“Dar ouvidos a uma sociedade que se importa mais com o percentual de gordura do que com a saúde do bebê e com o emocional da mãe é nocivo”, diz a atriz Bruna Hamú

Grávida do primeiro filho, a intérprete de Camila na novela “A Lei do Amor”, da TV Globo, fala sobre as expectativas de se tornar mãe. Em entrevista à coluna "Conselho de Mãe", ela também fala da cobrança das pessoas pela recuperação da forma física depois do nascimento do bebê

Revista Crescer, por Taynara Prado - atualizada em 04/04/2017 10h09

 

Bruna Hamú não vê a hora de conhecer o pequeno Julio, com chegada prevista para o mês de maio. A atriz, que namora o empresário Diego Moregola, conta que se assustou com a notícia da gravidez aos 26 anos e se prepara para tentar um parto normal.

Bruna, como tem sido sua gestação?
Supertranquila. No começo, até completar uns quatro, cinco meses, enjoei um pouco, mas nada exagerado. Minha mãe disse que chegava a ter que ir para o hospital tomar soro. Comigo, isso nunca aconteceu, eram mais enjoos matinais ou do vapor quente da comida. Passei um tempo ingerindo apenas comida fria e agora ando tendo um pouco de azia. Nada que me incomode também. Procuro me alimentar melhor, não estou mais comendo por mim e sim por ele! Também caminho sempre que consigo.

Você foi diagnosticada com ovário policístico, mas engravidou com facilidade. Ser mãe sempre foi um dos seus objetivos?
Sempre quis ser mãe, mas a gente acha que nunca está preparada, até que aconteça.

Como descobriu que estava grávida e como deu a notícia para o Diego?
Senti dor nos seios, como se fosse menstruar. Fiz o teste e deu positivo! Dei a notícia para o Diego pelo Facetime (chat em vídeo pelo celular)! Eu estava no Rio de Janeiro e ele, em São Paulo.

Como foi a descoberta do sexo do bebê e como escolheram o nome dele?
No começo, assustei por ser menino. Sempre achei que teria uma menina, mas hoje estou achando incrível! É um mundo completamente diferente, que estou adorando descobrir. Julio era o nome do pai do Diego e é exatamente o que eu queria, um nome curto, forte e não tão comum.

Como está a montagem do enxoval e do quarto do bebê?
Já estamos com o projeto do quarto pronto, mas começamos a montar essa semana.

Existe uma cobrança da sociedade e da imprensa pela boa forma instantânea pós-parto. Como mãe de primeira viagem, já parou para pensar sobre o assunto?
Sim e eu acredito que o que vem primeiro é a saúde do bebê. Dar ouvidos a uma sociedade que se importa mais com o percentual de gordura do que com a saúde do bebê e com o emocional da mãe é nocivo. Cada um sabe de si. Temos que aprender a respeitar o outro e sempre buscar o equilíbrio.

Rafa Brites, em entrevista para a Crescer, falou do lado delicado da primeira gestação. Você teve alguma insegurança ou medo nos primeiros meses?
Sim. Como não foi planejado, foi um susto gigantesco no começo. Passaram mil inseguranças na cabeça, sobre tudo. Será que vou conseguir educar? Será que vou conseguir ser a mãe que ele precisa? Ainda me sinto tão criança para isso.... E o meu trabalho? Meu pais vão entender? Conforme as coisas foram acontecendo e as pessoas foram recebendo a notícia, fui ficando cada vez mais tranquila. Vi que essas questões não eram um bicho de sete cabeças, mas sim a maior benção que estava acontecendo na minha vida. Até a minha mãe, para quem achei que seria mais difícil dar a notícia, foi uma das que melhor aceitou este presente. Isso me fez perder toda a insegurança que senti no começo. Hoje, só tenho a agradecer a Deus por ser a mãe desse bebê, que já me fez crescer e amadurecer imensamente.

Você conversa ou canta para a barriga? Como foi a sensação do primeiro chute do Júlio?
Converso, canto, faço tudo (risos). Às vezes, estou só com ele em casa e tudo que eu vou fazer, conto para ele e digo como vai ser a vida aqui fora quando ele nascer. O primeiro chute foi emocionante. Parece que foi aí que eu comecei a entender de verdade tudo que estava acontecendo comigo. Até então, eu sentia que o corpo mudava, tinha sensações diferentes, mas ainda não via a barriga e não sentia nada. Na primeira vez que ele chutou foi que a ficha começou a cair, aquele ser humano completamente indefeso que depende única e exclusivamente de você. É divino. Não tem muita explicação pra isso.

Já tem alguma expectativa sobre o parto?
Quero tentar parto normal, no banquinho, sem sala de cirurgia. Acredito que tem milhões de benefícios para a mãe e para o bebê. O bebê escolhe quando nascer e, quando nasce, vem direto para o colo da mãe. Acredito que o vínculo nesse momento é maior que em uma cesariana. Mas é claro que depende de muita coisa no momento.

Está ansiosa para amamentar?
Sim. Toda mãe me diz que é a melhor sensação da vida, aquele momento com seu bebezinho, só vocês dois, se olhando no olho, e que nada no mundo se parece com isso. Quero amamentar até quando eu puder, uns seis meses ou mais... Estou MUITO ansiosa.

Ficou preocupada ou tensa com o futuro da sua personagem na novela no momento em que soube da gestação [Bruna interpretava a personagem Camila, na novela A Lei do Amor, na TV Globo]?
Claro! Foi um susto. Eu tinha acabado de entrar numa novela das 21h, onde sempre almejei estar. Mas Deus sabe de tudo. Fui percebendo que não tinha momento melhor para isso acontecer. Nada é por acaso. Foi o maior presente que Deus já me deu. Recebi apoio, não só da emissora, como de todo mundo, a equipe da novela, os atores, meus familiares e os amigos.

Que conselho da sua mãe você vai levar para o seu dia a dia com o Julio?
Nunca deixar ele esquecer que a coisa mais importante dessa vida é Deus. Que tudo que temos provem Dele e para Ele.

Que conselho você daria para outras mães?
Todo mundo vai querer palpitar sobre tudo. Vão dizer o que você tem ou não que fazer. Mas acredito que cada mãe possui seu instinto muito aguçado e que o que você sente é o mais importante a se fazer. O vínculo mais intenso é o de cada mãe com seu bebê.