Kelly Key fala da gravidez e mostra fotos exclusivas de ensaio com barrigão
“Celulite? Tenho até na nuca”, diz a cantora, que é mãe de Suzanna, 15 anos, Vítor 11, e está à espera do terceiro filho, Artur
Revista Crescer, por Taynara Prado - atualizada em 08/11/2016 10h48
Três gestações, em fases completamente diferentes da vida. Kelly Key foi mãe de Suzanna aos 17 anos, quando tinha um relacionamento com o cantor Latino, de Vítor, aos 22, já com seu atual marido, o empresário Mico Freitas, e agora, aos 33, espera o terceiro, que se chamará Artur. Em uma entrevista à coluna Conselho de Mãe, de Taynara Prado, ela fala sobre ser mãe em cada uma dessas idades e mostra fotos de um ensaio exclusivo, feito pela fotógrafa Lidi Lopez. A chegada do bebê está prevista para janeiro.
Suzanna já está com 15 anos e o Vitor com 11. Como receberam a notícia da chegada do Artur?
Eles queriam muito um irmão ou irmã! Os dois cobravam bastante porque eu sempre disse que, quando o Vitor completasse 10 anos, eu teria outro filho. A primeira a ficar sabendo foi a Suzanna. Ela ficou muito feliz e o Vitor também. Quando a notícia chegou, eles ficaram muito emocionados.
A gravidez do Artur foi planejada?
Foi planejada, mas eu começaria a tentar no fim deste ano. Tirei o DIU [dispositivo intra-uterino] para preparar meu corpo para este momento e engravidei em maio. Foi mais rápido do que eu pensava e uma grande surpresa.
E como está a sua terceira gestação?
Muito tranquila! Tive apenas quatro episódios de enjoo. Tenho tido muito sono e muita azia. Me sinto muito disposta e está sendo bacana demais viver isso tudo outra vez, agora com os meus filhos. É tão legal e, ao mesmo tempo, tão diferente poder viver essa experiência ao lado da Suzanna e do Vitor... Eu me sinto realizada com a minha família.
Você foi mãe aos 18 , aos 22 e agora será aos 33. Sentiu muitas diferenças entre as três gestações?
Sem dúvida. Ser mãe aos 17 é diferente de ser mãe aos 22 e diferente de ser mãe aos 33. Meus três filhos foram planejados, mas, como mulher e também profissionalmente, existiu uma série de mudanças. Na gestação do Vitor, foi a época em que eu mais trabalhei na vida. Eu já estava mais madura do que na gravidez da Suzanna, mas não tanto quanto agora, aos 33. Meu marido é ótimo e sabe colaborar para que seja um momento especial. Eu estou muito tranquila, relaxada, curtindo cada momento da gestação do Artur. Até agora, engordei 8 kg. Não foi tanto quanto na gestação da Suzana e do Vitor - 16 kg e 25 kg respectivamente.
Você tem sentido desejos?
Na gravidez da Suzana, tive vontade de lamber sabão e lambi (risos). Não sei se é porque eu era adolescente e tudo que dava vontade de fazer, a gente fazia. Na do Vitor, devo ter tido vários desejos porque engordei 25 kg, né? Na do Artur, tenho tido desejo de pasta de berinjela, ameixa e bolo de banana! Bolo de banana chegou a me dar água na boca!
Hoje, você é considerada uma referência fitness. Você se sente pressionada para voltar à boa forma nos seus pós -partos?
Não me considero uma referência fitness. Sou só uma pessoa normal que resolveu cuidar da saúde e do corpo após os 30 anos. Tive uma resposta muito positiva, uma evolução enorme. Isso ficou bem evidente para todos. Foi o que fez o sucesso do projeto Baba baby no meu canal na internet. Mas, de maneira nenhuma, isso vai afetar a minha saúde, a minha vida ou a minha rotina. Estou vivendo a minha gestação de uma forma muito gostosa, me alimentando bem e me exercitando com regularidade. Se eu tenho celulite? Tenho até na nuca (risos).  Não me preocupo com essa questão. Se levar um tempo maior do que o que levei nas gestações anteriores para voltar à boa forma, tudo bem também. A minha preocupação é a saúde do bebê. É aproveitar esse momento da melhor forma possível.
Como tem sido sua rotina de exercícios desde a descoberta da gravidez do Artur?
Tive que parar com os treinos porque tive um sangramento no início da gravidez. Hoje, já posso fazer caminhada, um pouquinho de musculação e quero entrar na hidroginástica.
Como foram os partos de Suzanna e Vítor e o que você espera para o de Artur?
Nunca me senti pressionada. Até porque é o meu corpo e a escolha é minha. Minha cabeça é muito bem resolvida com relação a isso.  Tenho duas cesarianas e esta será a terceira. Foi uma escolha conjunta com meu médico. Quando tive a Suzanna, minha mãe me orientou a fazer parto normal. Foram dez horas em trabalho de parto com muita dor, uma experiência muito estressante, que, mesmo assim, terminou em uma cesárea. Não senti dor no pós-operatório, não tive problemas para andar e fiquei apenas com a cicatriz. Com o Vitor, só de lembrar o que passei com a Suzana, já marquei a cirurgia. Não queria aquela experiência de dor novamente. Com o Artur será a mesma coisa. Acho mais tranquilo dessa maneira.
Como você se vê como mãe?
Sou uma mãe preocupada e dedicada. Sou muito rígida com relação a escola. Troco tudo por boas notas. Fico em cima o tempo todo, cobro, mas sou muito parceira e amiga. Converso sobre tudo com eles, de forma aberta. É a melhor forma de mantê-los o mais próximo possível de mim e a gente se dá super bem por isso.
Em quais circunstâncias você dá bronca nos seus filhos?
Em várias. Pode ser porque não tirou o uniforme da escola quando chegou em casa ou porque não comeu a comida toda nas refeições. Sou a mãe que dá bronca quando estão no telefone ou videogame por tempo demais, quando deixam a mochila jogada no primeiro andar e não levam para o quarto. Dou bronca por conta do horário de chegar em casa... São esses pequenos momentos do dia a dia de mãe.
Sente culpa por ter que trabalhar fora?
Não sinto culpa alguma de trabalhar fora. É muito importante que minha filha veja que a mulher tem que trabalhar e não nasceu para ficar em casa apenas cuidando dos filhos. Ela pode fazer um monte de coisas quando e como quiser. É claro que eu trabalhava mais no início da carreira, mas nunca fui ausente por isso. Eu tirava folgas e dias que eram só da Suzanna. A presença da mãe é fundamental na educação dos filhos. Quando achei que estava em um período bom de trabalho, que já tinha uma vida organizada, tive o Vítor e reduzi o ritmo. Hoje, vivo a mesma situação com o Artur. Tenho meu canal, faço meu conteúdo, o que me permite ter mais tempo para os meus filhos com horários mais flexíveis. A música exige uma rotina e dedicação específica.
Qual desafio é mais complexo: ser mãe de adolescente, de pré-adolescente ou o dia a dia com um bebê?
O desafio mais complexo é ser mãe! Em cada fase, tem suas questões. Todas elas são difíceis e fáceis ao mesmo tempo. Tudo vai de acordo com a forma como você lida com aquele momento, seja com um bebê ou com um adolescente.
Você é rígida com a alimentação das crianças?
Não. Aliás, isso é um vacilo grande da minha parte. Eu deveria ter sido mais preocupada e hoje é mais difícil de voltar atrás, mas, aos pouquinhos, vamos organizando melhor o cardápio. O Vitor se alimenta melhor do que a Suzanna, mas agora ela já está mais madura e entende que precisa consumir determinados alimentos. Essas experiências serviram para eu fazer diferente com o Artur e não ser tão flexível com relação à alimentação. Depois que eu comecei a me alimentar melhor, comecei a ver a importância disso.
Pode comer biscoito recheado ou refrigerante em casa?
Não pode: deve (risos)! Quando a gente é criança, pode comer não só o biscoito recheado, mas o refrigerante e o brigadeiro. Que vida chata seria se a criança não pudesse fazer essas pequenas escolhas. Existe momento para tudo, gente!
O que você aprendeu com a sua mãe e usa no dia a dia, com seus filhos?
Sem dúvida, a forma como ela agia comigo, sendo minha amiga e me apoiando. Quando eu estava errada, ela me indicava o erro, mas nunca deixou de me receber depois, para um colo, sabe? Mesmo quando eu precisava daquele colo por algo que ela já tinha me avisado para não fazer. É muito importante deixar nossos filhos voarem, aconselhando da melhor maneira possível, mas, quando precisarem de nós, é preciso estar ali.
Que conselho você daria para outras mães?
Não se martirize por errar! Se o seu filho ainda dorme com você na cama, se não consegue dormir no próprio quarto, se usou fralda ou chupeta por mais tempo... Nada disso será para sempre e cada pai e a cada criança tem seu próprio tempo. Não se preocupe com regrinhas porque na hora certa tudo irá para seu lugar, tudo vai se resolver. Se for para errar, que seja sempre por excesso de amor.