Luma Costa: “Quando ele está muito bravo, procuro falar com calma”
No ar em Sol Nascente, na pele da personagem Elisa, a atriz Luma Costa fala como lida com as crises de birra do filho, Antônio, 2 anos, e conta como se desdobra entre o trabalho e a maternidade. Em entrevista à Taynara Prado, ela diz que, às vezes, o pequeno pede para ir com ela às gravações. “Sempre explico que a mamãe vai trabalhar, mas volta”, conta.
Revista Crescer, por Taynara Prado  - atualizada em 31/08/2016 12h02
 
Taynara Prado – Luma, o Antônio está com 2 anos, uma idade natural de mudanças de comportamento, conhecida como ''os terríveis dois anos ou terrible twos'. Como está essa fase do pequeno?
Luma Costa – 
Pois é, estamos observando essa mudança há meses. Ele fica mais independente e quer colocar nossa autoridade à prova, mas estamos bem fortes e pacientes. É preciso que ele saiba que chorando ou fazendo birra não vai nos dobrar. Explicamos isso na base da conversa, sempre dando atenção. Incentivamos para que ele evolua, porém, sempre colocando limites.
TP – Como você lida com as birras?
LC – 
Sempre converso e explico o porquê de tudo. Quando ele está muito bravo, procuro falar com calma e dizer que entendo que ele está chateado, mas que não pode ser do jeito que ele quer. Então, procuro logo tirar a atenção do problema e encerrar o assunto.
TP – Sentiu alguma pressão externana escolha entre o parto normal e a cesariana?
LC –
 Sim. Existe um modismo em ser natureba e é preciso respeitar a escolha de cada um. Eu quis deixar correr à vontade, o que chegasse na hora e fosse ok, nada planejado. E acabou sendo a cesárea, o que não foi problema nenhum para mim.
TP – Você faz análise. De que maneira isso contribui para o seu dia a dia como mãe?
LC –
 Acho que tudo que te faça refletir sobre o seu comportamento é valido para entender como tratar as pessoas, principalmente uma criança, já que é preciso entender suas demandas e procurar se comunicar sempre!
TP – Se sente culpada por trabalhar fora?
LC – 
É difícil. Às vezes, Antônio pede: “Me leva, mamãe?” Agora que está falando mais, então, parte o coração! Mas eu sempre falo que a mamãe vai trabalhar e volta. E nessa volta, procuro ficar bem grudadinha nele.
TP – De que maneira a maternidade te transformou?
LC –
 Me fez querer ser melhor por ele, cuidar mais da minha saúde para poder estar aqui por muito tempo, ser mais caseira e buscar paz em coisas simples.
TP – Que segredo você só descobriu depois de ser mãe?
LC –
 Você acha que já conheceu o que é amar alguém e vem um serzinho e muda tudo em que você acredita. Você é tomada por um sentimento muito maior, que é amar alguém mais do que a si mesmo!
TP – Que conselho de mãe você daria para as leitoras?
LC – 
Gostaria de citar um texto da Eugênia Puebla [educadora argentina] que resume tudo que eu penso: "Na educação de nossos filhos. Todo exagero é negativo. Responda-lhe, não o instrua. Proteja-o, não o cubra. Ajude-o, não o substitua. Abrigue-o, não o esconda. Ame-o, não o idolatre. Acompanhe-o, não o leve. Mostre-lhe o perigo, não o atemorize.  Inclua-o, não o isole. Alimente suas esperanças, não as descarte. Não exija que seja o melhor, peça-lhe para ser bom e dê exemplo. Não o mime em demasia, rodeie-o de amor. Não o mande estudar, prepare-lhe um clima de estudo. Não fabrique um castelo para ele, vivam todos com naturalidade. Não lhe ensine a ser, seja você como quer que ele seja. Não lhe dedique a vida, vivam todos. Lembre-se de que seu filho não o escuta, ele o olha. E, finalmente, quando a gaiola do canário se quebrar, não compre outra... Ensina-lhe a viver sem portas”.