“Me considero uma mãe brava”, diz Marina Xandó
A consultora e blogueira do Ask Mi fala de maternidade, da rotina da filha, Maria Victoria, 5 anos e conta como ensina a menina sobre o valor do dinheiro: “As coisas não são fáceis”, conta, em entrevista à CRESCER
Revista Crescer, por Taynara Prado - atualizada em 28/07/2016 15h40
 
Ela é advogada, blogueira, tem um concierge que oferece consultoria a grávidas na hora de fazer o enxoval, com compras no exterior. Entre suas clientes mais famosas, estão Deborah Secco e Patrícia Abravanel. Apesar de tudo, Marina Xandó, a Mi, do Ask Mi, conta que uma de suas maiores preocupações na educação da própria filha, Maria Victória, 5 anos, a Vivi, é ensinar que tudo tem valor e vem com muito esforço. Confira a entrevista:
TP - Quais peças não podem faltar no guarda roupa de uma grávida? Tem alguma peça indicada para o pós parto?
MX - Para grávidas: Legging, bata, jeans com cós para gestante.  Nopós parto adoro as linhas Homewear, especialmente as que buscam conforto, mas com certo charme, como as que utilizam algodão peruano, aplicação de renda, plush e muito mais. A idéia é  algo que façaa mamãe se sentir bonita e arrumada para visitas inesperadas e também para ela!  
TP - Como mãe, quais suas principais preocupações?
MX -
 Penso muito no futuro! Chego até a me preocupar excessivamente. Ando achando o mundo muito sem valores, as pessoas estão esquecendo seus princípios e muitas querem obter vantagens em cima das outras! Isso é assustador! Procuro ensinar a Vivi a educação que tive dos meus pais, algo que levo comigo até hoje e sei que faz a diferença no meu dia a dia e na pessoa que sou.
TP - Vivi já está com quase 6 anos, ela gosta de escolher as próprias roupas?
MX –
 Ela começou recentemente a ter esse desejo de escolher as próprias roupas. Confesso que nem sempre combinamos no gosto, já que as meninas dessa idade tendem a gostar de brilho, muita cor (risos)! Deixo a Vivi escolher e comprar algumas peças de roupasdo seu gosto sim, até para não tirar a personalidade da criança, mas tudo com limites.
TP - Com que antecedência você começa a preparar as festas da Vivi?
MX -
 Amo organizar festas. Se eu pudesse, faria todos os anos! Tenho procurado fazer ano sim e ano não para que a Vivi entenda que as coisas na vida não são fáceis e que os pais trabalham para dar uma vida melhor para a família. Nesse ano, vou fazer apenas um bolinho para as cinco melhores amigas dela. Compramos algumas coisas nos Estados Unidos, já que passamos as férias por lá, como pratinhos, garfinhos, bexigas e lembrancinhas. Ela está adorando a ideia de fazer algo menor e preparado por nós duas!  Busco sempre inspirações em sites americanos, pois eles nos ajudam a idealizar uma festa prática e linda ao mesmo tempo! 
TP - De que forma você lida com as pequenas birras do dia a dia?
MX -
 Não é fácil. Costumo a dizer que ser mãe é um aprendizado diário. Eu me considero uma mãe brava, que deixa de castigo, mas que, ao mesmo tempo, conversa muito com a filha! Acho essa é a chave de um bom relacionamento.
TP - Vivi já te fez alguma pergunta que a deixou sem resposta?
MX - 
Esse ano ela me perguntou como veio ao mundo! Foi complicado explicar. Aprendi com uma terapeuta que você deve responder exatamente àquilo que a criança perguntou, sem prolongar. Ser objetivo é sempre uma boa alternativa!
TP- Conta pra gente um pouquinho da rotina da Vivi? 

MX -A Vivi é dorminhoca, acorda diariamente por volta das 9:30h da manhã! Em dias alternados ela vai ao inglês, natação e historia da arte após o café da manhã. Depois toma banho e vai para a escola, onde fica até as 17:30h. Duas vezes na semana ela pratica aula de Ballet após a aula, na própria escola. Depois volta para casa e a gente brinca um pouco até a hora do banho! Por volta das 19 h ela janta, assiste a um filminho comigo e meu marido no sofá ou em nossa cama até que por volta das 21 h ela vai para o quarto dormir. Antes, lemos um livro e rezamos junta, algo que fazemos sempre!

TP: Como lida com a cobrança da sociedade para ter mais filhos?

MX: Pois é, isso é complicado! Recebo diariamente perguntas através de minhas mídias sociais como: Porque você não quer ter outro filho? Você não vai um irmão para a Vivi?   Enquanto são apenas perguntas eu não me importo. Só que  afirmações do tipo, " Como você é egoísta, não quer dar irmãos para a Vivi" ou então " Ela vai ficar sozinha no mundo" me deixam chateada!  Falei disso com meu terapeuta e ele me disse: Você tem que ter mais um filho ou dois ou quantos quiser, se o seu coração estiver pedindo. Enquanto ele não pedir, não tenha! ”E por enquanto ele não pediu! Alias, nem a Vivi pede!

TP – De que maneira a terapia contribui para a maternidade?


MX - Faço terapia há muitos anos! Com certeza, minhas sessões são essenciais, especialmente como mãe. Tem coisas que você precisa conversar com alguém de fora, que não tenha vínculo ou sentimento envolvido! Isso ajuda muito na busca pelo conhecimento e equilíbrio.

TP: Um conselho da sua mãe que você aplica na educação da Vivi?

MX: A ser fiel a você mesma e aos seus princípios mesmo que não seja o mais conveniente, caso contrário você sempre será mais um no meio da multidão "

TP: Um conselho Marina para as leitoras da Crescer?

MX : Não tenha medo de errar; esteja atento em cada segundo da maternidade; não se culpe por não estar sempre presente, o importante não é a quantidade do tempo que você fica com seu filho, mas sim a qualidade do  "estar" presente naqueles momentos.