Fernanda Motta: “Depois de ser mãe, descobri que amar dói pra caramba”

A modelo fala sobre a relação com a filha, Chloe, 2 anos, e diz que, por enquanto, não pretende ter mais filhos

Revista Crescer, por Taynara Prado - atualizada em 14/02/2017 12h48

Mãe e filha, juntas (Foto: Arquivo pessoal/ Fernanda Motta)

Mãe de Chloe, 2 anos e 8 meses, a modelo, atriz e apresentadora Fernanda Motta tem 20 anos de carreira, vive na ponte área, já passou por 38 países. Em entrevista à coluna Conselho de Mãe, ela conta que adaptou sua rotina de forma natural com a chegada da filha e que não é dramática em relação à maternidade. Confira o bate-papo na íntegra:

Como vocês escolheram o nome da Chloe?
Como viajamos muito e moramos muito tempo fora, gostaríamos que ela tivesse um nome que fosse fácil de pronunciar em todos os países. Chloe é um nome muito feminino, além de ter um pouco haver com Claudia, que é o nome da minha mãe. Sempre achamos esse nome lindo, então decidimos muito rápido.

Por causa do trabalho você já conheceu 38 países. Sua rotina de viagens mudou com a chegada da Chloe?
Não mudou muito. Eu me adaptei muito bem à rotina de viagens com a chegada da Chloe, foi um processo muito natural. Uma dica que facilita muito quando você viaja com crianças é: leve sempre o carrinho até a sala de embarque e só o despache quando estiver na porta do avião [verifique com a companhia aérea qual é a política de bagagens, nesse caso]. Se o vôo atrasar, você pode usá-lo de berço e a criança não fica tão desgastada.

Em muitos vídeos de seu canal na internet, dá para notar que você e Chloe estão sempre juntas. Costuma levá-la para o trabalho também?
A Chloe normalmente não me acompanha em trabalhos, ela fica com o pai ou com os avôs. Eu a levo quando é passeio.  O canal (Fernanda Motta) foi pensado com muito carinho e idealizado com cuidado. Nele, abordo temas como moda, beleza, estilo de vida, curiosidades, entrevistas. Estou cada dia mais apaixonada por esse universo.

Como foi sua gestação?
Graças a Deus, minha gestação foi supertranquila. Não tive nenhum “efeito colateral” ou desejo. Cuidei bastante da minha alimentação, fiz hidroginástica e trabalhei até o sétimo mês. Usei bastante os hidratantes específicos para grávidas, óleo de amêndoas, além de beber muita água.

E o pós-parto, foi tranquilo também?
Tive uma recuperação rápida. Emmenos de dois meses, voltei ao meu peso normal. Meu corpo ficou mais proporcional, o cabelo e a pele ficaram melhores. A maternidade é transformadora, a mulher transborda feminilidade.
  
Por trabalhar com imagem, se sentiu pressionada pela mídia – ou por você mesma – para voltar à forma física anterior?
Não, porque eu voltei muito rápido e também nunca me descuidei. Acho que, quando a pessoa previne, tem essa vantagem na hora de recuperar a forma. Sempre fui da prevenção, então, nunca tive esse problema.

Como o Roger [Roger Rodrigues, empresário e marido de Fernanda] se saiu nos primeiros cuidados com a Chloe?
Foi ele quem teve os primeiros cuidados: deu o primeiro banhotrocou a primeira fralda, a colocou para arrotar pela primeira vez...  Ele foi muito bem e é um ótimo pai.

Como você se saiu como mãe de primeira viagem?
Olha, vou dizer que sou uma boa mãe. Tive altos e baixos, porque é tudo muito novo. A primeira vez é sempre mais difícil. Minha mãe me ajudou muito, minha sogra, todo mundo me dava dicas, mas acho que a mulher nasce com esse instinto materno. Sou uma pessoa muito tranquila. Não sou dramática em relação a essas coisas. Então, fui fazendo tudo devagarzinho, aprendendo e acho que foi bem tranquilo no final das contas.

Dizem que os pais educam e os avós estragam. Acontece na sua casa?
Sim. Nunca mais deixarei minha mãe por horas com a Chloe porque o primeiro chocolate foi a avó quem deu (risos). Mas é muito bom.  Deixo que eles curtam. Eles não passam muito do limite e, graças a Deus, vovó e vovô existem para fazer esses estragos.

Quando você costuma dar bronca na Chloe?
Quando ela começa fazer birra. Crianças, principalmente por volta dos 2 anos e meio, fazem bastante. Ela faz pouca, mas, quando faz, sempre brigo. Quando falo “não”, nunca volto atrás. Só se eu estiver errada, mas, geralmente, mantenho a palavra. Costumo dar bronca, quando a criança fica mal educada, quando não quer fazer o que é preciso ou quando faz escândalo porque não quer tomar banho. Sou bem chata com isso, mas, em geral, ela é muito calma. Não me dá trabalho.

Sente culpa quando precisa chamar a atenção dela?
Não me sinto culpada. Acredito que educação se aprende em casa. É preciso prepara lá para o mundo.

Você pensa em ter mais filhos?
É a pergunta que eu mais escuto. Não me cobro. Não me sinto pressionada e acho que isso só vai acontecer se um belo dia eu acordar e sentir que preciso ter outro filho. Por enquanto, estou muito bem com ela.

O que você só descobriu depois de ser mãe?
Que amar dói pra caramba. Fico até emocionada. O amor é tão grande, que a gente sente fora do corpo. Um amor inexplicável, que só mãe consegue entender. 

Você e Roger são empresários, sócios e parceiros de trabalho. Costumam tirar um tempo para vocês, sem falar de trabalho e filho?
Não temos esse tipo de regra. Falamos de tudo. São tantos anos juntos, que percebemos no olhar o sentimento um do outro. Se o papo não está agradando, mudamos de assunto.

Que conselho você daria para outras mães?
Precisamos entender que a criança não nasceu sabendo e que a personalidade dela e o caráter vão vir dos pais. Temos que tomar muito cuidado em relação à educação dos nossos filhos porque eles estão aprendendo, se formando e o que eles se tornarem no futuro é fruto nosso. Ao mesmo tempo, um conselho seria sermos muito carinhosos com nossos filhos, sentar, explicar com calma; eles entenderão. Eles são o reflexo dos pais e serão seres humanos muito melhores, creio eu.