. Tivemos uma fase em que penamos para Kiara usar roupas normais no dia a dia ou mesmo um pijama. Ela só gostava de ficar pronta, de vestido.
Como você lida com eventuais disputas por colo ou ciúmes de irmãs?
No começo foi mais difícil. Eu tinha que pegar as duas ao mesmo tempo. Hoje, já consigo explicar, olho no olho, que a mamãe não aguenta. Que sou uma só e que vou pegar uma por uma de cada vez. Falo que a hora de cada uma sempre vai chegar. Normalmente, pego quem pediu primeiro e explico para a outra que ela pode esperar e que tem amor para todo mundo.
Como é a relação das duas?
É a coisa mais linda do mundo, tudo que sempre sonhei quando era criança. Uma sempre pergunta pela outra, se ganham algo, querem levar a mesma coisa para a irmã. Fazem carinho uma na outra e, às vezes, disputam o mesmo brinquedo, claro. É uma conexão que é para sempre.
O que vocês três gostam de fazer juntas?
Elas estão sempre de olho na minha maquiagem por causa do trabalho. Gostam de brincar de ‘ser a mamãe’. Então, compro maquiagens de brinquedo e a brincamos juntas. Também fazemos atividades com massinhas de modelar e compras na ‘lojinha’ que elas montam. A Kiara adora fazer uma lojinha onde a gente entra e ela atende. Você escolhe algo para comprar, ela fala o preço e pede o seu cartão (risos). Outro dia, ela me pediu um cartão e eu dei um desses de hotel para ela. É uma geração que não conhece o cheque e o dinheiro, são superligadas no que observam.
Que dica você daria para outras mães de gêmeos?
Aceitar ajuda e trabalhar em equipe. A minha babá hoje é babá das meninas. Sei como ela cuida das minhas filhas e isso me tranquiliza. Também tenho sempre os avós e o Leandro me ajudando. Essa união é fundamental.
Você é considerada uma das mulheres mais bonitas do mundo. Em algum momento se sentiu pressionada pela mídia a voltar a sua forma física anterior ao parto?
Existe uma pressão para quem trabalha com imagem, mas eu uso isso de uma forma positiva. Percebo que não estou sozinha, que as pessoas me observam e uso isso como um incentivo para cuidar de mim, me exercitar e me alimentar bem. Na gestação, eu retinha muito liquido porque fiquei muito tempo em repouso, mas perdi 18 kg em duas semanas após o parto e, em um mês, estava 2 quilos mais magra do que antes da gestação. Fiquei tranquila quando percebi que naturalmente as coisas voltavam ao normal. Como cuidei delas de uma forma muito intensa, produzindo leite e ficando totalmente voltada para as duas, acabei me recuperando mais rápido do que imaginava.
Como é a alimentação das crianças?
Converso muito com a minha mãe, que, na minha época, por falta da informação que existe hoje, me deixava comer de tudo. Comia medalhão com bacon no almoço e bolo de chocolate na sobremesa. Quando fui trabalhar como modelo, sofri um pouco até aprender a comer coisas saudáveis. Hoje, temos mais informações sobre a importância dos nutrientes e, por isso, tento ensinar as meninas a gostarem de alimentos bons. Elas podem comer de tudo, inclusive os doces, mas já ensinamos sobre quantidade e mostramos os alimentos que deixam o cabelo bonito, a pele bonita e que fortalecem nossa saúde.
As meninas pedem para dormir com vocês?
Elas são superacostumadas com o bercinho delas, mas, quando aparecem no meio da noite e pedem para dormir no nosso quarto, a gente adora! Que pai não gosta de fazer um chamego e dormir abraçadinho?
Sente culpa por ter que trabalhar fora?
Não sinto culpa, sinto saudade. Acho importante elas verem a mãe trabalhando e aprender que devem correr atrás do que querem. Estou indo para Dubai, por exemplo, para cinco dias de trabalho. Sofro por antecipação, mais do que elas, inclusive, mas sei que é importante trabalhar.
Qual o principal desafio da maternidade?
Ensiná-las a respeitar o próximo, dar bons modos e, ao mesmo tempo, uma boa formação para que um dia elas façam as próprias escolhas. O mundo está muito perigoso. É importante ensinar aos filhos o que é correto, pois um dia teremos que deixá-los fazerem as próprias descobertas.

Juliana Silveira

Juliana Silveira: “A culpa nasce junto com o bebê”

Mãe de Bento, 5 anos, a atriz fala sobre as preocupações e os desafios de educar o filho nos dias de hoje. Ela também relembra a gestação e o parto e diz: “Minha gravidez foi a melhor do planeta”

Por Conselho de Mãe, por Taynara Prado - atualizada em 16/11/2016 11h35

Com 7 anos, Juliana Silveira se lembra de ir sozinha à padaria na esquina da rua de sua casa a pedido da mãe. A atriz, que mora no Rio de Janeiro, não pode nem sonhar em fazer o mesmo com o filho. “Sinto que as crianças ficam muito presas dentro de casa”, diz, em entrevista à coluna Conselho de Mãe, de Taynara Prado. Casada com o artista plástico João Vergara, ela também conta sobre as dificuldades que enfrentou no pós-parto e diz que nada seria possível sem o apoio do marido. “O puerpério ganha disparado dos momentos mais complicados da maternidade”.

Qual a maior preocupação ou desafio de educar nos dias atuais?
Comparando com a minha infância, o maior desafio, hoje, é a questão da segurança em uma cidade grande. Sinto que as crianças ficam muito presas dentro de casa. Antigamente, era diferente. Com 7 anos, minha mãe me dava dinheiro e eu ia até a esquina, na padaria. Voltamos de uma viagem recente ao sul da Bahia. Lá, eu deixava que ele fosse até o quarto dos amigos sozinho, ia até a recepção pedir um lanche, coisas que aqui no Rio de Janeiro nós não fazemos. A segurança, sem dúvida, é o maior desafio de hoje e as crianças estão muito limitadas em função disso. Meu grande medo, como mãe, é tomar as decisões corretas nesse sentido, para que ele volte em segurança sempre, sabendo o que é certo o que é errado lá fora.

Como é a personalidade do Bento?
Bento é canceriano. Gosta muito da casa dele, é muito certinho, ama a rotina dele, gosta de quase tudo sempre igual. Brinco que ele é um velhinho e sempre protegi muito esse desejo dele. Até os 2 anos, não o tirava da rotina, nem mesmo nas viagens. Repetia os horários do banho, da alimentação, respeitava o tempo dele de ficar em casa, não passeava loucamente, deixava que ele brincasse no hotel... Sempre fiz assim. Agora que ele já é um menino de 5 anos e sinaliza que quer mais independência, estimulo esse lado de se vestir sozinho, tomar banho, arrumar a mochila, escovar os dentes. Ele é calmo, gosta de ver desenho e colorir. E adora videogame!

Sente culpa por ter que trabalhar fora?
A culpa nasce junto com o bebê e a gente precisa administrar esse sentimento para não se torne algo grande e para que ninguém sofra. Eu sentia mais culpa quando ele era bebê. Quando comecei a trabalhar, ele tinha 1 ano e eu ficava mal. Eu tive que viajar uma vez para gravar em Angra dos Reis (RJ) e, por ficar quatro dias longe, eu chorava no camarim, escondida do chefe e da equipe. Sentia muita saudade. Hoje, ainda sinto, mas ele já tem certa independência, uma rotina preenchida com escola, com os amigos e com outros interesses. Ficamos divididas, sim, com a maternidade e o trabalho, mas, aos poucos, as crianças vão adquirindo autonomia, criando a pequena agenda deles e isso dá mais tempo para fazer outras coisas. Tudo vai se encaixando. É importante também eles saberem que as coisas não são fáceis e que os pais se sacrificam para construir e dar para eles o melhor. Graças a Deus, existe toda essa tecnologia digital para nos conectar nesses períodos em que estamos fora. Isso ameniza um pouco a saudade.

O pai do Bento, o João, é artista plástico e você, atriz. Bento já demonstra algum tipo de inclinação artística?
Não dá para fazer uma previsão. O avô e o pai são artistas plásticos. Bento já gosta muito de capoeira, de dançar, de criar histórias e de música. Com certeza, nosso ambiente criativo e lúdico contribui para a educação dele. Em qualquer área que escolha seguir quando crescer, ele levará um pouco dessa bagagem, que é importante para construir uma sensibilidade. Ele é criativo, observador, sensível e extrovertido, gosta de conversar, de ouvir, bater papo. Isso tudo é fruto desse ambiente.

Qual é o seu estilo de maternidade?
Ser mãe é uma face da personalidade que está sempre em desenvolvimento constante, junto com o crescimento do filho. No puerpério, virei uma mãe-leoa. Eu não deixava ninguém dar banho nele ou trocar fralda. Apenas meu marido. Eu não queria ajuda, queria fazer tudo sozinha.  Se eu tiver um segundo filho, vou tentar me permitir descansar entre as mamadas, porque isso pode contribuir com a produção de leite. Eu tinha muita sede de aprender como mãe, queria preencher todas as necessidades dele, não me permiti ter ajuda de uma profissional, de uma babá. Fazendo esse exercício de pensar como me comportei, acho que, além de mãe-leoa, sou uma mãe observadora. Meu desejo é prepará-lo para o mundo.  Estimulo a união familiar e construo uma relação na qual ele possa fazer as coisas dele e voltar para casa, onde existe uma família amorosa.

Você se considera rígida?
Não sou rígida, mas tomo decisões. Ele ganhou um videogame. Estipulei horários, mas percebi que estava deixando o interesse pelos livros de colorir, largou os outros brinquedos, não queria mais sair para brincar com os amigos. Vi que estava perdendo a mão, que ele não estava obedecendo e recolhi o videogame, não deixei mais jogar. Conversei, disse que ele estava muito novo e que terá tempo para jogar videogame. Mostrei que existe uma vida lá fora para correr, tomar sol, brincar, e ele entendeu. Foi até muito maduro para a idade dele e aceitou. Como a resposta dele foi tranquila, senti que tomei a decisão certa. Não sei dizer se isso é rigidez ou não. Tem gente que acha que estou certa; tem gente que acha que eu deveria ter sido mais firme com os horários, mas não estava funcionando.

Quando você precisa dar bronca?
Além do videogame, um problema clássico aqui de casa é o banho. Desde que saiu da barriga, ele não gostava de tomar banho. Ir para o banho sozinho nunca é uma opção dele. Ele não gosta de parar de brincar para tomar banho ou não quer tomar porque está cansado depois da escola. Também fico tentando segurar esta questão de dormir no carro, no trânsito ou à tarde, porque depois não consegue dormir à noite. Outra questão é a comida. Na escola, ele come bem, ganha os prêmios por experimentar legumes, mas, aqui em casa, sempre há um protesto com as verduras. Se deixar, é só arroz, feijão e macarrão. Às vezes, tento negociar de uma forma saudável, às vezes temos que ser mais firmes.

Como é a alimentação do Bento?
Meu marido é magro por genética. Ele pode comer o que quiser. Já eu tomo mais cuidado, até mesmo pelo meu trabalho. Como sempre dei autonomia para ele ser pai da melhor forma possível, sem criticar, acabamos tendo alguns problemas com a questão da alimentação do Bento. A criança é reflexo do pai e da mãe, e nós tentamos comer bem. Ele vê isso no dia a dia: o suco verde, a muçarela de búfala. O pai já apresentou para ele os biscoitos e eu explico que faz mal, mas não dá para pirar, para ser neurótica. Estamos falando de uma criança saudável, que não tem restrição alimentar. Por isso, buscamos um equilíbrio. Nunca dizemos que não pode comer. Deixo tomar um sorvete de casquinha, tento sempre compensar de alguma forma. Mãe vai pela intuição e pelo bom senso. Nada é proibido, tudo é negociado.

Você já declarou, e falou sobre isso em um vídeo que gravou para a campanha “Julgue menos, apoie mais”, da CRESCER, que a escolha do momento de ter um segundo filho é uma decisão da mulher. Se sente cobrada de alguma forma?
Parar para engravidar na minha profissão é algo complicado porque não posso voltar como voltaria em um escritório. Existe uma insegurança. Em um mundo ideal, não existiriam esses questionamentos sobre ganhar dinheiro ou estar fora do mercado, mas há uma série de coisas que precisam ser pensadas. Por amor, teríamos mais filhos com certeza. Temos amor para dar e vender e o Bento pede um irmãozinho. É complicado parar agora, que consegui pegar um ritmo bom de trabalho. Se for rolar, deve ser lá para 2018, com 38 ou 39 anos. Pode ser que eu desista da ideia por uma questão de saúde. Não dá para prever o que vai acontecer. Essa escolha é da mulher, sim. Pelo João, já teríamos tido mais, mas ele me respeita muito e entende todo esse processo. Quando o Bento estava com 1 ou 2 anos as pessoas me cobravam mais, para que eles crescessem juntos e fossem amigos, mas isso não é o bastante. A mãe tem que desejar muito um segundo filho. Não pode ter apenas para dar uma companhia para o irmão.  Se tudo correr bem, eu estiver bem de saúde e estabilizada financeiramente, a chance de ter um segundo é enorme.

Como foi a sua gravidez?
Minha gravidez foi a melhor do planeta. Bento foi muito esperado e desejado por mim e pelo pai. Eu queria muito ser mãe. Quando descobri que estava grávida, foi um dia de glória. Minha vida existe como se fosse um antes e depois da descoberta da gravidez do Bento. Senti muito desejo por coisas cítricas, salivava por um sorvete de limão e uma limonada. Troquei o chocolate por limão - e olha que sou chocólatra!  Sentia muito sono nos três primeiros meses. Eu, que já sou dorminhoca, passei a hibernar naquela fase. Quando passaram esses três primeiros meses, eu me sentia ótima. Nos últimos dois meses, tive bastante azia. Então, dormia sentada para passar a queimação. Eu estava tão feliz, que isso nem me incomodava muito. Devia ser o hormônio da felicidade, porque não ficou na minha memória como um momento complicado. O puerpério ganha disparado dos momentos mais complicados da maternidade.

Bento nasceu em uma cesárea, mas você tentou muito o parto normal. Como foi esse processo?
Eu queria muito o parto normal. Conversei durante toda a gravidez com a minha ginecologista. Cheguei a entrar em trabalho de parto, fui para o hospital, tomei ocitocina sintética e fiquei mais doze horas tentando. Mesmo assim, só tive 4 centímetros de dilatação. A equipe médica achou que o bebê poderia entrar em sofrimento e, por essa razão, optamos pela cesárea. Uma coisa que a gente aprende é que não controla muito bem as coisas. Não dá para controlar tudo e, graças a Deus, existe a cesárea para ajudar a mulher nesses momentos. É um pouco frustrante, mas passou logo quando eu vi o Bento saudável e feliz no meu colo. Pedi que, quando o retirassem da barriga, o colocassem no meu peito para mamar. Não foi um procedimento agressivo. Muitas mulheres relatam isso. Me senti respeitada e bem cuidada naquele momento pela equipe médica que escolhi. Meus pais estavam lá fora, meu marido, do lado, minha cunhada filmando. Foi uma decisão de grupo, tomada na hora. Fui para a cesárea ciente de que não dava mesmo, que eu tinha tentado. Não me arrependo de nada. Bento veio ao mundo como ele tinha que vir.

Em algum momento você sentiu pressionada na escolha do tipo de parto?
Minha opção sempre foi entrar em trabalho de parto. Eu quis esperar o movimento da natureza, do bebê e do corpo de dizer que ele estava pronto para nascer. Achei que fosse ter parto natural e eu tentei, mesmo não tendo dilatação. Passei pela experiência de um parto induzido, em que a dor é muito maior. Sofri um pouco. Ouço relatos de mães que tiveram um ritmo normal de parto e que não tiveram tanta dor, mas, como eu queria muito, minha médica induziu. É bacana esperar o trabalho de parto acontecer. Tudo é válido quanto é feito de forma consciente. A mulher precisa se empoderar e tomar decisões sem ser influenciada por terceiros.

E na amamentação, foi tudo como você esperava?
Assim que o Bento saiu da barriga, o colocaram para mamar no meu peito. Então, já tivemos esse contato, ele mamou o colostro. Acho que isso facilitou muito o processo da amamentação porque dizem que, quando você faz uma cesárea, às vezes por uma questão hormonal, o leite demora mais para descer e eu não tive essa dificuldade inicial. Meu leite desceu 48 horas depois do nascimento do Bento. Meu bico não rachou, nunca senti dor, nem nada desconfortável. Pelo contrário. O que aconteceu foi que o fato de eu não conseguir descansar, dormir poucas horas por dia, me deixava exausta. Esse cansaço somado ao emocional, com alguns problemas pessoais que me aborreceram, colaborou para o leite ir secando a partir do terceiro mês. Apesar de Bento mamar bem, precisei entrar com o complemento no quarto mês. Entre o quinto e o sexto mês, ele foi perdendo o interesse pelo peito e eu parei de amamentar.

Como foi o seu pós-parto?
Foi uma loucura! Aquela montanha russa de emoções. Quando eu recebi alta do hospital, minha médica foi muito querida e delicada. Ela falou que nos primeiros 15 dias eu poderia ficar um pouco triste, por conta de uma oscilação de humor chamada baby blues. Passados os exatos quinze dias em casa, o Bento começou a ter cólicas e começava a chorar no fim de tarde. Ele seguia gritando até umas 20h. Eu chorava junto, vivendo intensamente o puerpério. Eu o carregava no colo o tempo todo e tentava acalmá-lo. Quem me ajudou muito foi o meu marido. Ele chegava do trabalho e também tentava acalmar o Bento. Ele foi fundamental no primeiro ano. Depois de três, quatro meses, ele começou a me conduzir aos poucos para voltar a ser a mulher dele, voltar para a vida, sair, ir ao cinema, namorar, jantar e conversar um com o outro. Ele sempre foi um pai muito presente e me ajudou no revezamento de trocar fralda, colocar para arrotar, mamar. Consegui passar pelo pós-parto sem precisar de intervenção de um profissional, mas isso aconteceu também pela parceria do meu marido e por ele ter sido um pai intenso. Quando você sabe que o puerpério é físico, é hormônio, parece que fica mais fácil de conduzir essa fase e entender que tudo na maternidade uma hora passa. Quando a cólica dele passou, consegui entender que eu era uma boa mãe e que eu estava conseguindo atender às demandas dele. Vi no rostinho dele que estava feliz e cheio de saúde. Essas inseguranças existem: “será que eu sou uma boa mãe?”, “Será que consigo dar conta?”, “Será que estou fazendo meu filho feliz?”. Eram muitas questões na chegada de um serzinho que você ama loucamente. Ao mesmo tempo, você também está aprendendo o que é bom para ele.

Seu corpo é instrumento de trabalho. Sentiu-se pressionada de alguma forma para voltar a forma antiga depois do parto?
Esta pressão existe com a mulher que trabalha com imagem, mas a gente também se cobra muito. Temos que nos respeitar mais. Eu não pensei nisso nos primeiros três meses, estava muito focada no Bento. Engordei 13 kg e, amamentando, perdi esse peso. No entanto, quando parei de amamentar, continuei comendo muito, naquele mesmo ritmo de gestação, e acabei engordando mais 5 kg. Brinco que engordei de pura safadeza mesmo, de falta de limite. Quando voltei a trabalhar, meu corpo não estava naquele padrão de televisão e o Bento já tinha 1 ano. Precisei me movimentar a partir da prova de figurino. Não dava bola para o que os outros pensavam, meu gênio forte serviu para isso. Soube lidar bem com essa fase. É uma falta de respeito com a mulher fazer dieta com dez dias de puerpério.

Que conselho da sua mãe que você segue com o Bento?
Minha mãe ri muito no papel de avó, porque fui uma criança muito questionadora, muito desafiadora. Eu queria experimentar, testar meus pais. E Bento também tem essas características. Ela sempre disse que tudo passa e que não devemos levar nada muito a sério.

Que conselho você daria para outras mães?
Observar e ouvir a criança. Para se relacionar, é preciso tempo de qualidade. Ter tempo com a criança para fazer atividades que ela goste: colorir, passear, ir à praia. Durante a atividade, procurar ouvir o que a criança tem para falar. É na hora da brincadeira que a criança consegue se comunicar de uma forma sincera e abrir o coração. Reservar um tempo do seu dia para se relacionar mais profundamente com seus filhos é fundamental. Tento fazer isso com o Bento.

Kelly Key

Kelly Key fala da gravidez e mostra fotos exclusivas de ensaio com barrigão
“Celulite? Tenho até na nuca”, diz a cantora, que é mãe de Suzanna, 15 anos, Vítor 11, e está à espera do terceiro filho, Artur
Revista Crescer, por Taynara Prado - atualizada em 08/11/2016 10h48
Três gestações, em fases completamente diferentes da vida. Kelly Key foi mãe de Suzanna aos 17 anos, quando tinha um relacionamento com o cantor Latino, de Vítor, aos 22, já com seu atual marido, o empresário Mico Freitas, e agora, aos 33, espera o terceiro, que se chamará Artur. Em uma entrevista à coluna Conselho de Mãe, de Taynara Prado, ela fala sobre ser mãe em cada uma dessas idades e mostra fotos de um ensaio exclusivo, feito pela fotógrafa Lidi Lopez. A chegada do bebê está prevista para janeiro.
Suzanna já está com 15 anos e o Vitor com 11. Como receberam a notícia da chegada do Artur?
Eles queriam muito um irmão ou irmã! Os dois cobravam bastante porque eu sempre disse que, quando o Vitor completasse 10 anos, eu teria outro filho. A primeira a ficar sabendo foi a Suzanna. Ela ficou muito feliz e o Vitor também. Quando a notícia chegou, eles ficaram muito emocionados.
A gravidez do Artur foi planejada?
Foi planejada, mas eu começaria a tentar no fim deste ano. Tirei o DIU [dispositivo intra-uterino] para preparar meu corpo para este momento e engravidei em maio. Foi mais rápido do que eu pensava e uma grande surpresa.
E como está a sua terceira gestação?
Muito tranquila! Tive apenas quatro episódios de enjoo. Tenho tido muito sono e muita azia. Me sinto muito disposta e está sendo bacana demais viver isso tudo outra vez, agora com os meus filhos. É tão legal e, ao mesmo tempo, tão diferente poder viver essa experiência ao lado da Suzanna e do Vitor... Eu me sinto realizada com a minha família.
Você foi mãe aos 18 , aos 22 e agora será aos 33. Sentiu muitas diferenças entre as três gestações?
Sem dúvida. Ser mãe aos 17 é diferente de ser mãe aos 22 e diferente de ser mãe aos 33. Meus três filhos foram planejados, mas, como mulher e também profissionalmente, existiu uma série de mudanças. Na gestação do Vitor, foi a época em que eu mais trabalhei na vida. Eu já estava mais madura do que na gravidez da Suzanna, mas não tanto quanto agora, aos 33. Meu marido é ótimo e sabe colaborar para que seja um momento especial. Eu estou muito tranquila, relaxada, curtindo cada momento da gestação do Artur. Até agora, engordei 8 kg. Não foi tanto quanto na gestação da Suzana e do Vitor - 16 kg e 25 kg respectivamente.
Você tem sentido desejos?
Na gravidez da Suzana, tive vontade de lamber sabão e lambi (risos). Não sei se é porque eu era adolescente e tudo que dava vontade de fazer, a gente fazia. Na do Vitor, devo ter tido vários desejos porque engordei 25 kg, né? Na do Artur, tenho tido desejo de pasta de berinjela, ameixa e bolo de banana! Bolo de banana chegou a me dar água na boca!
Hoje, você é considerada uma referência fitness. Você se sente pressionada para voltar à boa forma nos seus pós -partos?
Não me considero uma referência fitness. Sou só uma pessoa normal que resolveu cuidar da saúde e do corpo após os 30 anos. Tive uma resposta muito positiva, uma evolução enorme. Isso ficou bem evidente para todos. Foi o que fez o sucesso do projeto Baba baby no meu canal na internet. Mas, de maneira nenhuma, isso vai afetar a minha saúde, a minha vida ou a minha rotina. Estou vivendo a minha gestação de uma forma muito gostosa, me alimentando bem e me exercitando com regularidade. Se eu tenho celulite? Tenho até na nuca (risos).  Não me preocupo com essa questão. Se levar um tempo maior do que o que levei nas gestações anteriores para voltar à boa forma, tudo bem também. A minha preocupação é a saúde do bebê. É aproveitar esse momento da melhor forma possível.
Como tem sido sua rotina de exercícios desde a descoberta da gravidez do Artur?
Tive que parar com os treinos porque tive um sangramento no início da gravidez. Hoje, já posso fazer caminhada, um pouquinho de musculação e quero entrar na hidroginástica.
Como foram os partos de Suzanna e Vítor e o que você espera para o de Artur?
Nunca me senti pressionada. Até porque é o meu corpo e a escolha é minha. Minha cabeça é muito bem resolvida com relação a isso.  Tenho duas cesarianas e esta será a terceira. Foi uma escolha conjunta com meu médico. Quando tive a Suzanna, minha mãe me orientou a fazer parto normal. Foram dez horas em trabalho de parto com muita dor, uma experiência muito estressante, que, mesmo assim, terminou em uma cesárea. Não senti dor no pós-operatório, não tive problemas para andar e fiquei apenas com a cicatriz. Com o Vitor, só de lembrar o que passei com a Suzana, já marquei a cirurgia. Não queria aquela experiência de dor novamente. Com o Artur será a mesma coisa. Acho mais tranquilo dessa maneira.
Como você se vê como mãe?
Sou uma mãe preocupada e dedicada. Sou muito rígida com relação a escola. Troco tudo por boas notas. Fico em cima o tempo todo, cobro, mas sou muito parceira e amiga. Converso sobre tudo com eles, de forma aberta. É a melhor forma de mantê-los o mais próximo possível de mim e a gente se dá super bem por isso.
Em quais circunstâncias você dá bronca nos seus filhos?
Em várias. Pode ser porque não tirou o uniforme da escola quando chegou em casa ou porque não comeu a comida toda nas refeições. Sou a mãe que dá bronca quando estão no telefone ou videogame por tempo demais, quando deixam a mochila jogada no primeiro andar e não levam para o quarto. Dou bronca por conta do horário de chegar em casa... São esses pequenos momentos do dia a dia de mãe.
Sente culpa por ter que trabalhar fora?
Não sinto culpa alguma de trabalhar fora. É muito importante que minha filha veja que a mulher tem que trabalhar e não nasceu para ficar em casa apenas cuidando dos filhos. Ela pode fazer um monte de coisas quando e como quiser. É claro que eu trabalhava mais no início da carreira, mas nunca fui ausente por isso. Eu tirava folgas e dias que eram só da Suzanna. A presença da mãe é fundamental na educação dos filhos. Quando achei que estava em um período bom de trabalho, que já tinha uma vida organizada, tive o Vítor e reduzi o ritmo. Hoje, vivo a mesma situação com o Artur. Tenho meu canal, faço meu conteúdo, o que me permite ter mais tempo para os meus filhos com horários mais flexíveis. A música exige uma rotina e dedicação específica.
Qual desafio é mais complexo: ser mãe de adolescente, de pré-adolescente ou o dia a dia com um bebê?
O desafio mais complexo é ser mãe! Em cada fase, tem suas questões. Todas elas são difíceis e fáceis ao mesmo tempo. Tudo vai de acordo com a forma como você lida com aquele momento, seja com um bebê ou com um adolescente.
Você é rígida com a alimentação das crianças?
Não. Aliás, isso é um vacilo grande da minha parte. Eu deveria ter sido mais preocupada e hoje é mais difícil de voltar atrás, mas, aos pouquinhos, vamos organizando melhor o cardápio. O Vitor se alimenta melhor do que a Suzanna, mas agora ela já está mais madura e entende que precisa consumir determinados alimentos. Essas experiências serviram para eu fazer diferente com o Artur e não ser tão flexível com relação à alimentação. Depois que eu comecei a me alimentar melhor, comecei a ver a importância disso.
Pode comer biscoito recheado ou refrigerante em casa?
Não pode: deve (risos)! Quando a gente é criança, pode comer não só o biscoito recheado, mas o refrigerante e o brigadeiro. Que vida chata seria se a criança não pudesse fazer essas pequenas escolhas. Existe momento para tudo, gente!
O que você aprendeu com a sua mãe e usa no dia a dia, com seus filhos?
Sem dúvida, a forma como ela agia comigo, sendo minha amiga e me apoiando. Quando eu estava errada, ela me indicava o erro, mas nunca deixou de me receber depois, para um colo, sabe? Mesmo quando eu precisava daquele colo por algo que ela já tinha me avisado para não fazer. É muito importante deixar nossos filhos voarem, aconselhando da melhor maneira possível, mas, quando precisarem de nós, é preciso estar ali.
Que conselho você daria para outras mães?
Não se martirize por errar! Se o seu filho ainda dorme com você na cama, se não consegue dormir no próprio quarto, se usou fralda ou chupeta por mais tempo... Nada disso será para sempre e cada pai e a cada criança tem seu próprio tempo. Não se preocupe com regrinhas porque na hora certa tudo irá para seu lugar, tudo vai se resolver. Se for para errar, que seja sempre por excesso de amor.

Mirella Santos

Mirella Santos: “Pelo Ceará, teríamos um filho atrás do outro”
Em entrevista à coluna “Conselho de Mãe”, de Taynara Prado, a modelo fala da maternidade e diz que quer ser mãe de novo, mas não agora
Revista Crescer, por Taynara Prado - atualizada em 01/11/2016 10h00
Ela é mãe de primeira viagem e agora protagoniza um reality show no Youtube, onde mostra a o dia a dia de sua família. Casada com o humorista Wellington Muniz, o Ceará,Mirella Santos é mãe de Valentina, que, apesar da pouca idade, já está com tudo na internet. A menina tem um perfil no Instagram que já conta com quase 90 mil seguidores. Aqui, ela fala dos desafios de educar a filha nesse contexto e conta que, se dependesse do marido, a família seria maior. É ela quem coloca um freio. “Pai também tinha que engravidar para entender como funciona”, brinca.
Você foi mãe aos 31 anos. A chegada da Valentina foi planejada?
Foi. Eu até poderia engravidar mais tarde, mas meu marido [Wellington Muniz, o humorista Ceará] tem dez anos a mais do que eu. Eu via que ele queria ser pai, que era um sonho dele. Resolvi relaxar e Deus mandou a Valentina para nós três meses depois. Foi bem rápido.
Como descobriu que estava grávida?
Eu andava me sentindo inchada, com o peito grande. Minha menstruação nunca foi regulada, então, não me toquei. Um dia, saí para jantar com um grande amigo enquanto o Ceará viajava e, falando sobre esse assunto, ele disse: “Você está grávida!” Saímos do jantar, passamos em uma farmácia, compramos o teste e não deu outra.
E como foi quando o Ceará chegou de viagem?
Preparei uma surpresa. Comprei flores, fiz um kit com todos os exames que eu tinha feito, coloquei mamadeiras, chupetas e outros itens de bebê e entreguei para ele dizendo que tinham deixado aquele pacote lá em casa. Ele abriu e perguntou: “Vou ser papai?” Foi uma festa, uma alegria.
Você tinha preferência quanto ao sexo?
Nenhuma, mas sempre achei que fosse ser mãe de menino. Achava que tinha cara de mãe de menino (risos). Fiz o exame para saber o sexo do bebê porque ia viajar para Miami e aproveitei para fazer o enxoval.
E a escolha do nome da Valentina? Foi fácil chegar a um consenso?
Muito! Sempre falei que, se um dia fosse mãe de menina, ela se chamaria Valentina. Falava isso desde novinha. Por coincidência, o Ceará também. Quando soubemos que ela estava a caminho, não tinha outro nome, tinha que ser Valentina!
Como é a Mirella mãe?
Sou muito tranquila. Tento deixar a Valentina o mais livre possível. Deixo que ela seja criança mesmo! Tudo que vivi na minha infância, gosto que ela tenha a oportunidade de viver: tomar banho de mangueira, brincar na banheira na varanda, se está calor, deixo de fralda, de calcinha... Deixo ela livre para ser quem ela é e para viver uma infância gostosa.
E como é a personalidade da Valentina?
Ela é muito dócil, mas tem personalidade forte. É carinhosa, mas, sempre que quer alguma coisa, não é fácil de distrair. Ela sabe o que quer e pode passar o dia repetindo isso, mesmo que você chame para brincar, ver um desenho... Ela bate o pé e explica o que está pedindo.
Ela se parece mais com você ou com o Ceará?
O Ceará diz que ela se parece mais comigo, que ela é exibidinha (risos). Ele era mais tímido quando criança. Já eu era mais extrovertida.
Você pensa em ter mais filhos?
Penso, mas não é para agora. Ainda quero trabalhar mais um pouco. Todo mundo precisa trabalhar, não é? Pelo Ceará, teríamos um atrás do outro, mas a decisão do melhor momento é mais da mulher. Seria o máximo se cada um de nós dois engravidássemos uma vez. Pai também tinha que engravidar para entender como funciona (risos).
A idade da Valentina é conhecida como “terrible twos” ou “os terríveis dois anos”. Vocês precisam dar muita bronca nela?
Tento educar da melhor forma possível. Essa tarefa de dizer “não” e de dar limites cabe aos pais. Eu e o Ceará falamos a mesma língua em casa. Quando um diz “não”, o outro não desautoriza. Ela entende a nossa sintonia. Por ser filha única, tentamos dosar muito. Tudo que é excessivo faz mal. A gente tem essa coisa de querer dar pra ela o que não tivemos, mas tentamos manter um equilíbrio. No dia das crianças, demos um pula-pula e pensamos em dar uma piscina de bolinhas junto, mas optamos por um só. A gente vai balanceando.
Dizem que os pais educam e os avós estragam. Essa premissa se aplica na sua casa?
Sim (risos)! Não temos ninguém da família em São Paulo. Somos só nós três. Quando ela vai para a casa dos avós é uma festa! A minha mãe, é claro, quer paparicar muito a neta. Na última viagem que fizemos para o sul, a Valentina jogou o tablet no chão. Tirei dela e avisei que guardaria por algumas horas para ela pensar no que tinha feito. Ela começou a chorar e foi pedir colo para a avó dizendo que a mamãe tinha brigado com ela. Eu mantive minha posição e a minha mãe lá, toda amolecida, querendo devolver o tablet para ela. Expliquei que ela não podia para não tirar a minha autonomia.
Você é rígida com a alimentação da Valentina?
Não. Deixo que ela tenha uma alimentação de criança, como qualquer outra. Ela gosta muito de arroz com feijão e carne, por exemplo. Ela ama beber água - acho ótimo! Se ela não quer comer, não insisto, espero ela ter fome, mas se quer trocar o almoço por iogurte aí eu digo “não”. Não dou refrigerante, mas, no dia em que ela pedir uma bala ou um chocolate, vou deixar que ela descubra esse universo. Mais cedo ou mais tarde, ela vai crescer e conhecer todos esses alimentos. Eu permito que ela seja uma criança normal.
Vocês fizeram um perfil nas redes sociais para a Valentina, que virou um sucesso. Como lidam com a questão da exposição?
Minha gravidez foi mostrada em um reality. O meu canal no youtube, o #minareal, mostra o nosso dia a dia. Eu e o pai dela trabalhamos com comunicação. Não tem muito como esconder nossa filha porque as pessoas que nos acompanham sempre perguntam, se importam, se interessam por ela. Quando fiz um Instagram para a Valentina, fiz como qualquer outra mãe que está orgulhosa da filha e quer compartilhar momentos especiais. Não esperava toda esta repercussão. Ela já tem 86 mil seguidores! Se as pessoas gostam dela, eu fico feliz.
Que conselho você daria para outras mães?
Meu conselho é para darmos o que pudermos para nossos filhos, sem nos esquecer da importância dos limites na vida deles. Dosar os presentes, educar dizendo “sim”, mas também dizendo “não”. Isso é necessário para um crescimento seguro e feliz.

Rafa Brites

Rafa Brites: "Estava feliz por ser mãe, mas não conseguia vibrar’’
Grávida de seis meses do primeiro filho, a apresentadora dá a primeira entrevista sobre essa nova fase da vida com exclusividade à coluna Conselho de Mãe, da CRESCER
Por Conselho de Mãe, por Taynara Prado - atualizada em 25/10/2016 12h23
 
Discrição é a palavra de ordem na vida de Rafa Brites, 29 anos, quando o assunto é a chegada de seu primogênito, Rocco, prevista para fevereiro. Em entrevista exclusiva à Taynara Prado, na coluna Conselho de Mãe, a apresentadora, casada com o repórter Felipe Andreoli, compartilha os medos comuns de mães de primeira viagem e afirma: “Só falo sobre a gestação se for para ajudar outras mães; meu filho não é fofoca”.
Você está grávida do seu primeiro filho, fruto do relacionamento de 6 anos com Felipe Andreoli.  Rocco foi planejado?
Sempre quis ser mãe, mas achei que seria em 2018. Parei a pílula acreditando em dar aquela tal desintoxicada para pensar em engravidar em 2017. Fiquei na tabelinha, mas engravidei na semana seguinte!
Como descobriu que estava grávida e de que forma deu a notícia para o Felipe?
Em um sábado, eu estava indo para o Rio de Janeiro para gravar o Superstar. No aeroporto, já sentindo umas dores no seio, resolvi comprar o teste de gravidez e fiz no banheiro. Aí, lógico: com a notícia, voltei correndo para casa e esqueci a mala lá no aeroporto. Escrevi na minha barriga ainda dentro do táxi usando um lápis de olho: “Oi, papai”. Felipe levou um susto em me ver de volta e foi só chororô! Eu disse: Vamos esperar até os três meses para contar, mas, nesse meio tempo, ele já tinha mandado mensagem para todos os amigos e para toda a família (risos). 
Já estão montando o enxoval e o quarto do bebê?
Sim. Escolhi o tema “ursos esportistas”, porque os Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Brasil foram uma alegria. Fui para os Estados Unidos com a minha mãe e também contei com um serviço de consultoria. Esse trabalho ajuda muito. Se não, teria ficado perdida com tanta coisa. Também ganhei muitos presentes e acho que o Brasil tem tantas coisas lindas...
Você já deu declarações na mídia deixando claro que escolheu ser mãe antes dos 30. Sentiu-se julgada ou cobrada de alguma maneira por isso?
Por estar em uma boa fase da carreira, ouvi muitas pessoas dizerem: “Espere, aproveite para trabalhar agora e pensa nisso depois dos 35, 36”.  Cheguei até a ouvir: ‘’Não pode parar agora para ser mãe para não perder a onda de trabalho. Porque você não adota? Já vem pronto. Assim não precisa parar”.  Como se isso fosse um motivo para a adoção, que é um gesto tão nobre!  Ouvia cada bobeira, mas nunca dei bola. A felicidade que todos buscamos está no equilíbrio e acredito que cada um tem o seu. A minha envolve a formação de uma família desde já.
Como tem sido sua gestação?
O início foi BEM DIFÍCIL. Eu fiquei muito deprezinha, sabe? Estava feliz por ser mãe, mas não conseguia vibrar. Tinha algo muito estranho! Eu sentia medo e ficava com a ideia fixa de que ia perder o bebê. Eu ia toda hora ao banheiro para ver se tinha sangue e essa postura não tem nada a ver comigo!  Sou tão positiva, que sempre acho que vou ganhar no bingo, achar a vaga em frente ao shopping, mas essa preocupação era mais forte do que eu.  Eu ficava achando que não ia conseguir parir, amamentar, que não ia ter dinheiro para a escola do meu filho e até para a faculdade. Fui conversando muito com o Felipe, com a minha mãe e com as minhas irmãs e, aos poucos, fui voltando ao meu juízo e recuperando a fé na vida. Agora, já estou naquelafase, achando que vou parir sem anestesia, que vou amamentar um ano, mandá-lo para Harvard (risos). Espero chegar a um equilíbrio.
Como tem sido viver uma gestação sobre os holofotes? Como você espera que seja com o Rocco? Você e Felipe já conversaram sobre isto?
É delicado porque eu e o Felipe somos pessoas públicas, mas, em algum momento, decidimos trabalhar com isso. Foi uma escolha. Quando se opta por trabalhar na TV, deve-se saber o bônus e ônus. Acredito que os pais devem ter a consciência de que o filho não é uma extensão deles. Ele é um indivíduo, que precisa de seu livre arbítrio e eu, como mãe, preciso respeitar isso. Não posso impor que o Rocco aceite ser reconhecido na rua. Ele pode querer ser anônimo, ser dentista, ficar na dele. E se eu o expuser desde já, ao nascer, tiro esse poder de escolha. Na semana passada, tinha paparazzi aqui na frente da minha casa, me esperando. Como não posei para nenhuma revista, eles me disseram que as fotos estão com um valor alto no mercado. Sou colega de profissão, converso com eles numa boa. Tomei a decisão de abordar o assunto apenas quando for útil, quando eu puder ajudar ou contar algo que possa acrescentar para outras mães. Meu filho não é fofoca. Eu pretendo preservá-lo, sem postar o rosto dele nas redes sociais, mas também não vou privá-lo de ir à praia, ao cinema. E se for fotografado, paciência.
Você enjoou muito no primeiro trimestre? Tem conseguido se exercitar?
Nos primeiros quatro meses, senti muito enjoo e tontura. Parei de dirigir por dois meses. No Superstar, eu ficava disfarçando, mas saia toda hora para vomitar. Fiquei aguardando as tais 12 semanas para passar, mas, para mim foi até a 15ª semana. Depois, juro que não tive mais nada. Deixava o povo maluco de tanta energia. Eu arrumava a casa, mudava as coisas de lugar. Agora estou amando cada segundo da gravidez. Quanto aos exercícios, estou nadando duas vezes por semana, mas falto várias vezes. Já estou há duas semanas sem ir, com preguiça. Antes de engravidar, estava parada fazia um tempo, então, acho que estou melhor agora. Também estou fazendo um programa especial para gestantes, que fortalece o que precisa para tentar o parto normal e evitar dores nas costas, já que costumo sentir muita dor nas costelas. Lá na academia só tem grávidas e mulheres no pós-parto.
Existe uma cobrança da sociedade e da imprensa pela boa forma instantânea pós-parto. Várias atrizes se posicionaram contra esta ditadura e você foi uma delas. Como consegue lidar tão bem com isto?
Essa cobrança existe. Perder peso rápido e estar sarada logo após o parto é como se fosse uma vitória. As pessoas acham o máximo mesmo, sem questionar quais foram os métodos ou se o bebê foi prejudicado. Existem casos em que as mães partem para plásticas ou fazem uso de medicamentos e deixam de amamentar. Tenho minhas prioridades e um corpo escultural não está entre elas. Nunca esteve. Sou adepta do glúten, da lactose, das delícias.
Rafa confessa que tem preguiça de fazer exercícios de vez em quando (Foto: Arquivo pessoal/ Rafa Brites)
E como o Felipe está se saindo?
Felipe está o máximo. Lê tudo. Acompanha e conversa com o Rocco.  Quer fazer cursos, pesquisa comigo na internet. Sabia que tinha um bom marido, mas descobri que ele, além disso, será um paizão!
Você conversa ou canta para a barriga?
Sim. No começo, me sentia meio boba, mas, desde que o bebê começou a chutar, na 19ª semana, falo a toda hora!  Como tenho a placenta com inserção anterior, foi mais difícil de sentir. Mães não fiquem aflitas! Uma hora sentimos!  Até agora, foi a maior emoção que tive na gravidez: o primeiro chute que senti. Já cantar, só quando tem uma música tocando junto, porque cantar sozinha, nem eu me aguento (risos).
E no quesito escolha do parto? Já tem alguma expectativa?
Quero tentar o parto normal, humanizado, na maternidade. Ficarei em casa com uma doula até chegar o momento de ir para lá.
Pretende trabalhar até quando?
Até 8 meses e meio.
Está ansiosa para amamentar?
Sim!  Como fui voluntária em um berçário, os cuidados com o bebê não me afligem, mas amamentar será a primeira vez. Então, tenho lido muito sobre o assunto.R
Que conselho de mãe você daria para nossas leitoras?
Estar grávida é deixar de ser dona do próprio corpo e emoções. É repensar a vida, os valores o orçamento familiar. É achar que vai chorar ao ver o primeiro ultrassom, mas ficar dura, estática, e, às vezes, estar dirigindo, ouvir uma música, e se acabar em lágrimas. É ver o seu parceiro com outros olhos. E amar o resultado desse amor. É olhar para a nossa mãe com compaixão. Ver as outras mães no shopping e pensar: “Olha, que bacana essa atitude” ou “Gente, jamais farei isso!” É se achar esquisita no espelho, enquanto a barriga não vem. E se achar a mulher mais linda do mundo, quando ela aparece. É ter a sensação de que tem muitas grávidas, bebês, lojas infantis pelo mundo. É dar uma busca na internet a cada 10 minutos. É ficar na dúvida: “Está mexendo ou são gases?” É contar cada dia que passa querendo que chegue o dia, mas também pensando que seria tão bom se o bebê pudesse ficar para sempre protegido ali dentro. Estar grávida é tudo isso e tudo mais. Sem dúvida, é a coisa mais linda que já me aconteceu na vida, o sentimento mais nobre, e sublime que senti até hoje. E só melhora. E só aumenta.