Carolina Kasting: “Não quero proteger demais o Tom”
Mãe de Cora, 10 anos, e Tom, 4 meses, a atriz fala sobre a rotina da família e diz que pretende ser mais leve e dar menos ouvidos aos palpites alheios

Carolina Kasting e os filhos, Cora e Tom (Foto: Arquivo pessoal/ Carolina Kasting)

Revista Crescer, por Taynara Prado - atualizada em 03/01/2017 18h44

Quando nasce o primeiro filho, os pais costumam ficar desesperados, sem saber em que direção correr, tentando seguir orientações de diferentes pessoas, muitas vezes, completamente opostas... É uma confusão. Quando vem o segundo, a segurança é maior. Afinal, eles já passaram por aquilo tudo. Carolina Kasting, 40, vive a experiência de ser mãe pela segunda vez dez anos depois do nascimento da primogênita Cora. “A ideia de eu ter outro filho foi dela”, conta a atriz, em entrevista à coluna Conselho de Mãe. Com Tom, a ideia é manter a calma sempre e escutar mais o bebê do que os pitacos.

Você foi mãe aos 30 e aos 40 anos. Se pudesse dar um conselho agora para a Carolina de dez anos atrás, qual seria?


Diria para ficar mais calma, não se preocupar tanto, ouvir mais o bebê e não se importar tanto com o que dizem. Ouça a sua intuição de mãe.

Sentiu muita diferença entre as duas gestações?

Muita. Na gestação do Tom, me senti muito mais ativa, não tive vontade de comer besteiras, queria ir para a rua, passear. Meu corpo também não mudou quase nada. Era só barriga. Ele nasceu rápido, no quarto da maternidade. Nem deu tempo de tomar analgesia e de chegar até a sala de parto. Com a Cora foi tudo o contrário. Em compensação, tive maior facilidade para amamentá-la. O Tom sugava pouco e não estimulou muito minha produção de leite. Consegui amamentá-lo somente com leite materno até três meses, o que considero uma grande vitória. Amamentar nunca é como esperamos. É um encontro entre você e seu filho. É um ato exclusivamente para o outro e, portanto, você tem de ouvi-lo, senti-lo, respeita-lo e amá-lo. Por isso é tão difícil e maravilhoso ao mesmo tempo.

Como a Cora recebeu a notícia da chegada do Tom?

A ideia de eu ter outro filho foi da Cora. Na verdade, desde os 2 anos ela nos pede um irmão. Demoramos 9 anos para realizar esse desejo dela, então, ela está muito feliz. O Tom a adora e ela a ele.

O Tom foi planejado, então?

Foi planejado e desejado. Tentamos em um momento anterior, mas não conseguimos. Agora foi a hora certa. Eu sabia que seria um menino!

O que você pretende fazer diferente com o segundo filho?

Não quero proteger demais o Tom. Quero deixá-lo seguro e tranquilo.

Que tipo de mãe você é?

Sou carinhosa, mas sei dar limite. Dou limite com amor. Mas também sou rigorosa na disciplina. Acho que a disciplina traz segurança para a criança. Quando ela fica muito solta, se sente desprotegida.

Quais as suas principais preocupações sobre criar filhos hoje?

A violência, o preconceito e a falta de ética.

Você costuma dar bronca?

É muito raro. Dialogamos, aqui em casa. Não brigamos.

Sente culpa por trabalhar fora?

Culpa, não, mas essa é a pior parte: estar longe deles.

Como você lida com o assédio da imprensa às crianças?

Preservamos a Cora até o momento em que ela pode decidir por ela mesma se queria "aparecer" ou não. Hoje, ela adora. Até brinca com o paparazzi (risos). Com o Tom, faremos a mesma coisa.

Você pensa em ter mais filhos?

Não. Já fui completamente abençoada nesse sentido.

Você se sentiu cobrada na recuperação imediata da boa forma depois dos partos?

O tempo é seu. Você deve determinar isso. Eu quis voltar logo à forma e voltei - mas porque eu quis.

Que conselho você daria para outras mães?

Amem. Amem seus filhos incondicionalmente. Eles são a melhor parte de vocês. E esqueçam tudo o que as pessoas dizem (risos)