Paloma Duarte: “Maternidade é meu primeiro ofício. Sou atriz por acaso”

A atriz já era mãe de Maria Luiza, 20 anos e de Ana Clara, 18, quando o caçula, Antônio, nasceu, há sete meses. Aqui, ela fala sobre a família e sobre a criação dos filhos, em fases tão diferentes

Revista Crescer, por Taynara Prado - atualizada em 07/12/2016 09h00

Antônio, o filho mais novo de Paloma Duarte, 39, completou 7 meses. Aos poucos, ela começa a sentir saudades do trabalho. Casada com o ator Bruno Ferrari, 34, Paloma conta que, dessa vez, conseguiu se dedicar mais ao bebê. “Não tenho mais urgências profissionais. Pude escolher ficar mais em casa e cuidar do filhote”, diz.

Você foi mãe agora, aos 39 anos, e aos 20. O que diria para aquela Paloma, mãe de primeira viagem?
Nossa! Fiquei dias pensando sobre isso... Honestamente, não teria nenhum conselho. Criei duas mulheres incríveis, livres, honestas. Então, devo ter acertado de alguma forma, não é? Eu trabalhava muito na época em que tive as duas. Era financeiramente necessário. Por isso, eu não poderia dizer coisas como “aproveita mais, porque passa rápido”. Realmente, não tenho um conselho. Estou em paz com as escolhas que fiz na época.

Sentiu muita diferença entre as três gestações?

Entre as duas primeiras, não. Já a do Toni... Nossa! Meu médico e guru Dr. Mário de Barros me avisou que eu sentiria. Porque, na gestação, até a diferença de gênero conta, e claro que a idade também, né? Nesta última gestação, tive que fazer repouso. Mas só nos três primeiros meses. Depois, eu já estava na praia!

O terceiro filho foi planejado? Você imaginava que seria mãe de um menino?
Todos foram planejados. Eu imaginava ser uma possibilidade, apesar de meio remota na época. Mas, por isso, nunca fiz plástica na barriga, por exemplo… Eu queria ter um menino, mas não tinha mais certeza se rolaria.

Há algo que você pense em fazer diferente, nessa terceira experiência de maternidade?
Algo específico, em termos de educação, não. Ele veio numa época mais tranquila da minha vida, em todos os aspectos, e é claro que isso me proporcionou outras coisas. Estou com 39 anos e tenho trinta de carreira! Não sinto mais urgências profissionais. Hoje, faço o que gosto. Dessa vez, pude escolher ficar mais em casa e cuidar do filhote. Agora é que estou começando a sentir saudades de trabalhar.

Você teve desejos de alimentação na gravidez?
Tive desejos em todas as gestações: na da Malu, era picolé de limão o dia todo; na da Clarinha, tempurá; na do Tony, pipoca e tangerina.

Bruno é pai pela primeira vez. Como ele tem se saído?
No comecinho, ficava um pouco nervoso. Ele dizia: “Amor, ele é tão mole... Tenho medo de quebrar” (risos). Mas, já depois de uns três meses, ele arrasava e continua arrasando! Bruno é o tipo de pai que toda mulher sonha em encontrar.

Como é a Paloma mãe?
A pessoa mais feliz do planeta! Maternidade é meu primeiro ofício. Sou atriz por acaso.

Maria Luiza e Clara ao lado da barriga da mãe (Foto: Arquivo pessoal/ Paloma Duarte)

Quais são as suas principais preocupações ao criar os filhos nos dias atuais?
Além da taxa de violência, as doenças que surgem o tempo todo e o sistema de saúde no Rio de Janeiro. Acho que minha maior preocupação é conseguir nadar contra a maré da nossa sociedade e mostrar ao meu filho que ser honesto é o melhor caminho sempre e que esperteza não é o mesmo que inteligência.

E o maior desafio da maternidade?
Conseguir desgrudar dele e voltar ao mundo!

Como tem sido sua rotina com o Antônio?

Acordar cedo, passear, passar o dia juntinhos. De dois meses pra cá, liberei o Bruno para dormir com ele - até então, eu não deixava (risos!). E, de duas semanas pra cá, finalmente, criei coragem e divido o Toni com a Ildes. Ela foi babá da Malu e trabalha comigo desde então. É minha companheira de lar.

Você pensa em ter mais filhos?

Não. Agora vou fechar a fábrica.

Já se sentiu cobrada pela sociedade ou pela mídia na recuperação imediata da boa forma depois do parto?
Claro! Sou atriz e a pressão é enorme. Não dou a mínima. Afinal, nunca fui o tipo de atriz que investe no “corpão”. Nada contra, mas nunca foi a minha. Gravidez é para ser feliz. Perder peso também tem que ser um processo feliz, natural. Por exemplo: demorei nove meses para recuperar meu peso quando tive as meninas. Dessa vez, acabei de recuperar, mas nunca fui malhada.

Que conselhos você daria para outras mães?
Não sintam culpa se não conseguirem amamentar, mas não desistam com facilidade. Você engordou muito? Alimente-se melhor, que você vai recuperar seu peso. Pode ser difícil, mas em duas semanas você se acostuma. Ganhou estrias? Celulite? Dane-se! Nada é mais maternal que estrias e nada é mais feminino que celulite. Ame-se! Seu filho merece!